Blog de pergaminhoh

A XXIII dinastia egípcia contem várias linhagens de faraós reinando, às vezes ao mesmo tempo, em Tebas, Hermópolis, Leontópolis e Tanis[1].

 

 



 Escrito por pergaminhoh às 03h08 PM
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Osorkon IV

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estatueta da época de Osorkon IV. Museu do Louvre

Osorkon IV ou Aajeperra-Osorkon, foi o último rei da XXII dinastia egípcia; governou de 730 a.C. a 715 a. C. Foi filho de Sheshonq V e Tadibastet II. Foi rei de Tanis e do nordeste do delta do Nilo.

O seu reinado aparece num período em que o antigo Egipto é governado por reis de quatro diferentes dinastias. A XXIII dinastia egípcia, que tem o poder nas mãos de Iuput II e governa a partir da cidade de Leontópolis, a XXIV dinastia egípcia, cujo representante é Tefnakht, na cidade de Sais, e ainda Uahkara-Bakenrenef, da XXV dinastia egípcia, e por fim kushita, que é regida por Pié e Chabaka. Osorkon IV para controlar o país vai aliar-se a Iuput II e a Tefnakht, para tentar evitar o fortalecimento de Pié, rei de Napata.



 Escrito por pergaminhoh às 03h04 PM
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Pami

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pami foi um rei da XXII dinastia egípcia que reinou entre 773 e 767 a.C. no Terceiro Período Intermediário. É também conhecido como Pamiu ou Pimai ("O Gato").

Pami era filho de Chechonk III, que teve um longo reinado de 52 anos. A sua mãe era Tentamenopet.

O seu nome de coroação (ou prenome) foi Usermaetré-Setepenamon, o que significa "poderosa é a verdade de Ré, escolhido por Amon.

Foi contemporâneo do rei Osorkon III de Leontópolis, dado que nesta altura o Egipto não era um território unificado sob um único poder.

Pami governou o Baixo Egipto (ou parte dele), já que foi nesta região que se encontraram objectos que tinham inscrições com o seu nome. Contudo, uma estátua de bronze que se encontra hoje no Museu Britânico mostra-o com a coroa hedjet ou coroa branca do Alto Egipto [1]. Este facto é interpretado como uma mera representação simbólica através da qual Pami se fazia passar com rei de um Egipto unificado.

Foi sucedido por Chechonk V, seu filho.



 Escrito por pergaminhoh às 03h04 PM
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Takelot II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Títulatura de Takelot II inscrito em uma pilastra no Templo de Ptah em Karnak.

Takelot II foi um rei da XXII dinastia egípcia sucedeu a seu pai Osorkon II em 850 a.C. e reinou até 825 a.C. teve um reinado bastante conturbado tendo os senhores feudais ganho muito poder. Conseguiu no entanto manter a estabilidade no sul do reino, onde Nimlot, seu meio irmão se encontrava no poder em Tebas como Sumo Sacerdote de Ámon. Nimlot consolidara a sua posição avançando em direcção ao norte até à cidade de Heracleópolis e colocando no poder à frente daquela cidade o seu filho Ptahuedjankhef.

Ainda para reforçar o seu poder casou a sua filha Karomama II com Takelot II, consolidando assim uma ligação entre o norte e o sul, tornando-se sogro do seu meio irmão. Karomama II terá sido enterrada em Tebas, uma vez que apareceram algumas suas figuras uchabti de vidrado verde provenientes de Tebas.

No ano 11 do reinado de Takelot II surgiram problemas a este monarca com a morte de Nimlot, pois surgiu a questão da sua sucessão no lugar de Sumo Sacerdote de Ámon o que causou guerra aberta. Tebas, conduzida por um Horsaisis que pretendia descender do rei seu homónimo,e se revoltou contra a escolha de Takelot II: o seu filho, o príncipe Osorkon. Ptahuedjankhef, governador em Heracleópolis, deu apoio à decisão de Takelot II, garantindo ao príncipe Osorkon uma rota fácil para o sul, passando pelo seu território e fortaleza. Os rebeldes, apanhados foram aniquilados, os seus chefes executados, e os seus corpos quimados para impedir a sua vida no além. A paz durou pelos 4 anos seguintes, até que no ano 15 do reinado de Takelot II o Egipto foi de novo avassalado por uma guerra civil. Esta guerra durou quase 10 anos.

Quando Takelot II morreu foi enterrado em Tânis, onde o seu sarcófago foi encontrado por Pierre Montet, num caixão que tinha sido reutilizado na antecâmara do túmulo de Osorkon II, seu pai. O príncipe herdeiro Osorkon não sucedeu seu pai no trono do Egipto, dado que o seu irmão mais novo Chechonq tomou o poder e se proclamou faraó.



 Escrito por pergaminhoh às 03h03 PM
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Osorkon II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Capitel Hatorico de Bubastis. Hall de Osorkon II. Louvre

Osorkon II ou Usermaatra-Osorkon II, foi um faraó da XXII dinastia egípcia, reinou de 874 a.C. a 850 a.C. Esta dinastia que teve a sua capital em Tanis, nordeste do delta do Nilo, teve uma origem líbia. Pode dizer-se que a época líbia da história do Egipto é complexa, e a prova-lo estão os vários reis ou governadores que governaram o país em simultaneamente. Osorkon II, filho de Takelot I e Kapes, teve quatro esposas, a saber: Karomama I ou Karoma I, Meritmut, Dyedmutesanj, e Istemkheb ou Isetemhebet. Destas esposas teve cerca de 8 filhos incluindo Takelot II, que o sucedeu no trono, e Nimlot, que foi sumo sacerdote de Amón de 855 a.C. a 845 a.C.

Quando Osorkon II morreu de pois de um longo reinado de 24 anos foi enterrado na cidade capital Tanis, dentro na necrópole real, onde foi encontrada a sua tumba por Pierre Montet, em 1939.

O seu reinado foi caracterizado ao princípio por uma renovação do poder real, para o que terá contribuído a colocação dos filhos em postos importantes do governo do país. No entanto a sua influencia viu-se limitada.

Triada de dioses. Motivo escultórico da época de Osorkon II. Museu do Louvre

Mandou restaurar o templo de Elefantina debaixo do controlo do vise-rei Kush, que era seu neto. Embeleza também outros templos como o de Bastet na sua cidade de Bubastis e inicia também trabalhos nas cidades de Leontópolis, Menfis e Tanis. Na cidade de Bubastis, mandou edificar um templo à Deusa felina tutelar Bastet. Nesse templo construiu uma monumental sala de Granito vermelho decorada com belos relevos representando-o a ela e à rainha Karoma I celebrando o seu jubileu (heb-sed) no ano 22 do seu reinado. Osorkon II procurou demonstrar que era o verdadeiro soberano diante dos sacerdotes de Tebas, que rejeitavam a sua legitimidade. No entanto, dita um decreto que concede a cidade de Tebas um estatuto especial. A esta cidade é concedido o estatuto de principado e aceita que seu primo Horsiese I suceda a seu pai Sheshonq II no cargo de Sumo sacerdote de Amón.

Esta concessão, que vem estabelecer um precedente de transmissão hereditária de cargos, debilita o poder real. Esta decisão causou divisões no Egipto e levou a que em 870 a.C. Horsiese I se declare rei de Tebas. Com as gerações seguintes os herdeiros de Horsiese I vão disputar o poder em linhagens diferentes e vários reis governam ao mesmo tempo. O Tratado de aliança com Biblos é ameaçado pela expansão do Império da Assíria com o rei Assur-Nasirpal II, que reinou de 884 a.C a 859 a.C. e também com o seu filho Salmanasar III que reinou de 859 a.C. a 824 a.C. que estenderam as suas fronteiras desde o norte da Mesopotâmia até ao Eufrates, a Síria, a Orontes e a costa de Amurru. Os reinos de Damasco e Israel aliaram-se para proteger o norte da Síria dos novos invasores. Em 853 a.C. Osorkon II enviou com contingente de mil mercenários egípcios para prestar ajuda a esta aliança e a Benhadad, rei da Síria, com o fim de tentar parar a progressão dos Assírios. O combate teve lugar no vale de Orontes, perto de Karkar. Este acontecimento vem assinalar uma nova fase na política exterior egípcia: A do apoio aos reinos Sírio e palestinos. O Egipto, graças a esta aliança com os hebreus e sírios consegue resistir ais exércitos assírios de Salmanasar III. Os reinos Sírio palestinianos vem constituir uma linha da frente na defesa do Egipto contra a invasão Assíria. Foi precedido no trono por Takelot I e sucedido por Takelot II.



 Escrito por pergaminhoh às 03h02 PM
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Takelot I

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Takelot I foi o quarto Faraó da XXII dinastia egípcia e governou de 889 a.C. a 874 a.C. Foi filho de Osorkon I e Tashedkhons, uma esposa menor. Casou-se com Kapes e foi pai de Osorkon II que também foi Faraó do Egipto. O reinado de Takelot I foi bastante obscuro, reinou durante 15 anos e não deixou monumentos. Assistiu ao início da fragmentação do Egipto em dois centros de puder.

Osorkon II, seu filho, sucedeu-lhe no trono como faraó em 874 a.C., praticamente ao mesmo tempo que o seu primo Horsaisis sucedia a seu pai (Chechonq II) como Sumo Sacerdote de Ámon em Karnak. Teve problemas de governo com o seu irmão Iulot, Sumo Sacerdote de Ámon em Tebas, que reivindicou o trono, não conseguindo no entanto os seus intentos devido à presença de uma guarnição militar que cercou a cidade de Heracleópolis. Apesar de manter o puder, Takelot I, viu a unidade do país bastante alterada.



 Escrito por pergaminhoh às 03h02 PM
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shoshenk II nada encontrado



 Escrito por pergaminhoh às 03h01 PM
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Osorkon I

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estátua de Osorkon I

Osorkon I Foi um Faraó do Egipto. Nasceu em 950 a.C.

O seu nome também aparece escrito como: Sejemjeperra-Osorkon. Foi o segundo faraó da XXII dinastia egípcia. Segundo alguns egiptólogos governou de 924 a.C. a 889 a.C. Segundo um historiador nascido na Grécia, Manetón chama-lhe simplesmente Osorton.

Segundo as versões de Sexto Júlio Africano, Eusébio de Cesareia e Jorge Sincelo, o reinado de Osorkom I durou bastante tempo, mais de 15 anos, o que para a época era muito. Foi filho de Chechonk I e da sua principal esposa Karoma ou Karomat. Sucedeu seu pai no trono que provavelmente terá morrido, segundo alguns historiadores, depois das suas vitoriosas campanhas militares contra os reinos de Israel e Judá.

Casou-se com Maat Ka-Re ou Maatkara, filha de Psusennes II, casando, ainda mais tarde com Tashedjonsu. Foi pai de quatro filhos: Iulot e Esmendes III. Ambos foram Sumo sacerdote de Amon, na antiga cidade de Tebas. Outro filho Chechonk II, foi desde cedo associado ao trono como co-regente do reino. Este filho no entanto nunca terá sido Faraó, uma vez que faleceu alguns meses antes de seu pai que foi sucedido no trono pelo 4º filho Takelot I.

Takelot I, mantêm a ordem no reino deixado por seu pai fazendo acordos com o clero de Amon na cidade de Tebas que sempre teve dificuldade em aceitar esta dinastia que considerava serem estrangeiros.

Estabeleceu a sua residência em El-Lahun e procurou contribuir para os templos, particularmente doando ouro para engalanar os templos da cidade de Heliópolis. O seu reinado foi um dos mais longos, próspero e pacifico de sempre na história do Egipto. As informações que chegaram aos nossos dias foram-nos transmitidas pelas inscrições hieróglifos gravadas nos muros dos numerosos templos e outros edifícios que mandou construir.



 Escrito por pergaminhoh às 02h58 PM
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XXII dinastia egípcia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A XXII dinastia egípcia, em especial, demarca o início da decadência irreversível do Novo Império. Ocorreu duranto o 3º Período Intermediário e durou do ano de 945a.C. até 712a.C. [1]. O reinado foi em Bubastis (Delta) e teve os seguintes reis: Sesonki, Osorkon I, Takelot II, Sesonki III, Pimai, Sesonki IV. Estes reis eram líbios, quer dizer que eram estrangeiros. Esta dinastia fez gastos militares excessivos; isto arruinou o Egipto [carece de fontes?].

Hoje em dia o arqueólogo David Rohl especula que a XXII e a XXI dinastias reinaram juntas, ao mesmo tempo, em capitais distintas [carece de fontes?].



 Escrito por pergaminhoh às 02h57 PM
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Shoshenk I ou Sheshonk I foi o primeiro faraó e fundador da XXII dinastia egípcia. Ele pertencia a uma família Líbia de Bubastis (atual Tell Basta) que tinha tido grande importância e influência antes de Shoshenk ascendido ao poder.

Para tentar centralizar o poder retirando o poder da mão dos sacerdotes, que faziam reinados não ligados ao poder principal, Shoshenk extinguiu a linhagem dos sumos-sacerdotes e instalou seu filho em Tebas [1]. Esse precedente foi seguido pelos seus sucessores, porém Tebas só foi integrada completamente ao país 300 anos mais tarde.

Shoshenk empreendeu uma campanha na Palestina a invadindo no reinado do Rei Roboão, registrada em alguns relevos de Karnak, reatou relações com Biblos, o tradicional parceiro comercial egípcio na costa fenícia, aumentando a prosperidade no início da dinastia.



 Escrito por pergaminhoh às 02h55 PM
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Periodo lìbio

A penúltima fase do Egito é justamente o Período Líbio, em decorrência da dominação anterior. A Líbia e o Egito tinham fortes ligações por causa das condições vigentes, mas entrou em cena também a Núbia que através de um de seus príncipes alcançou conquistas até Mênfis e outras regiões do Egito. O conquistador núbio permitiu que Tefnakhte permanecesse no Baixo Egito e fundasse a 24ª dinastia do Egito.

Tal dinastia ofereceu as bases para o início do Período Tardio por causa das várias investidas dos assírios. Após muitos conflitos, Psammetichus conseguiu sair vitorioso e reunir o Médio e o Baixo Egito sob seu comando, começava a 26ª dinastia e a última fase do Império Egípcio. O novo faraó marca uma época de renovação do esplendor do Egito, pois consegue expandir seu poderio e tornar-se forte o suficiente em todo o Egito.

Já sob o reinado de Apries, o Egito se envolve em um conflito contra os gregos enviando exército junto com os líbios para tentar expulsar os primeiros de Cyrene. O resultado foi catastrófico para o Egito, a derrota foi desastrosa e teve como consequência uma guerra civil no Império Egípcio. O saldo desta situação foi a tomada do poder pelo faraó Amosis II. Este faleceu em 526 a.C. e não chegou a ver a derrota do Egito para os persas no ano seguinte, mais uma vez o império sucumbia ao domínio estrangeiro, colocando Cambises no poder e inaugurando mais uma dinastia de não egípcios. O Período Tardio seguiu-se com decadência até que o poderoso Império Romano conquistasse o Egito, que já não tinha forças mais para uma nova reestruturação.

 



 Escrito por pergaminhoh às 02h54 PM
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Amenemope

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Amenemope foi o quarto faraó da XXI dinastia. Governou o Egipto durante o Terceiro Período Intermediário entre 993 e 984 a.C..

Pensa-se que seria filho de Psusennes I, o seu antecessor. A sua mãe teria sido a rainha Mutnedjemet.

Embora fosse faraó, assumiu o título de sumo sacerdote de Amon, o que seria uma tentativa de evitar a influência sacerdotal no estado.

Foi sepultado num pequeno túmulo em Tânis, mas mais tarde a sua múmia foi movida pelo faraó Siamon para um túmulo mais digno, originalmente pensado para a rainha Mutnedjemet. A sua múmia foi encontrada num caixão de madeira colocado num sarcófago de quartzito amarelo.



 Escrito por pergaminhoh às 02h50 PM
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Psusennes I

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Máscara funerária de Psusennes I, descoberta em 1940 por Pierre Montet

Psusennes I foi o terceiro faraó da XXI dinastia egípcia durante o Terceiro Período Intermediário. Governou entre 1039 e 991 a.C. em Tânis, no Baixo Egipto.

Psusennes é a forma grega do nome egípcio Pasebakhaenniut, que significa "A estrela que brilha em Tebas" ou "A estrela que aparece na cidade de Tebas". O prenome (ou nome de trono) deste faraó foi Aakheperré-Setepenré ("Grande é a forma de Ré-Escolhido por Ré").

Pouco se sabe sobre o reinado de Psusennes I. O faraó foi responsável por actividade construtora em Tânis, da qual se destaca a construção de parte significativa do templo de Amon naquela cidade, tendo se recorrido a blocos de pedra retirados de Pi-Ramsés, capital do Egipto desde Ramsés II.

Assumiu o título de sumo sacerdote de Amon, aspecto relacionado com o poder dos detentores deste cargo nesta época. Casou também a sua filha Isitemkhebi com o sumo sacerdote Menkheperré.

Psusennes I foi sepultado num túmulo construído no interior do templo de Amon em Tânis. Este túmulo foi descoberto intacto pelo egiptólogo francês Pierre Montet em 1940. Embora o seu tesouro não fosse tão espectacular como o de Tutankhamon encontrou-se nele, entre outros objectos, um máscara funerária, pulseiras e vários chabtis (pequenas estátuas funerárias).



 Escrito por pergaminhoh às 02h45 PM
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Amenemnesu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Amenemnesu foi o segundo faraó da XXI dinastia egípcia tendo governado entre aproximadamente 1043 e 1039 a.C., no Terceiro Período Intermediário. O seu nome significa "Amon é o rei". Teve como nome de coroação Neferkaré ("Belo é o ka de "), nome que foi comum a alguns faraós do Império Antigo, o que pode sugerir uma tentativa de regressar à glória do passado.

Antigamente julgava-se que Amenemnesu era filho do rei Smendes e de Tentamon, mas os estudos mais recentes sugerem que eram filho do sumo sacerdote de Amon Herihor e de Nedjemet.

Pouco se sabe do seu curto reinado. Amenemnesu foi contemporâneo do poderoso sumo sacerdote de Amon Menkheperré.

Teria mais de sessenta anos quando faleceu, tendo sido sucedido por Psusennes I, que se julga ser o seu irmão mais novo



 Escrito por pergaminhoh às 02h44 PM
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Smendes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Smendes ou Nesbanebdjed foi o fundador da XXI dinastia egípcia, cuja capital seria Tânis na região oriental do Delta do Nilo. Reinou entre 1069 e 1043 a.C.. no começo do Terceiro Período Intermediário.

O nome egípcio deste faraó era Nesubanebdjed, mas este tornou-se mais conhecido pela forma grega do nome, Smendes. Este nome estava relacionado com o culto do deus carneiro em Mendes, cidade próxima de Tânis. O seu prenome (ou nome de nascimento) foi Hedjkheperré-Setepenré, o que significa "Brilhante é a forma de Ré - Escolhido por Ré".

As origens familiares deste faraó são desconhecidas. Smendes começou por ser o vizir do norte do faraó Ramsés XI, último representantes da XX dinastia. Nesta condição administrava a região do Delta do Nilo ou Baixo Egipto. Quando Ramsés XI faleceu, sem deixar herdeiros, Smendes declarou-se rei. Era casado com uma filha de Ramsés XI, Tentamon, o que pode ter facilitado a legitimação do seu poder.

Smendes transferiu a capital do Egipto de Pi-Ramsés para Tânis, tendo os materiais usados para erguer os monumentos da nova capital sido retirados de Pi-Ramsés. O faraó viveu também durante algum tempo em Mênfis.

Na sua época o Egipto não se encontrava unificado, exercendo Smendes a soberania apenas sobre o norte. No sul governavam os sumo-sacerdotes de Amon, que apesar de aceitarem teoricamente a soberania de Smendes, eram na prática os governantes naquela região do país.

O legado de monumentos deixado por este faraó é escasso. Sabe-se que Smendes promoveu obras de conservação dos templos de Karnak e de Luxor.

Smendes é mencionado num clássico da literatura do Antigo Egipto, A Desventura de Uenamon. Esta obra relata as aventuras do funcionário tebano homónimo na sua viagem até ao Líbano para obter madeira de cedro. Apesar das vicissitudes, o objectivo é alcançado, sendo Uenamon recompensado por Smendes.

Smendes foi sepultado em Tânis, mas até hoje o seu túmulo não foi descoberto. Relacionado com a sua morte apenas se conhecem dois vasos canópicos. Foi sucedido por Amenemnesu, filho de Herihor, que se julga ter tido um co-regência com Psusennes I.



 Escrito por pergaminhoh às 02h43 PM
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Ramsés XI

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ramsés XI foi o décimo e último faraó da XX dinastia egípcia do Império Novo. Governou entre cerca de 1099 e 1070 a.C.

No décimo ano do seu reinado teve que combater uma tentantiva de golpe de Estado protagonizada pelo sumo sacerdote de Amon, Amen-hotep, que já na época de Ramsés IX surgira representado no templo de Karnak com o mesmo tamanho que o faraó (algo que ia contra os padrões da arte egípcia e que aponta para o crescente poder dos sacerdotes de Amon). Ramsés XI garantiu a derrota do sacerdote com o recurso a mercenários líbios e a tropas vindas do sul, lideradas por Panehsi, vice-rei da Núbia. Alguns dos homens que combateram Amen-hotep, como Herihor, adquiram grande importância no Egipto. Este último tornou-se o novo sumo-sacerdote de Amon e no décimo nono ano do reinado de Ramsés XI cria uma nova datação, Uhem-mesut ("Repetição do nascimento"), desta forma inserindo uma nova era na idade faraónica.

Após a morte de Ramsés XI, o seu vizir, Smendes, residente em Pi-Ramsés (Baixo Egipto), viria a fundar a XXI dinastia, com capital em Tânis, dando início ao Terceiro Período Intermediário.

O túmulo de Ramsés foi escavado no Vale dos Reis (KV 4), mas não chegou a ser concluído e pensa-se que nem sequer foi utilizado para sepultar o faraó. Encontrava-se aberto na Antiguidade, possuindo inscrições gregas, romanas e coptas. A múmia deste soberano não foi ainda encontrada.



 Escrito por pergaminhoh às 02h41 PM
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Ramsés X

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ramsés X foi o nono faraó da XX dinastia egípcia. Era filho de Ramsés IX, seu antecessor, conhecendo-se muito pouco sobre o seu reinado. Alguns egiptólogos atribuem-lhe um reinado de dez anos (1109-1099 a.C.), enquanto que outros quatro anos (1106-1102 a.C.).

O seu reinado foi marcado por períodos de fome e por uma vaga de assaltos aos túmulos reais situados no Vale dos Reis, necrópole de eleição dos faraós do Império Novo. Os túmulos de soberanos de épocas antigas, situado em locais mais distantes, foram também alvo de pilhagens.

O seu túmulo está localizado no Vale dos Reis (KV 18), perto do túmulo de Seti I, não tendo sido alvo de estudos aprofundados. A sua múmia não foi ainda encontrada.



 Escrito por pergaminhoh às 02h41 PM
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Ramsés IX

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tumba de Ramsés IX, KV6.

Ramsés IX foi o oitavo faraó da XX dinastia egípcia, tendo governado cerca de dezoito anos, entre 1127 a.C. e 1109 a.C.. O seu prenome foi Neferkará-Setepenrá, o que significa "É belo o ka de , escolhido por Rá".

Ramsés IX era filho ou neto de Ramsés III. Do seu reinado ficaram muitos poucos monumentos e vestígios, a maior parte dos quais são oriundos de Karnak, Mênfis e Heliópolis.

No período compreendido entre o oitavo e o décimo quinto anos do seu reinado há notícias de nómadas líbios a perturbar Tebas, tendo continuado as greves dos trabalhadores dos túmulos. Foi durante o seu reinado que se iniciou a primeira grande onda de assaltos a túmulos reais, como revelam os papiros que documentam o julgamento dos assaltantes.

No décimo ano do seu reinado, Ramsés IX tranfere a gestão dos bens do tesouro real para o sumo sacerdote de Amon, Amenhotep, que surge representado em dois relevos de Karnak no mesmo tamanho que o faraó, algo revelador da crescente importância política dos sumo sacerdotes de Amon.

A nível da política externa, o Egipto manteve a sua presença na Núbia, mas perdeu o controlo sobre a Síria-Palestina.

O túmulo de Ramsés IX encontra-se no Vale dos Reis (KV 6). A sua múmia foi dali retirada no tempo da XXI dinastia para receber nova sepultura no chamado "esconderijo" de Deir el-Bahari, uma prática seguida devido às pilhagens aos túmulos. A múmia foi encontrada em 1881, dentro do sarcófago da princesa Nesikhonsu.



 Escrito por pergaminhoh às 02h40 PM
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Ramsés VIII

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ramsés VIII foi um faraó da XX dinastia egípcia que governou entre 1129 e 1127 a.C. Julga-se que era filho o último filho de Ramsés III, considerado por muitos egiptólogos como o último grande faraó. Trata-se de um soberano pouco conhecido com um reinado curto. O fato de ele ter sucedido o faraó Ramsés VII, filho de Ramsés VI, pode indicar que havia na época um conflito na sucessão real[1].

O reinado de Ramsés VIII é o mais obscuro de sua dinastia, sendo que as informações de sua dinastia pode indicar que ele governou por apenas 1 ou dois anos[2]. Ademais, este é o único faraó desta dinastia que não teve sua tumba identificada, porém alguns estudiosos sugerem que a tumba KV19, do filho de Ramsés IX foi originalmente construída para Ramsés VIII.



 Escrito por pergaminhoh às 02h39 PM
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Ramsés VII

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Ramsés VII foi o sexto faraó da XX dinastia egípcia, tendo governado entre cerca de 1135 e 1129 a.C.. Era filho do seu antecessor, o faraó Ramsés VI.

Sabe-se muito pouco sobre o seu reinado, a não ser que a decadência do Egito acentuou-se. Segundo as fontes de Deir el-Medina houve grande inflação durante o seu governo. O nome deste faraó está atestado em pouco locais no Egito; entre eles Mênfis, Tell el-Yahudiya, Karnak e Elkab.

Sua tumba localiza-se no Vale dos Reis (KV1) e já se encontrava aberto na Antiguidade, como mostram as inscrições gregas e romanas que se encontram no mesmo. Trata-se de uma tumba de dimensões pequenas, composto por um corredor e a câmara funerária. O sarcófago foi concebido escavando diretamente no solo da câmara funerária.

A múmia de Ramsés VII não foi ainda encontrada. Quatro vasos de faiança com o seu nome foram encontrados perto do "esconderijo" real de Deir el-Bahari, sendo possível que um dos corpos não identificados encontrados naquele local corresponda ao seu.



 Escrito por pergaminhoh às 02h39 PM
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Ramsés VI

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Retrato de faraó, possivelmente Ramsés VI, no Museu do Louvre

Ramsés VI foi o quinto faraó da XX dinastia egípcia que governou entre cerca de 1142 e 1135 a.C. O seu prenome foi Nebmaet-rá o que significa " é senhor de Maat".

Era filho de Ramsés III e tio do seu antecessor, Ramsés V, que teria afastado do poder e segundo alguns egiptólogos mantido em cativeiro. A sua hostilidade para com este também se manifestou no facto de ter usurpado o seu túmulo, localizado no Vale dos Reis (KV 9), que mandaria alargar.

Como forma de legitimar o seu poder fez questão de inscrever o seu nome na lista de filhos de Ramsés III que estava gravada no templo funerário de Medinet Habu.

Ramsés é o último soberano da época do Império Novo cujo nome se encontra atestado no Sinai, onde os egípcios se dirigiam para explorar as pedras preciosas. Durante o seu reinado a Núbia permaneceu sobre controlo egípcio. Conhecem-se estátuas suas em locais como Bubastis, Tânis, Coptos e Karnak, para além da própria Núbia.

Foi casado com Nubkhesed. A sua filha, Ísis, exerceu funções como adoradora divina de Amon



 Escrito por pergaminhoh às 02h38 PM
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História

Ramsés V

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ramsés V (reinou aproximadamente entre 1146 a.C. e 1142 a.C.) foi o quarto faraó da XX dinastia egípcia, filho da rainha Duatentopet e do faraó Ramsés IV, de quem herdou o trono.

O seu breve reinado caracterizou-se por um crescente poder da casta sacerdotal de Amon, que controlava já a maior parte das terras do país, bem como do sistema financeiro do mesmo. O papiro de Turim dá notícia de um escândalo financeiro no seu reinado que envolveu sacerdotes da ilha de Elefantina.

 Morte

As circunstâncias da morte de Ramsés V são ainda desconhecidas. É pouco provável que tenha sido destronado pelo seu sucessor, Ramsés VI, já que esse lhe usurpou a tumba KV9[1]. Um óstraco registra que o faraó só foi sepultado no segundo ano do reinado de Ramsés VI, o que é muito irregular desde que a tradição egícpia exigia que o rei fosse mumificado e sepultado precisamente 70 dias após a ascensão de seu sucessor[2], período no qual a população ficava em luto. Entretanto, o motivo da demora para o sepultamento pode ser explicado pela necessidade de Ramsés VI derrotar os invasores Libios de Tebas, tendo talvez criado uma tumba temporária para Ramsés V até que o projeto de uma tumba dupla na KV9 fosse concluído[3]. Sobre isso, o Papiro de Turim também dá nota da normalização de um conflito em Tebas exatamente no ano 2 do reinado de Ramsés VI[4].

A múmia de Ramsés V indica que este deve ter falecido de varíola devido à lesões encontradas em sua face, o que deve ter sido o motivo de sua morte[5].



 Escrito por pergaminhoh às 02h37 PM
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Ramsés IV

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Relevo mostrando Ramsés IV, no Templo de Khonsu, em Karnak.

Ramsés IV foi o terceiro faraó da XX dinastia do Antigo Egito. Seu nome antes de subir ao trono era Amenherkhepeshef. Ele era o quinto filho de Ramsés III e foi nomeado príncipe herdeiro 22º ano do reinado de seu pai quando todos os seus quatro irmãos mais velhos morreram antes dele[1].

Devido a longa duração do reinado de seu pai, acredita-se que Ramsés IV tenha assumido a coroa apenas com a idade de 40 anos e seu reinado pode ter sido entre 1151 e 1145 a.C. ou entre 1155 e 1149 a.C.

Depois de um curto reinado de cerca de seis anos e meio, Ramsés IV morreu e foi enterrado na tumba KV2 no Vale dos Reis. Sua múmia foi encontrada em um esconderijo de múmias na tumba de Amenhotep II, KV35, em 1898[2]. Sua esposa principal foi a rainha Duatentopet, enterrada na QV74, e seu filho, Ramsés V, sucedeu-lhe no trono[3].



 Escrito por pergaminhoh às 02h36 PM
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Ramsés III

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ramsés III em um relevo no templo de Khonsu.

Ramsés III (Titulatura real egípcia: Usermaat-re-meryamun) foi o segundo faraó da XX dinastia egípcia, e é considerado como o último grande faraó do Império Novo a exercer uma grande autoridade sobre o Egito. Ele era filho do faraó Setnakht com a rainha Tiy-merenese. O reinado de Ramsés III durou, aproximadamente, de 1194 – 1163 a.C., 31 anos.

[editar] História

Durante o longo reinado de Ramsés III, meio ao caos político da Idade das Trevas na Grécia, o Egito foi atormentado por invasores estrangeiros (incluindo os então denominados Povos do Mar e os libaneses) e experimentou o início da dificuldade econônica e das guerras internas que, eventualmente, levariam ao colapso da XX dinastia.

As guerras internas se prolongaram no 2º e último ano do reinado de Ramsés III. Dá a entender que já havia desordem no país antes de sua subida ao trono, mas como alguns funcionários sobreviveram desde o tempo de Merneptah (5 faraós antes), acredita-se que a violência estava limitada à corte e aos círculos militares. Ramsés III conseguiu controlar as crises que terminaram com a derrota dos rebeldes.

No ano 8 de seu reinado, os Povos do Mar, incluindo os Filisteus, etc., invadiram o Egito pelo mar, no que foram vencidos por Ramsés III em duas grandes batalhas. Embora os egípcios antigos tivessem uma reputação de inexperientes no mar, eles batalharam e venceram, tenazmente. A tática de Ramsés III era criar uma linha de arqueiros que, com saraivadas de flechas contra os navios inimigos, impediam que esses desembarcassem nas margens do Nilo e depois atacar com os barcos da marinha egípcia. Todos os ataques foram rechaçados e o Eito conseguiu manter o controle do Sinai e do Sul da Palestina.

Após a colonização de Canaã por grupos de "povos do mar", Ramsés III tentou consolidar o seu predomínio recrutando soldados entre os referidos povos para o exército egípcio e estabelecendo novas guarnições no sul da Palestina. Por fim, Ramsés III já idoso acabou por ser vítima de uma conspiração urdida no seu próprio harém. Ramsés III foi enterrado na tumba KV11.

 



 Escrito por pergaminhoh às 02h36 PM
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XX Dinastia

Setnakht

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tumba hipogeu de Tausert e Sethnajt

Setnakht foi um faraó do Egipto nasceu cerca de 1260 a.C. e faleceu em 1184 a.C. foi filho de Ramsés II e pai de Ramsés III. Teve por esposa Tié-Merenese. Foi o primeiro faraó da XX dinastia egípcia, a última do Império Novo. Foi faraó do Egipto entre (1190 a.C. e 1187 a.C.)

[editar] Bibliografia

Também conhecido como Setnakhte e Sethnakht. Foi coroado com o nome de User-Jau-Ra Setep-En-Ra ou User-Khau-ré Setep-en-ré (Poderosas são as manifestações de , Eleito de Ré) Set-hnakht é o nome mais o epíteto. (merer-ámon-ré) – Vitorioso é Set, Amado de Amon-Ré. As origens exactas deste faraó não se conhecem com precisão, alguns estudiosos da Egiptologia acreditam que pertencia a grande e antiga família Ramésida. A sua origem no Baixo Egipto é um facto garantido, provavelmente da zona da capital do país, Pi-Ramsés..

O seu reinado foi muito curto, terá durado cerca de dois a três anos, segundo documentos recentemente descobertos nas grutas do Sinai. Esses três anos, no entanto, foram os suficientes para estabilizar a frágil situação política do Egipto e garantir o trono ao seu filho, o futuro Ramsés III. Desconhece-se os motivos da subida ao trono de Sethnakht, no entanto o longo Papiro de Harris I (com 40,5 metros de comprimento), do tempo do reinado de Ramsés III, afirma que a quando da sua subida ao trono viviam-se anos de desgoverno e anarquia. Os templos estavam vazios e todos os governantes estavam corruptos e escravizavam a população. Seth Quem tinham provocado esta terrível situação, era, ainda segundo o Papiro de Harris I, um nobre de origem Síria, Iarsu, que foi facilmente derrotado pelos exércitos de Setnakht, que tinha sido encarregue de impor a ordem e restaurar a estabilidade interna nas duas terras. (Alto Egipto e Baixo Egipto). Além deste documento que chegou até nossos dias, pouco se sabe mais sobre o referido Iarsu, pelo que alguns historiadores se questionam se realmente terá existido ou se era apenas o sobrenome do Chanceller Bay, um homem muito poderoso que dominou o Egipto à sombra do trono do débil faraó Siptah. No entanto, e mais uma vez estes dados são questionados por alguns historiadores, visto que alguns dados históricos apontam para datas do quinto ano do reinado de Siptah, em que Chanceller Bay, é chamado de “Grande Inimigo” e se afirma que o mesmo foi executado.

Possivelmente o maior oponente a Setnakht, não foi Iarsu nem mesmo Chanceller Bay, (caso não tenham sido a mesma pessoa), mas a rainha Tausert, que foi a mesma que assumiu o governo a quando da morte do Faraó Siptah. Tausert foi regente de Siptah, e reinou sozinha pelo espaço de dois anos. Durante esse tempo ganhou a inimizade da classe militar da cidade capital do Baixo Egipto Pi-Ramsés, certamente dirigida por Setnakht. Todos estes acontecimentos causaram fortes antagonismos entre as duas personagens, e terão levado o país a referida anarquia. É perfeitamente possível que Setnakht se proclamasse faraó antes da morte da rainha Tausert, e que os pouco dados que nos chegaram sobre esta rainha faraó parecem dar a entender que a sua influência não passou dos limites do Alto Egipto. No entanto, seja como for Tausert rapidamente desapareceu do trono e Setnakht se converteu no indiscutível chefe do estado egípcio. Tanto ele como o seu filho Ramsés III continuaram a memória de Siptah,

À parte a reconstrução e a volta do país à normalidade, pouco mais se sabe das linhas políticas do breve reinado de Setnakht. As suas actividades construtoras, uma das suas maiores marcas, chegaram ao Sinai, Elefantina, Pi-Ramsés, Tebas e Pi-Atum (a bíblica Pithom), onde mandou construir um templo ao Deus Atum, protector da cidade. À sua morte, Setnakht foi enterrado na tumba KV14 do Vale dos Reis, que em principio era destinada à sua inimiga, a rainha Tausert. Antes da sua morte tinha-se começado a prepara para esse facto, começando a construir um sepulcro, o KV11 (depois convertido no túmulo de Ramsés III), no entanto os trabalhos foram suspendidos quando, por um enorme erro dos arquitectos, foram encontrar nos seus caminhos a tumba KV10, já abandonada do Faraó Amenemésses. É mais que certo que Setnakht não consentiu ser enterrado com Tausert, pelo que seguramente o corpo da rainha terá sido transladado para outra parte, não sabendo se terá sido de novo enterrada no Vale dos Reis.



 Escrito por pergaminhoh às 02h29 PM
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Tausert

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tausert tocando sistro, representação no Templo de Amada, Núbia

Tausert foi uma rainha egípcia da XIX dinastia que à semelhança de Hatchepsut governou o Antigo Egipto sozinha. O seu nome significa "A Poderosa".

As informações disponíveis sobre Tausert são escassas. Pensa-se que fosse uma princesa descendente da família de Ramsés II, que como se sabe teve inúmeros filhos das suas esposas e concubinas (supostamente mais de 150). Tausert foi casada com o faraó Seti II, filho de Merenptah. O reinado de Seti II durou seis anos, sugerindo alguns autores que o rei foi perturbado por um usurpador, Amenmosé, descendente de Ramsés II.

Seti II teve três esposas. Com a sua primeira esposa, Takhat II, o rei não teve filhos; com Tausert teve um filho que possivelmente morreu ao nascimento, o princípe Seti-Merenptah. Com uma mulher síria, Sutailja, Seti II teve Siptah, que apenas governou durante seis anos. As análises à múmia de Siptah revelam que este rei teve uma fraca saúde, possuindo uma perna atrofiada em resultado de poliomielite, sendo provável que o seu reinado tenha sido mais teórico do que efectivo.

Assim sendo, Tausert enquanto "Grande Esposa Real" de Seti II foi regente face à menoridade e fraca saúde de Siptah. Tausert foi auxiliada na sua acção governativa pelo Chanceller Bay, um escriba de Seti II de ascendência síria. Quando Siptah faleceu, Tausert governou ainda durante mais dois anos.

O nome da rainha encontra-se inscrito em monumentos da região do Delta do Nilo, no deserto do Sinai e na Núbia. A sul do Ramesseum, Tausert ordenou a construção de um templo funerário, que foi descoberto por William Petrie.

Pensa-se que Tausert foi inicialmente sepultada no Vale dos Reis, no túmulo número 14 (KV14), um das maiores desta necrópole com 110 metros de comprimento. Este túmulo seria mais tarde apropriado por Setnakht, primeiro faraó da XX dinastia. Dele apenas se preservam uma pequena parte dos tesouros. A múmia da rainha não foi ainda identificada, tendo sido sugerido que os restos de uma mulher encontrados no túmulo número 35 do Vale dos Reis possam ser de Tausert.

O nome desta rainha aparece sobre a forma Taoser na obra Roman de la momie do escritor Théophile Gautier, mas a personagem retratada na tem qualquer relação com a rainha.



 Escrito por pergaminhoh às 02h27 PM
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Siptah

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sarcófago de Siptah

Siptah foi um faraó da XIX dinastia egípcia. O seu nome significa "filho de Ptah", tendo adoptado como prenome (ou nome de coroação) a fórmula Akhenré-Setepenré, o que significa "O que é útil a - Escolhido por Ré".

Em resultado das incertezas que existem em torno do período final da XIX dinastia, não se sabe exactamente quem seria o pai de Siptah. Para alguns autores, como Nicholas Grimal, Siptah seria filho de Amenmeses; para outros o seu pai seria Seti II. No que diz respeito à sua mãe julga-se que foi a rainha Tiáa.

Uma vez que era muito jovem quando se tornou rei, a sua madrasta, Tauseret (viúva de Seti II), tornou-se regente, tendo sido secundada por um alto funcionário de origem síria, o chanceler Bai ou Iarsu.

Os registos referem uma campanha à Núbia feita por Siptah, mas há dúvidas sobre a efectiva presença física do faraó na mesma.

Siptah foi sepultado no Vale dos Reis (túmulo 47, catalogado como KV47 e descoberto em 1905), tendo cerca de vinte anos quando faleceu. Mandou construir um templo funerário que não chegou a ser concluído e cuja parte construída se perdeu. A sua múmia, que revelou que o rei sofreu de poliomelite devido à deformação existente numa perna, seria transladada para o túmulo de Amen-hotep II (KV35) por motivos relacionados com pilhagens. Foi sucedido pela sua madrasta Tauseret.



 Escrito por pergaminhoh às 02h24 PM
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Seti II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estátua de Seti mim do museu de Turin

Seti II foi um faraó da XIX dinastia egípcia que governou entre cerca de 1200 e 1194 a.C.. O seu prenome ou nome de coroação foi Userkheperu-rá, o que significa "Poderosas são as formas de ".

Seti II deveria ter sucedido ao seu pai, o rei Merenptah, caso não se tivesse verificado a usurpação do poder realizada por Amenmesés. Quando este faleceu, Seti II pôde então governar. O seu reinado é considerado como um período de relativa paz. Do ponto de vista económico, sabe-se que as minas de turquesa de Serabit el-Khadim Sinai foram exploradas no seu reinado.

Teve pelo menos três esposas, Takhat II, Tauseret e Tiáa. Com Tauseret, que se tornaria mais tarde faraó, Seti teve um filho que foi o herdeiro, mas que acabou por falecer precocemente. Seti II seria sucedido por Siptah, seu filho com Tiáa.

Foi sepultado no Vale dos Reis (KV15), mas a sua múmia (que revelou que o rei sofreu de artrite) seria transladada mais tarde para o túmulo de Amen-hotep II (KV35).



 Escrito por pergaminhoh às 02h23 PM
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Amenmessés

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Amenmessés ou Amenemessés foi um faraó da XIX dinastia egípcia que reinou entre 1204 e 1200 a.C.. Teve como nome de coroação Menri-rá-Setepenrá, o que significa "Eterno como - Escolhido por Rá". Maneton atribui-lhe o nome de Ammenemes.

Amenmessés é uma figura enigmática, cujas relações familiares são desconhecidas. De acordo com Erik Hornung, Amenmessés deve ser identificado com um vice-rei da Núbia chamado Messui, que após a morte do faraó Merenptah tomou o poder, afastando o sucessor designado, Seti. Para outros autores, como Peter Clayton, Amenmessés era um filho de Merenptah.

Desconhecem-se monumentos deste faraó. A terem existido, as inscrições com o seu nome teriam sido apagadas após a sua morte, uma vez que foi um usurpador.

Com relação à representações artísticas conhece-se uma cabeça do faraó atualmente no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque[1]. Esta cabeça, na qual o faraó se apresenta com a "coroa azul", foi durante muito tempo atribuída a Ramsés II, mas nos anos setenta descobriu-se que ela acertava no corpo de uma estátua de Amenmessés existente no Templo de Karnak.

O seu túmulo no Vale dos Reis (KV 10) não chegou a ser concluído, tendo Seti II mandado apagar as inscrições com o seu nome no local. Pensa-se que o túmulo foi utilizado por duas rainhas, sendo alvo de estudos recentes por parte de uma equipa da Universidade do Arizona e da Universidade de Mênfis.



 Escrito por pergaminhoh às 02h19 PM
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História

Merenptah foi o décimo terceiro filho do faraó Ramsés II e de uma das suas esposas, a rainha Isitnefert. Tornou-se rei devido à morte prematura dos seus irmãos mais velhos, que deveriam suceder o pai; tinha já uma idade avançada (talvez cerca de sessenta anos) quando ascendeu ao trono.

Estátua de Merenptah no Museu de Luxor.

No quinto ano do seu reinado os Povos do Mar, vindos da Anatólia, invadiram a Líbia. Este povo foi responsável por ali introduzir as armas de bronze; junto com os Líbios, os Povos do Mar pretendiam invadir o Egipto. Os Povos do Mar e os Líbios procuraram também incitar a revolta dos Líbios do Sul e dos Núbios contra a dominação do Egipto. Merenptah não sou abortou esta revolta, como também derrotou os Líbios e os Povos do Mar numa batalha que se julga teve lugar na região ocidental do Delta do Nilo.

No acto de generosidade, o faraó forneceu cereais aos Hititas (antigos inimigos do Egipto) durante uma período de fome motivado por mudanças climáticas na área do Mediterrâneo.

Realizou também campanhas militares na Palestina contra as cidades de Ascalon, Gezer e Yenoham, com o objectivo de manter a dominação egípcia sobre aquele território. Uma estela no seu templo funerário, que descreve as suas vitórias sobre os Líbios e as cidades da Palestina, faz referência ao nome "Israel", naquela que é a mais antiga menção não bíblica a este nome (que deve ser entendido em referência a um tribo e não a um país). Em parte por causa disto divulgou-se a ideia de que Merenptah seria o "faraó do Êxodo", mas nada sustenta esta teoria. De resto, não existem provas arqueológicas ou históricas que sustentem a história do Êxodo ou a ideia da escravatura de um povo semita no Egipto.

Uma vez que o seu reinado foi curto, Merenptah não teve possibilidade de levar a cabo um vasto programa de obras. No entanto, salienta-se as obras no templo de Ptah em Mênfis (onde também constriui um palácio), bem como o seu templo funerário em Tebas, construído por detrás dos Colossos de Memnon e recorrendo aos materiais do templo funerário de Amen-hotep III.

Merenptah foi sepultado na tumba número 8 do Vale dos Reis (KV8), uma das maiores desta necrópole. A sua múmia não foi descoberta neste túmulo, mas no "esconderijo" do túmulo de Amen-hotep II.



 Escrito por pergaminhoh às 02h16 PM
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Monumentos

Ramsés é o faraó que deixou o maior legado em termos de monumentos. O soberano apropriou-se de obras de faraós do passado (incluindo dos faraós do Império Antigo, mas sobretudo do faraó Amen-hotep III), que apresentou como suas, mandou concluir edifícios e lançou as suas próprias obras. Entre as obras concluídas por Ramsés II encontram-se a sala hipóstila do templo de Karnak em Tebas e o templo funerário do seu pai em Abido.

Foi também Ramsés um dos responsáveis pela destruição dos templos da cidade de Amarna, que eram os últimos vestígios da era de Akhenaton, faraó que pretendia fazer de Aton a divindade suprema. Os blocos de pedra destas estruturas foram reutilizados na cidade de Hermópolis Magna, situada na margem oposta de Amarna.

 Pi-Ramsés

Pi-Ramsés ou Per-Ramsés ("A Casa de Ramsés") foi a capital do Egipto durante o reinado de Ramsés e até ao fim da XX dinastia. Não foi descoberta até ao momento a localização exacta da cidade, mas sabe-se que era na região oriental do Delta.

A cidade foi erguida sobre uma aglomeração fundada por Seti I no começo do reinado de Ramsés. Para lá são transferidos obeliscos e nela se erguem templos dedicados às principais divindades egípcias, como Amon, Ré e Ptah. Dois séculos depois as suas estátuas e obeliscos da cidade foram transferidas para Tânis, a nova capital da XXI dinastia.

As razões que explicam esta mudança de capital são as raízes familiares do faraó na região do Delta, para além da sua localização estar mais próxima do principal centro de intervenção militar desta época, a Síria-Palestina, que separava o Egito dos hititas.

 Templos na Núbia

Grande templo de Abu Simbel

Na Núbia Ramsés mandou construir vários templos. Dois dos mais famosos, escavados na rocha, encontram-se em Abu Simbel, perto da segunda catarata do Nilo.

O maior destes dois templos (Grande Templo ou Templo de Ramsés) penetra sessenta metros na rocha. É dedicado a Ramsés, associado a Amon-Ré, Ptah e Ré-Horakhti). Possui na entrada quatro estátuas de Ramsés com mais de 20 metros de altura, que o retratam em diferentes fases da sua vida. Passada a entrada do templo encontra-se um sala hipóstila onde se acham oito estátuas de Osíris. A versão egípcia da Batalha de Kadesh está representada no templo. O segundo templo (Pequeno Templo), a norte do Grande Templo, é dedicado a Nefertari (associada a Hathor). Na sua fachada encontram-se quatro estátuas de Ramsés e duas de Nefertari.

Abu Simbel permaneceu soterrada pelas areias do deserto até 1812, ano em que foi descoberta por Jean-Louis Burckhardt. A construção da grande barragem de Assuão alterou o nível das águas do Nilo, razão pela qual os templos foram desmontados, cortados em 1036 blocos e montados num local mais alto entre os anos de 1964 e 1968, numa campanha internacional promovida pela UNESCO.

Em Uadi es-Sebua Ramsés mandou construir um novo templo dedicado a Ré e a si próprio. Na direcção dos trabalhos esteve Setau, vice-rei da Núbia, que recrutou homens das tribos locais para a construção. No mesmo local Ramsés ordenou a reconstrução de um templo erguido por Amen-hotep III que fora danificado durante a era de Amarna.

 Ramesseum

Sala hipóstila do Ramesseum

O templo funerário de Ramsés é conhecido como o Ramesseum. Situado na margem ocidental de Tebas estava dedicado ao deus Amon e ao próprio faraó, encontrando-se hoje num estado bastante deteriorado. O templo era famoso pela estátua colossal de Ramsés em posição sentada (da qual apenas restam fragmentos). Nas paredes do templo foram representados eventos como a Batalha de Kadesh e a celebração da festa do deus Min, assim como uma procissão dos numerosos filhos do faraó. No local foi descoberto um papiro que continha a obra literária "Conto do Camponês Eloquente" e textos de carácter médico.

 Morte

Ramsés faleceu no ano 67 do seu reinado, quando já teria mais de noventa anos. O Egipto conseguiu continuar a exercer controle sobre a Palestina até a parte final da XX dinastia.

O túmulo de Ramsés foi construído no Vale dos Reis (KV7), necrópole de eleição dos faraós do Império Novo, tendo sido preparado pelo seu vizir do sul, Pasar. Embora seja maior que o túmulo do seu pai, o túmulo não é tão ricamente decorado e encontra-se hoje danificado. Do seu espólio funerário restam poucos objectos, que estão espalhados por vários museus do mundo.

A múmia do faraó foi encontrada num túmulo colectivo de Deir el-Bahari no ano de 1881. Em 1885 a múmia foi colocada no Museu Egípcio do Cairo onde permanece até hoje. Em 1976 a múmia de Ramsés realizou uma viagem até Paris onde fez parte de uma exposição dedicada ao faraó e onde foi sujeita a análises com raios X. Na capital francesa uma equipe composta por cento e dez cientistas foi responsável por tentar descobrir as razões pelas quais a múmia se degradava progressivamente. Os cientistas atribuíram esta degradação à acção de um cogumelo, o Daedela Biennis, que foi destruído com uma irradiação de gama de cobalto 60. As análises revelaram que Ramsés sofria de doença dentária e óssea.



 Escrito por pergaminhoh às 02h13 PM
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Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo. Reinou entre aproximadamente 1279 a.C. e 1213 a.C. O seu reinado foi possivelmente o mais prestigioso da história egípcia tanto no aspecto económico, administrativo, cultural e militar.

Representação de Ramsés enquanto criança

Ramsés II era filho do faraó Seti I e da rainha Touya. A família de Ramsés não era de origem nobre: o seu avô, Ramsés I, era um general de Horemheb, o último rei da XVIII dinastia que este nomeou como seu sucessor.

Aos dez anos Ramsés recebeu o título de "filho primogénito do rei", o que correspondia a ser declarado como herdeiro do trono. O seu pai introduziu-o no mundo das campanhas militares quando era ainda um adolescente, tendo Ramsés acompanhado o seu pai em campanhas contra os Líbios e em campanhas na Palestina.

 Esposas e filhos

Julga-se que pelo menos dez anos antes da morte do pai, Ramsés já era casado com Nefertari e Isitnefert. A primeira seria a mais importante e célebre das várias esposas que Ramsés teve na sua vida, tendo sido a grande esposa real até à sua morte, no ano 24 do reinado de Ramsés. Nefertari, que possui o túmulo mais famoso do Vale das Rainhas, deu à luz o primeiro filho de Ramsés, Amenhotep, conhecendo-se pelo menos mais três filhos e duas filhas de ambos. As pesquisas mostram que Ramsés teve 6 filhos.4 meninos e 2 meninas.

Isetnefert é menos conhecida que Nefertari, estando a sua presença melhor atestada no Baixo Egipto. Com ela, Ramsés teve um filho que partilhava o seu nome, para além dos príncipes Khaemuaset e Merenptah (este último tornou-se o seu sucessor devido à morte prematura dos filhos mais velhos de Ramsés). Khaemuaset foi sumo-sacerdote de Ptah na cidade de Mênfis e foi responsável pela organização das festas Sed celebradas em honra do pai. A festa Sed celebrava-se em geral no trigésimo aniversário de reinado do faraó e visava simbolicamente regenerar o seu poder; sabe-se que Ramsés celebrou catorze festas deste tipo, a primeira no ano 30, as seguintes num intervalo de cerca de três anos e no final da sua vida celebrou várias praticamente todos os anos. Khaemuaset era um amante de antiguidades e dedicou-se a mandar restaurar vários edifícios. Foi também responsável por mandar construir galerias subterrâneas em Sakara, onde eram sepultados os bois de Ápis.

Ramsés foi também casado com a sua irmã mais nova Henutmiré (segundo alguns autores seria sua filha em vez de irmã) e com três das suas filhas, Meritamon, Bentanat e Nebet-taui. Após a paz com os Hititas, Ramsés recebeu uma filha do rei Hatusilli III como presente com a qual casou no ano 34 do seu reinado; o seu nome original é desconhecido, mas sabe-se que adoptou o nome egípcio de Maathorneferuré. Sete anos depois deste casamento casou com outra princesa hitita, sobre a qual nada se sabe.

Para além destas esposas, Ramsés tinha o seu harém. Da união com estas várias mulheres terão resultado mais de 150 filhos, sepultados num enorme túmulo colectivo do Vale dos Reis (KV5).

Campanhas militares

 Batalha de Kadesh

Ramsés sucedeu ao pai em 1279 ou 1278. No plano internacional os Hititas, que viviam no que é hoje a Turquia, surgem como rivais do império egípcio no corredor sírio-palestiniano.

No ano 4 do seu reinado, Ramsés conduz uma expedição militar exploratória que alcança a Fenícia. No rio Cão, perto da moderna Beirute, manda erguer um estela, cujo texto é hoje ilegível.

No ano seguinte inicia-se a guerra propriamente dita com os Hititas. Ramsés atravessa a fronteira egípcia em Sila e um mês depois chega aos arredores da cidade de Kadesh, perto do rio Oronte, com o objectivo de expulsar os Hititas do norte da [[Síria].

O exército egípcio estava dividido em quatro unidades, cada uma das quais recebia o nome de um deus da mitologia egípcia: Amon, , Ptah e Set. O exército aguardou nos arredores de Kadesh, desejoso por cercar a cidade. Dois hititas que se apresentam como desertores, mas que na realidade são espias, enganam os egípcios, afirmando que os Hititas ainda estão bem longe de Kadesh. Ramsés decide então avançar com a unidade de Amon que lidera, desconhecendo que os Hititas estavam escondidos a leste de Kadesh. Subitamente, a unidade de Amon é cercada pelos Hititas.

Segundo o relato egípcio, o "Poema de Kadesh" gravado nas paredes dos templos de Karnak, Luxor, Abido, Abu Simbel e no Ramesseum, Ramsés é abandonado pelos seus soldados e fica frente a frente sozinho na sua carruagem perante os Hititas. O rei sente-se desolado por ter sido abandonado e faz uma prece a Amon, lamentando-se pelo seu destino. Amon escuta a prece de Ramsés e Ramsés transforma-se num guerreiro todo-poderoso que enfrenta completamente sozinho os Hititas.

A realidade, porém, encontra-se distante deste relato irreal ao serviço da propaganda faraónica. Julga-se que os egípcios foram obrigados a recuar, não tendo tomando Kadesh, tendo os reforços chegado a tempo de o salvar.

Nos próximos anos do reinado continuam os combates com os Hititas na Síria-Palestina. No ano 16 do reinado de Ramsés, Mursili III, filho mais novo de Muwatalli II, foi deposto pelo seu tio Hatusilli III. Após várias tentativas de recuperar o trono, Mursili foge para o Egipto. Hatusilli III exigiu a sua deportação imediata, mas como esta foi recusada por Ramsés, os Hititas mantinham mais um motivo para continuarem com a sua hostilidade.

No ano 21 do reinado de Ramsés um tratado de paz procura terminar o conflito. Este tratado é conhecido nas suas duas versões, a hitita, escrita em tabuinhas de argila em cuneiforme babilónio e encontrada em Boghaz-Koi e a egípcia que foi gravada em duas estelas em Tebas. As razões para o tratado estariam relacionadas não só com a não resolução do conflito, mas também com o receio que gerava a ascensão da Assíria. Nos termos do tratado os dois impérios prometem ajudar-se em caso de agressão externa e dividem zonas de influência: a Palestina fica sob domínio egípcio e a Síria para os Hititas.



 Escrito por pergaminhoh às 02h13 PM
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Seti I foi o segundo faraó da XIX dinastia egípcia, ou dinastia Ramséssida. Filho de Ramsés I e da rainha Sitré, governou o Antigo Egipto entre cerca de 1291 a.C. e 1278 a.C. O seu reinado de pouco mais que uma década ficaria celebrado na história pelas numerosas e frutuosas campanhas militares e pelo esplendor artístico alcançado. É o pai do famoso Ramsés II, o Grande.

Família

 Ascendência

Seti I era filho do primeiro rei Ramséssida: Ramsés I. Ramsés I era vizir e confidente do anterior faraó Horemheb. Este último é muitas vezes considerado como o primeiro faraó da XIX dinastia, contudo as ligações familiares de Horemheb colocam-no como último faraó da XVIII dinastia egípcia. De facto, a sua ascensão ao trono foi legitimada pelo casamento com Mutnedjmet, filha de anterior faraó-sacerdote Ay e irmã de Nefertiti, Grande Esposa Real de Akhenaton. Ramsés I conseguiu o trono do Egipto porque Horemheb não deixou descendência e o indicou a ele, seu fiel amigo, como seu sucessor. Seti I provem, assim, de uma linhagem nobre, de grandes comandantes militares. O seu avô, Seti, era um comandante oriundo do Delta. Seu pai, antes de se tornar faraó, fora um grande comandante. A mãe de Seti, Sitré (Filha de Ré) era também uma nobre de nome Tia.

 Descendência

Baixo-relevo do tempo de Seti I em Abidos.

Seti I casou no seio da sua proveniência familiar. A sua Grande Esposa Real foi Toya, filha do tenente Raia. Conhecem-se quatro filhos deste casamento:

1 - Um rapaz que morreu muito jovem (Chenar)

2 - Tia-Sitre

3 - Ramsés II, sucedeu a seu pai

4 - Hanutmiré, futura esposa de seu irmão Ramsés II

A família de Seti I, os Ramséssidas, continuaria no poder por mais 93 anos, até à morte da rainha-faraó Tauseret em 1185 a.C., quando uma nova dinastia se apodera do trono.

 As Guerras

Seti I esforçou-se, durante o seu reinado, por igualar os feitos militares dos primeiros faraós da XVIII dinastia: Tutmés III e Amen-hotep III; de forma a restaurar a glória do Egipto perdida com o período de Amarna e a legitimar a nova dinastia. A memória das suas campanhas militares encontr-se bem ilustrada nas paredes do Templo de Karnak.

 Kadesh

A maior glória de Seti I foi a conquista da cidade síria de Kadesh e da província vizinha de Amurru ao Império Hitita. Estes territórios tinham sido perdidos no tempo de Akhenaton e malgrado as tentativas de Tutankhamon e Horemheb os hititas conseguiram conserva-los. Contudo, pouco tempo durou o domínio egípcio, pois a cidade voltou a cair pouco depois. Uma última tentativa de a tomar tomou lugar com o filho de Seti I, Ramsés II, na famosa Batalha de Kadesh. Curto foi também este último domínio egípcio e no 8º ano do reinado de Ramsés II os hititas tomaram definitivamente o controle da cidade.

 Médio Oriente

Anteriormente à conquista de Kadesh, Seti I preconizou seis anos gloriosos de ataques à Palestina, impondo o domínio egípcio naquela zona. Na mesma campanha que capturou Kadesh, Seti I voltou a conquistar os territórios do Líbano e Síria, igualmente perdidos durante a instabilidade dos reis de Amarna.

 Líbia e Núbia

Durante a primeira década do seu reinado também foram lançadas algumas incursões vitoriosas contra os líbios do deserto ocidental e alguns revoltosos núbios. Crê-se que a principal função de tais campanhas fosse a de manter as fronteiras do Império.

 O Reinado

Durante o seu reinado importantes obras de arquitectura e de desenvolvimento artístico tomaram lugar. Seti I iniciou a construção da famosa Sala Hipostila do Templo de Amon em Karnak, que seria depois concluída pelo seu filho Ramsés II. Numa provável tentativa de se associar á divindade mais popular do Egipto e às origens distantes da Monarquia Egípcia do Império Antigo, Seti I mandou construir um magnífico Templo dedicado a Osíris. É considerado um dos mais belos espécimes da arte egípcia e os seus relevos não têm par. O templo possuía sete santuários: Ptah, Ré-Horakhti, Amon-Ré, Osíris, Ísis, Horus e o do próprio Seti. Existe neste templo a chamada Sala dos Registos onde os relevos mostram Seti I acompanhado do jovem Ramsés perante um interminável lista de faraós do Egipto. De notar que de Amen-hotep III a lista salta para Horemheb, eclipsando os faraós de Amarna e, nomeadamente, o inconveniente Akhenaton. Está aqui patente a grande linha directora do reinado de Seti I, comum aos dos seus antecessores Horemheb e Ramsés I, reabilitar a glória do Egipto e apagar os vestígios da heresia de Amarna. Ao lado do Templo encontra-se uma estrutura curiosa de que se desconhece a função: o Osirion. Seti I construiu ainda um Templo dedicado a seu pai, Ramsés I, também em Abido e o seu Templo Mortuário em Tebas.

Templo de Seti I em Abidos

 O Túmulo

O último marco do seu reinado é a construção do seu túmulo no Vale dos Reis (KV 17), sendo considerado até agora como o maior e mais soberbamente decorado de todo o Vale. O túmulo, descoberto por Giovanni Belzoni o 16 de Outubro de 1817, testemunha o auge e esplendor artístico alcançados durante o reinado do monarca. Os baixos-relevos são de um requinte único e a utilização de cores vibrantes dá-lhes uma vida inesperada. É ainda notório pelas artimanhas usadas na sua defesa contra ladrões e saqueadores, embora estas se tenham revelado infrutíferas.

 A Morte

Seti I morreu ainda novo, com pouco mais de 40 anos. A sua múmia, considerada a mais bela e bem preservada até hoje encontrada, não se encontrava no seu túmulo no Vale dos Reis. Repousava num esconderijo de múmias reais em Deir el-Bahari descoberto em 1881. Foram encontrados registos na múmia que nos indicam que esta foi restaurada no reinado do Sumo Sacerdote de Amon, Heithor (1080-1074 a.C.) e depois, novamente, no ano 15 de Smendes (1054 a.C.). Finalmente, foi escondida juntamente com a do seu filho Ramsés II no ano 10 de Siamon (968 a.C.). Na atualidade está preservada no Museu Egípcio do Cairo.



 Escrito por pergaminhoh às 02h08 PM
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XIX Dinastia

Originalmente chamado Paramessu, Ramsés I não nasceu no seio de uma família real. Ele se tornou um grande militar no Baixo Egito. Ele era um militar de carreira, originalmente chefe dos arqueiros, e depois acabou se tornando vizir. Ramsés I também foi alto sacerdote do templo de Amom.

Sucedeu ao faraó Horemheb que, provavelmente, morreu sem ter tido filhos. Pouco se sabe sobre seu governo, que há de ter sido breve (um ano ou dois) e o seu único ato conhecido foi nomear como herdeiro seu filho, Seti I (ou Maat-Men-Rá).

Como escreveu Maneton, Ramsés I fundou uma dinastia inteiramente nova, sem qualquer vínculo com os reis anteriores. O nome de seu filho, Seti, a devoção de vários de seus descendentes ao culto de Ptah e a predileção de Ramsés II pelo Delta, parecem indicar o Baixo Egito como origem dessa família.

Em seu governo, Tebas continuou sendo a capital do país, devido à predominância dos sacerdotes de Amon. Talvez seja por isso que Maneton considera essa dinastia como tebana, embora o mais provável é que fosse menfita.

Se Ramsés I era, como muitos estudiosos admitem, um companheiro de armas de Horemheb, desde os tempos de Akhenaton, ele já seria um homem velho quando se tornou faraó, e seu curtíssimo reinado parece confirmar essa hipótese. Ramsés I foi enterrado na tumba KV16.



 Escrito por pergaminhoh às 02h05 PM
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Horemheb

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Horemheb. Estátua no Museu de Luxor

Horemheb - "Horus está jubiloso" - (1319 a.C. – 1292 a.C.), foi o útimo faraó da XVIII Dinastia do Egipto. Pertence ao grupo real de Amarna.

 Biografia

No dizer do historiador H. R. Hall [1], "Horemheb é uma figura néscia e desinteressante da história do Egito. Era apenas um soldado, com alguma capacidade de organização".

Nasceu na cidade de Alabastrônpolis, e é provável que tenha desempenhado uma função militar importante no norte do país (Baixo Egito), durante o reinado de Akhenaton, juntamente com o vice-rei Yankhamu, mencionado nas Tábuas de Tell el-Amarna. Nessa época, construiu para si um túmulo na necrópole de Sakkara. Sob Tut-Ank-Amon deve ter sido o verdadeiro poder do reino, e não é improvável que Ay devesse a ele sua elevação ao trono.

Na inscrição que mandou erigir, posteriormente, em Tebas, para comemorar sua coroação, lê-se que lhe fora dada (talvez por Tut-Ank-Amon) a função de "administrar as leis das Duas Terras, como príncipe hereditário".

Horemheb [2] representava a ortodoxia e seu governo foi em parte dedicado a extirpar a "heresia" de Akhenaton, tarefa que mereceu amplo apoio dos sacerdotes tebanos de Amon. Além disso, cuidou de restabelecer a ordem no país, bastante comprometida após anos de perturbação por questões religiosas. Seu "regulamento penal", redigido de forma prosaica, aplica o mesmo castigo para um grande número de delitos, sendo o mais usual cortar o nariz do malfeitor e exilá-lo em uma região desértica[3]

 


Pintura do Antigo Egito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Pintura do Antigo Egipto)
Gansos de Medum, Túmulo de Nafermaat.
Pintura parietal no túmulo de Nefertari.

A pintura do Antigo Egito significou um ressurgimento da pintura, muitos anos após às pinturas rupestres. No Antigo Egito, os artistas estavam mais interessados na arquitetura e na escultura, por isso muitas das pinturas que ainda permanecem são decorações de tumbas.

 Características

É uma pintura essencialmente simbólica, que segue rígidos padrões de representação, como a lei da frontalidade. As áreas espaciais são bem definidas e o tamanho e posição das figuras no espaço são estipulados segundo regras hierárquicas. Os traços são estilizados e rígidos, as formas são bidimensionais (ausência de volumetria), e a cor é aplicada em manchas uniformes.

O aparente "primitivismo" da arte das pinturas egípcias é devido à função essencialmente simbólica que a arte representa. Todas as figuras eram mostradas do ângulo que podiam ser mais bem identificadas. O aspecto, assim, era eminentemente esquemático.

Pintura Cerimonial de Túmulos

Pintura do Livro dos Mortos, em papiro.

No Antigo Egipto a pintura aplica-se a espaços arquitectónicos, especialmente aqueles relacionados com o culto dos mortos, como túmulos de faraós. Contudo, egípcios ricos tinham murais em casa, elaborados em estilos de rica textura. Outras pinturas podem ser encontradas em papiros e juntamente com hieróglifos.

Mesmo assim, a pintura cerimonial de tumbas é certamente a mais lembrada até hoje. Os antigos egípcios criaram pinturas para fazer da vida pós-morte um lugar agradável. Os temas incluíam a jornada para o outro mundo ou divindades protectoras que apresentavam o morto para os deuses do pós-morte. Algumas pinturas mostram as actividades que o morto gostava de fazer quando era vivo e que, certamente, gostaria de continuar fazendo por toda a eternidade.



 Escrito por pergaminhoh às 01h29 PM
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Escultura do Antigo Egito

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Escultura do Antigo Egipto)
Busto de Amenhotep III, c 1300 a.C., Museu egípcio, Berlim.

A escultura do Antigo Egipto foi demarcada na antiguidade sobretudo pela escultura de grandes dimensões associada à arquitectura, pelo relevo descritivo (hieróglifos), pelo busto e pela estatuária de pequenas dimensões onde dominam não só as representações de deuses e faraós, como também de animais. Também a joalheria oferece exemplares de grande qualidade, assim como os objectos do quotidiano e mobiliário.

As características da arte egípcia vão se refletir na produção das esculturas, fazendo com que, ao longo de aproximadamente 3000 anos, elas pouco se alterem.



 Escrito por pergaminhoh às 01h28 PM
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Império Médio

Após o período de decadência do poder central e de instabilidade política que foi o Primeiro Período Intermediário (e que se reflectiu na arte com o abandono dos cânones estabelecidos) inicia-se o Império Médio que corresponde à XI e XII dinastias.

 Arquitetura

Na arquitetura adaptam-se os padrões estilísticos anteriores ao nível da construção, procurando-se retomar a construção de pirâmides. Contudo, estas pirâmides não atingem a grandeza das pirâmides do Império Antigo. Construídas com materiais de baixa qualidade e com técnicas deficientes, o que resta hoje destas construções é praticamente um monte de escombros. As mais altas pirâmides construídas nesta época foram a de Senuseret III (78 metros) e a de Amenemhat III (75 metros).

Mentuhotep, monarca que reunificou o Egipto após o Primeiro Período Intermediário, manda construir nas região de Tebas Ocidental o seu complexo funerário, no qual se detectam elementos da arquitectura do Império Antigo, como um templo do vale que conduz através de um caminho processional ao templo funerário junto à rocha.

 Escultura

A expressão humana na escultura vai ganhar uma nova dimensão e realismo nesta época, passando-se a representar nas estátuas reais o envelhecimento. Mesmo a representação bidimensional perde a sua dependência dos cânones adoptando uma maior naturalidade e mesmo noções de profundidade tridimensional. Nesta época criam-se esfinges reais nas quais o rosto do monarca surge emoldurado por uma juba, como é o caso de uma esfinge de Amenemhat III.

Pintura

Os locais onde a Pintura do Antigo Egipto melhor se manifestou foram os túmulos dos governadores dos nomos, em cujas paredes se recriam cenas de caça, pesca, banquetes ou danças. Seguindo a tradição anterior, o dono do túmulo surge representado em tamanho superior às outras personagens. A pintura é realizada sobre estuque fresco ou sobre relevo.

 Artes decorativas e outras artes

Hipopótamo em faiança

As artes decorativas do Império Médio conhecem uma das épocas mais importantes, sobretudo no que diz respeito aos trabalhos de joalharia. Os amuletos, os pentes, os espelhos, as caixas e as candeiais caracterizam-se pela sua beleza. São bastante conhecidos os pequenos hipopótamos em faiança decorados com motivos vegetais.

A literatura desenvolve o gosto pelo provérbio, o romance, a história, passa também a obedecer a outras funções como as de influenciar a política, homenagear faraós e mesmo descrever e caracterizar profissões. Mas também a cunhar este momento está a inquietude herdada do período anterior.

 Segundo Período Intermediário

Este é mais um período escuro e de inseguridade do qual pouco se sabe e no qual se praticaram mais a matemática, a medicina e a cópia de papiros de épocas anteriores.

 Império Novo

 Arquitetura

Templo de Hatchepsut

No Império Novo dá-se de novo a unificação do Egipto e a arte volta ter mais uma das suas épocas de ouro, com um novo começo em que se vão reavivar as tradições do passado e em que as forças criadoras vão erguer vários edifícios de pedra de construção arrojada e que ainda hoje podem ser admirados.

Foi na capital do Império Novo, a cidade de Tebas, que se ergueram os grandes edifícios desta época. A divindade da cidade era Amon e seu principal centro de culto era o Templo de Karnak, ao qual praticamente todos os monarcas do Império Novo procuram acrescentar estruturas como pilones.

No Império Novo os reis abandonaram a tradição de serem sepultado em pirâmides, optando por mandar escavar os seus túmulos nos rochedos próximos, num local hoje são designado como Vale dos Reis. Nesta atitude são seguidos pelos altos dignitários. A principal razão para esta mudança estaria relacionada com uma tentativa de evitar os saques. Porém, a intenção revelou-se fracassada: dos túmulos desta era apenas chegaram intactos até à época contemporânea o de Tuntankhamon, o do casal Iuia e Tuia (genros do rei Amen-hotep III e pais da rainha Tié) e dos dignitários Sennedjem e Khai.

Num local conhecido como Deir el-Bahari encontra-se o templo funerário da rainha Hatchepsut, mandando construir pelo seu arquitecto Senemut. O templo enquadra-se perfeitamente na falésia de calcário em que se encontra, situando-se junto ao vizinho templo de Mentuhotep II, construído quinhentos anos antes.

 A arte de Amarna

Mas ainda na XVIII dinastia dá-se, com Amen-hotep IV (que mudou o nome para Akhenaton), uma revolução religiosa, em que o faraó proclama um "monoteísmo" com o culto de uma só divindade, o disco solar Aton. Nesta altura propaga-se o chamado “Estilo Ekhenaton” ou Estilo Amarniano (em função do nome moderno da cidade mandada construir por Akhenaton, Amarna), que se caracteriza por ser muito naturalista, em que se tenta quebrar com as regras anteriores da solidez e imobilidade. As obras deste período têm maior fluidez e flexibilidade. Principalmente na escultura assumem-se formas orgânicas e pouco geométricas, que atingem por vezes aspectos de caricatura. Os membros da família real são representados em cenas da vida familiar (aspecto completamente novo na arte egípcia) com crânios alongados, que não se sabe se seriam representações veristas da família (avançando alguns autores a hipótese de que a família real sofreria de síndrome de Marfan) ou apenas uma espécie de vanguarda artística. Apesar dos eventuais excessos, data deste período o famoso busto da esposa de Akhenaton, Nefertiti, descoberto em 1922 por uma equipa arqueológica alemã na casa do seu autor, o escultor Tutmés.

O gosto pela representação do mundo animal e vegetal está igualmente presente. Os sucessores de Akhenaton devolvem a arte aos padrões anteriores e com Tutancámon está-se já, de novo, no politeísmo.



 Escrito por pergaminhoh às 01h27 PM
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Variantes temporais

A arte egípcia prima, de um modo geral, pela constante homogeneidade e expressa um mundo pictórico e formal únicos. Esta característica cunha a arte de tal modo, que a identificação de determinada obra como pertencente a este grande movimento estilístico não oferece dificuldade. Contudo existem algumas nuances no seu eixo estruturador que são, em grande parte, resultado da sucessão de acontecimentos históricos.

 Período Arcaico ou Tinita

Durante o Período Arcaico, e após a descoberta da escrita, o Egipto está unido e o seu desenvolvimento acelera, estabelecendo-se e cristalizando-se já aqui os traços principais do que será a arte egípcia. Pouco sobreviveu desta época, mas alguns túmulos e o seu respectivo recheio possibilitam uma ideia da arte da época. Perde-se o primitivismo formal e são ainda presentes alguma influências da arte mesopotâmica, especialmente nas fachadas de templos, e domina ainda o uso do adobe cozido ao sol, substituído no final do período pela pedra.

 Império Antigo

Pirâmides de Gizé

A III dinastia é remetida por alguns autores já para o início do Império Antigo. Com a transição para a pedra surge também a arquitectura monumental e a vincada noção egípcia de eternidade vinculada ao faraó. A mastaba assume-se como o túmulo para particulares por excelência, inicialmente em forma quadrangular ou de pirâmide truncada (mais tarde a pirâmide de degraus). As proporções do corpo humano tornam-se mais equilibradas e harmoniosas, cresce a atenção ao pormenor. É também desta altura Imhotep, o nome do primeiro construtor a ficar registado, responsável pelo uso da pedra talhada e da sua aplicação, não só a uma função, como também a objetivos expressivos. A edificação assume um objetivo simbólico.

Com o Império Antigo estabelece-se a calma e a segurança, bases ao próspero e veloz desenvolvimento da sociedade onde se estabelecem hierarquias governamentais. Durante a IV dinastia edificam-se as monumentais pirâmides faraónicas de Gizé (Quéfren, Quéops e Miquerinos) que fascinam pela sua impressionante construção. Talha-se a Esfinge perto da pirâmide de Quefren em dimensões monumentais, assumindo-se e homenageando-se o poder faraónico, embora na V dinastia se reduzam as dimensões monumentais para proporções mais humanas. É também nesta altura que se impulsiona o gosto pelas estátuas-retrato de grande robustez pelo seu volume cúbico e imobilidade. As figuras apresentam-se de pé (em que a perna esquerda avança ligeiramente à frente) ou sentadas (na V dinastia surge também a posição do escriva sentado de pernas cruzadas) e denota-se a diferente coloração da pele usada nas figuras masculinas (mais escura) e femininas (mais clara). Em termos de decoração tumular propagam-se as representações realistas do quotidiano.

 Escultura

Uma tríade de Menkauré

No que diz respeito à escultura podem ser estabelecidas diferenças de concepção entre a estatuária real e a estatuária de particulares. Na primeira verifica-se um desejo de imponência, enquanto que a segunda tende para um maior realismo, detectável em trabalhos como o grupo escultórico de Rahotep e Nofert (IV dinastia).

A estátua do rei Djoser colocada no serdab do seu complexo funerário em Sakara revela ainda ligações com a arte do período anterior, mas como o rei Khafré e a sua conhecida estátua em diorite na qual o deus-falcão Hórus protege com as suas asas, oriunda do seu templo funerário em Guiza, nota-se já uma evolução. Do rei Menkauré chegaram até aos dias de hoje as chamadas díades e tríades. As primeiras consistem em estátuas do rei com a sua esposa, a rainha Khamerernebti II. Quanto às tríades, o rei surge representado com a deusa Hathor e uma personificação de um nomo.

Do tempo da V dinastia são escassas as estátuas de reis, mas em compensação abundam as estátuas de particulares. São desta época as várias estátuas de escribas que se encontram hoje em dia no Museu Egípcio do Cairo e no Museu do Louvre, que retratam estes funcionários na pose de pernas cruzadas, uma forma de representação que se manterá até à Época Greco-Romana.

Os materiais utilizados na escultura deste período foram diorite, granito, xisto, basalto, calcário e alabastro.

 Primeiro Período Intermediário

Os tempos políticos conturbados reflectem-se também na arte tornando-a quase inextistente e com uma maior incidência nos textos literários, que expressam a revolução espiritual da época. Através das pilhagens de túmulos, a arte restrita dos faraós e figuras de maior importância passa para a mão do homem “mortal” que acredita ter o mesmo privilégio da vida eterna.

 



 Escrito por pergaminhoh às 01h27 PM
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As cores

A arte egípcia, à semelhança da arte grega, apreciava muito as cores. As estátuas, o interior dos templos e dos túmulos eram profusamente coloridos. Porém, a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfícies dos objetos e das estruturas.

As cores não cumpriam apenas a sua função primária decorativa, mas encontravam-se carregadas de simbolismo, que se descreve de seguida:

  • Preto (kem): era obtido a partir do carvão de madeira ou de pirolusite (óxido de manganésio do deserto do Sinai). Estava associado à noite e à morte, mas também poderia representar a fertilidade e a regeneração. Este último aspecto encontra-se relacionado com as inundações anuais do Nilo, que trazia uma terra que fertilizava o solo (por esta razão, os Egípcios chamavam Khemet, "A Negra", à sua terra). Na arte o preto era utilizado nas sobrancelhas, perucas, olhos e bocas. O deus Osíris era muitas vezes representado com a pele negra, assim como a rainha deificada Ahmés-Nefertari.
  • Branco (hedj): obtido a partir da cal ou do gesso, era a cor da pureza e da verdade. Como tal era utilizado artísticamente nas vestes dos sacerdotes e nos objetos rituais. As casas, as flores e os templos eram também pintados a branco.
  • Vermelho (decher): obtido a partir de ocres. O seu significado era ambivalente: por um lado representava a energia, o poder e a sexualidade, por outro lado estava associado ao maléfico deus Set, cujos olhos e cabelo eram pintados a vermelho, bem como ao deserto, local que os Egípcios evitavam. Era a vermelho que se pintava a pele dos homens.
  • Amarelo (ketj): para criarem o amarelo, os Egípcios recorriam ao óxido de ferro hidratado (limonite). Dado que o sol e o ouro eram amarelos, os Egípcios associaram esta cor à eternidade. As estátuas dos deuses eram feitas a ouro, assim como os objetos funerários do faraó, como as máscaras.
  • Verde (uadj): era produzido a partir da malaquite do Sinai. Simboliza a regeneração e a vida; a pele do deus Osíris poderia ser também pintada a verde.
  • Azul (khesebedj): obtido a partir da azurite (carbonato de cobre) ou recorrendo-se ao óxido de cobalto. Estava associado ao rio Nilo e ao céu.

 Lei da Frontalidade

Embora seja uma arte estilizada é também uma arte de atenção ao pormenor, de detalhe realista, que tenta apresentar o aspecto mais revelador de determinada entidade, embora com restritos ângulos de visão. Para esta representação são só possíveis três pontos de vista pela parte do observador: de frente, de perfil e de cima, e que cunham o estilo de um forte componente de estática, de uma imobilidade solene.
O corpo humano, especialmente o de figuras importantes, é representado utilizando dois pontos de vista simultaneos, os que oferecem maior informação e favorecem a dignidade da personagem: os olhos, ombros e peito representam-se vistos de frente; a cabeça e as pernas representam-se vistos de lado.

O fato de, ao longo de tanto tempo, esta arte pouco ter variado e se terem verficado poucas inovações, deve-se aos rígidos cânones e normas a que os artistas deveriam obedecer e que, de certo modo, impunham barreiras ao espírito criativo individual.
A conjugação de todos estes elementos marca uma arte robusta, sólida, solene, criada para a eternidade. Gabhy

 O artista

Ilustração de Imhotep, o primeiro arquitecto conhecido.

Os criadores do legado egípcio chegam aos nossos dias anônimos, sendo que só em poucos casos se conhece efectivamente o nome do artista. Tão pouco se sabe sobre o seu carácter social e pessoal, que se crê talvez nem ter existido tal conceito no grupo artístico de então. Por regra, o artista egípcio não tem um sentido de individualidade da sua obra, ele efectua um trabalho consoante uma encomenda e requisições específicas e raramente assina o trabalho final. Também as limitações de criatividade impostas pelas normas estéticas, e as exigências funcionais de determinado empreendimento, reduzem o seu campo de actuação individual e, juntamente com o facto de ser considerado um executor da vontade divina, fazem do artista um elemento de um grupo anónimo que leva a cabo algo que o transcende.

O trabalho é efectuado em oficinas, onde se reunem os executores e os seus mestres nas diferentes tipologias artísticas, escultores, pintores, carpinteiros e mesmo embalsamadores. Nestes locais trabalha-se em série e os trabalhos saem em série.

No entanto é possível indentificar diferenças entre distintas obras e estilos que reflectem traços individuais de determinados artistas, onde se observam, por exemplo, inovações a nível de composição decorativa. Do mesmo modo tanto é possível reconhecer artistas com talento, genialidade e perfeito conhecimento dos materiais em obras de grande qualidade, como artistas que se limitam a fazer cópias.

Mas o artista é também visto como um indivíduo com uma tarefa divina importante. Mesmo que se trate de um executor ele necessita de contacto com o mundo divino para poder receber a sua força criadora. Sem ele não seria possível tornar visível o conteúdo espiritual, o invisível. O próprio termo para designar este executor, s-ankh, significa o que dá vida.



 Escrito por pergaminhoh às 01h25 PM
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Motivação e objetivos

A arte do antigo Egito serve políticos e religiosos. Para compreender a que nível se expressam estes objetivos é necessário ter em conta a figura do soberano absoluto, o faraó. Ele é o representante de Deus na Terra e é este seu aspecto divino que vai vincar profundamente a manifestação artística.

Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o faraó e as diversas divindades da mitologia egípcia, sendo aplicada principalmente a peças ou espaços relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transição da vida à morte é vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena à vida após a morte, à vida eterna e suprema.

O faraó é imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade têm o privilégio de poder também ter acesso à outra vida. Os túmulos são, por isto, dos marcos mais representativos da arte egípcia, lá são depositados as múmias ou estátuas (corpo físico que acolhe posteriormente a alma, ka) e todos os bens físicos do cotidiano que lhe serão necessários à existência após a morte.

 Estilo e normas

Pintura de oferendas na câmara tumular de Menna.
Pintura na câmara tumular de Nefertari, mulher de Ramses II.

A arte egípcia é profundamente legal.Todas as representações estão repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer níveis hierárquicos e a descrever situações. Do mesmo modo a "simbologia" serve à estruturação, à simplificação e clarificação da mensagem transmitida criando um forte sentido de ordem e racionalidade extremamente importantes.

A harmonia e o equilíbrio devem ser mantidos, qualquer perturbação neste sistema é, consequentemente, um distúrbio na vida após a morte. Para atingir este objetivo de harmonia são utilizadas linhas simples, formas estilizadas, níveis rectilíneos de estruturação de espaços, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e às quais se atribuem significados próprios.

A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representação artística, na atribuição de diferentes tamanhos às diferentes personagens, consoante a sua importância. Como exemplo, o faraó será sempre a maior figura numa representação bidimensional e a que possui estátuas e espaços arquitectónicos monumentais. Reforça-se assim o sentido simbólico, em que não é a noção de perspectiva (dos diferentes níveis de profundidade física), mas o poder e a importância que determinam a dimensão.



 Escrito por pergaminhoh às 01h24 PM
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Arte do Antigo Egito

A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egito localizada no vale do rio Nilo no Norte da África. Esta manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos últimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes épocas que auxiliam na clarificação das diferentes variedades estilísticas adoptadas: Período Arcaico, Império Antigo, Império Médio, Império Novo, Época Baixa, Período ptolemaico e vários períodos intermédios, mais ou menos curtos, que separam as grandes épocas, e que se denotam pela turbulência e obscuridade, tanto social e política como artística. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da história, a verdade é que incutem somente pequenas nuances na manifestação artística que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade.
O tempo e os acontecimentos históricos encarregaram-se de ir eliminando os vestígios desta arte ancestral, mas, mesmo assim, foi possível redescobrir algo do seu legado no século XIX, em que escavações sistemáticas trouxeram à luz obras capazes de fascinar investigadores, coleccionadores e mesmo o olhar amador. A partir do momento em que se decifram os hieróglifos na Pedra de Roseta é possível dar passos seguros a caminho da compreensão da cultura, história, mentalidade, modo de vida e naturalmente da motivação artística dos antigos egípcios.



 Escrito por pergaminhoh às 01h21 PM
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Arquitetura do Egito Antigo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
ColonnadeDevantPyloneTempleIsis.jpg
Templo de Philaé, em Assuão, Egipto.
Série de artigos sobre
História da Arquitetura

Arquitetura da Pré-História

Neolítica | Rupestre

Arquitetura antiga

Egípcia | Clássica | Grega | Romana

Arquitetura da Idade Média

Bizantina | Carolíngia | Otoniana | Românica | Gótica

Arquitetura do Renascimento
Maneirismo
Arquitetura barroca

Rococó | Neoclássica

Arquitetura do século XIX

Neogótico | Arts & crafts | Revivalista | Protomoderna | Eclética

Arquitetura moderna

Bauhaus | International style | Orgânica | Brutalista | Construtivista

Arquitetura pós-moderna

High-tech | Desconstrutivista | Regionalista crítica | Neomoderna


Por geografia

Europa | Islão | Oriental | Américas | África | Oceania

Por tipologia

Civil | Militar | Religiosa


Egipto (4.000 a.C.-30 a.C.) – Os egípcios demonstram nas suas manifestações artísticas uma profunda religiosidade, dando um caráter monumental aos templos e às construções mortuárias, notabilizando-se, entre elas, as pirâmides, construídas de pedra, quando todas as comunidades ao longo do rio Nilo são unificadas em um único Império (cerca de 3.200 anos a.C.). A primeira pirâmide, "pirâmide de degraus", é construída pelo arquiteto Imhotep, como tumba de Djoser, fundador da III dinastia, em Saqqarah. A chamada pirâmide de degraus não passa, na realidade, de uma construção constituída de túmulos primitivos (mastabas), cujas formas se assemelhavam a um tronco de pirâmide, que continuaram a ser construídas para tumbas de nobres e outros grandes funcionários do Estado. As pirâmides mais conhecidas são Quéops, Quéfren e Miquerinos, da IV dinastia, já com a forma geométrica que conhecemos, apontadas pelo poeta grego Antípater, no século II a.C., como uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Colunas Egípcias

Os tipos de colunas egípcias são divididos conforme seu capitel. A ordem protodórica marca sob o Antigo Império a transição entre o pilar e a coluna.

• Palmiforme – Inspirada na palmeira

• Papiriforme - Flores de papiro. O fuste da coluna papiriforme é igualmente fasciculado, desta vez em arestas vivas. Quando as umbrelas estão abertas, o capitel é chamado de campaniforme.

• Lotiforme – Capitel representa um ramo de lótus com corolas fechadas e o fuste reproduz vários caules atados por um laço.

Templos

Os templos são característicos das monarquias média e recente. Apresentam forma tripartida: pátio colunado, salas hipostilas e santuários. Podem ser aparentes, semi-enterrados (hemispéus) ou no subterrâneos (spéus). As pirâmides, monumentos funerários do Antigo Império, foram erguidas como símbolos da suma divindade do Nilo - o deus-sol. Têm função de túmulos (mastabas). Os fatores geográficos para essas contruções eram essenciais, no entanto, para a garantia da vida após a morte do faraó e pessoas importantes do reino. A localização privilegiada no vale do rio Nilo, com terras altamente férteis, devido às cheias anuais do rio, cercado por desertos e montanhas de pedra, também colaboraram para o recolhimento e lapidação das pedras das pirâmides. Dos palácios e residências pouco se sabe pois pouco restou (foram construídos com tijolos crus). A arquitetura egípcia utilizou grandes blocos de pedra na construção dos templos e pirâmides, e adobes (tijolos crus de argila e palha) e troncos de palmeira na arquitetura civil.



 Escrito por pergaminhoh às 01h19 PM
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sacerdotes do antigo egito

Os Sacerdotes no Antigo Egito

O Antigo Egito foi uma civilização impregnada de valores religiosos. Os egípcios acreditavam em muitos deuses, sendo que cada um era responsável por diversos aspectos da ordem e prosperidade do Antigo Egito. Para eles tudo o que existia havia sido criado pelos deuses. Por isso, era necessário realizar diariamente rituais dedicados as divindades. Desse modo, os ritos não ocorriam para as pessoas, mas sim para os deuses que teriam criado o mundo, o ordenava e o governava.

O faraó era considerado uma divindade investida do serviço de governar o Egito. Ele era o responsável por manter o equilíbrio entre o Universo e o Egito, a parte que foi criada pelos deuses. Assim, era tarefa do soberano garantir ordem ao país que governava, através dos atos de culto e da apresentação das oferendas no templo.

Por ser ele quem faz a relação entre o mundo dos deuses e o mundo dos homens era o único sacerdote de que o país dispunha, porém, como não podia estar diariamente em todos os templos nomeava sacerdotes para que realizassem a tarefa em seu nome.

Assim, o ofício do sacerdócio era realizado em nome do governo egípcio. Embora o faraó era quem devesse escolher os sacerdotes, muitas vezes o filho assumia o cargo sacerdotal que foi desempenhado pelo pai. Os sacerdotes ficavam a serviço do deus por cerca de três meses quando retornavam a sua atividade cotidiana junto à família.

Cada templo dedicado a uma divindade possuía sua hierarquia, sendo que o clero de um templo era independente do outro. Porém, em cada templo as principais funções sacerdotais eram:
• Servidor do Deus (sumo-sacerdote) – realizava o culto diário representando o faraó.
• Pai do deus – it-netjer. Acredita-se que realizavam cerimônias perante grupos restritos de sacerdotes.
• Sacerdotes uab (sacerdotes puros). Desempenhavam diversas atividades no templo, muitas não relacionadas ao culto diário.
• Sacerdotes leitores – Realizavam a leitura dos textos sagrados durante as cerimônias religiosas.
• Sacerdotes honorários - Observavam os astros e determinavam o horário preciso dos ritos dedicados aos deuses.

Os sacerdotes para realizarem o seu ofício tinham que raspar todos os pelos do corpo, poderiam apenas usar roupas de linho e sandálias confeccionadas com fibras vegetais, como as de papiro. Deveriam purificar-se no lago sagrado, que havia no interior do templo, várias vezes ao dia. Tinham que abster-se de relações sexuais durante o período em que tinham suas obrigações na “casa do deus”, e não podiam ingerir certos alimentos, como o peixe.

A principal atividade que ocorria nos templos era o culto diário dedicado à divindade que habitava o templo. Este ritual compreendia, principalmente, atividades físicas prestadas à imagem do deus.

No rito diário, inicialmente, um grupo de sacerdotes realizava a preparação das oferendas. Após, uma procissão transportava os alimentos para o interior do templo e os depositava na sala conhecida como “santo dos santos”, o santuário onde ficava a imagem da divindade. O Sumo sacerdote, ao nascer do sol, abria as portas desta que era a sala mais reservada do templo. Acompanhado por cânticos retirava o lacre do Naos (espécie de oratório onde ficava a imagem divina) e tocava na estátua transmitindo a vitalidade para a mesma; apenas ele poderia conhecer a imagem do deus. Após, oferecia as oferendas; os egípcios acreditavam que a essência dos alimentos era transmitida através da fumaça do incenso. Depois, a estátua era lavada, vestida com roupas novas e ungia-se o corpo com óleos.

As roupas dedicadas ao deus eram coloridas: branco, verde, vermelha e azul. Cada cor tinha um significado e estavam relacionadas à sua proteção. Tendo o rito sido concluído, o Sumo sacerdote guardava a estátua, o Naos era fechado e novamente lacreado.

Às 12h e ao entardecer uma nova atividade ritual ocorria através de libações e oferendas de incenso em uma sala próxima ao santuário do deus, ou na frente, embora a estátua divina não fosse mais revelada.

Muitos dos ritos que ocorriam nos templos eram acompanhados por música e dança. A função feminina nos templos estava associada a esta atividade, pois dançavam e tocavam os instrumentos musicais ao longo das atividades rituais.

Além dos sacerdotes que trabalhavam nos templos de cada divindade, havia outros relacionados a funções diversas. Os sacerdotes do Ká eram responsáveis pelo rito de mumificação. Faziam oferendas fúnebres e as cerimônias necessárias à sobrevivência do morto na vida além túmulo.

Havia também os sacerdotes das Casas da Vida. As Casas da Vida eram instituições dentro dos templos que tinham a missão de transmitir e preservar a cultura e religião egípcia. Por isso, os sacerdotes a elas relacionados recebiam o título de “escriba do livro divino” e tinham como funções conservar e transmitir o material ali presente, geralmente copiando livros religiosos e científicos.

A religião estava presente em todos os momentos da vida dos egípcios, por isso a importância do oficio realizado pelos sacerdotes. Embora conheçamos a estrutura das atividades que eles realizavam, as fontes históricas não nos possibilitam conhecer a dimensão humana rotineira desses homens, como é o caso da relação sacerdotal junto aos fiéis egípcios, já que estes não tinham permissão para entrar nos templos.



 Escrito por pergaminhoh às 01h17 PM
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Deuses Egípcios

O Antigo Egito era governado por faraós que, além de monarcas, eram considerados deuses.

Esses reis são divididos em dinastias que se sucederam nas várias épocas da história egípcia. Durante esse período esteve dividido em Baixo Egito e Alto Egito, sendo governado por dois faraós diferentes, após a unificação o faraó passou a ostentar as coroas de ambos os reinos juntas.

O faraó era a personificação dos deuses, também cultuado por seu povo

Osíris

 

Irmão de Seth e marido de Ísis, é o filho primogênito de Geb(terra) e Nut(céu) e por isso teve o direito de governar o trono do Egito. Seu irmão Seth, por inveja destrói Osíris e espalha seus pedaços por todo o Egito. É representado em forma de múmia, com uma coroa branca, plumas e chifres.

 

 

Ísis

                                  

 

 

A deusa mais popular do Egito, ela representava a magia e os mistérios daquela região, a mãe perfeita em sua dedicação. É representada como uma mulher que costuma carregar inscritos sobre sua cabeça os hieróglifos referentes ao seu nome.

Anúbis

                                                                                                                                     

Conduzia as almas para Osíris julgá-las. Era o senhor da Terra do Silêncio do Ocidente, a terra dos mortos, o preparador do caminho para o outro mundo.

 

Horus

                                                                                                                   

É uma divindade solitária relacionado ao juízo das almas no mundo inferior, apresentando as almas ao Juiz Divino. Era considerado idêntico e feito da mesma substância de seu pai, Osíris.

 

Hathor

                                                               

É a deusa-vaca, símbolo do Céu; era representante do sexo feminino, da alegria, do amor, da fecundidade e do prazer.

 

Maat

                                                                                                                                                            

Representa o equilíbrio , a harmonia do universo e personifica a justiça, protegendo os tribunais.

 

Neftis

 

Irmã de Ísis e, junto com ela, representava o aspecto dual da natureza; Ísis representava o bem e Neftis o mal.

 

Ptah

 

Era o deus protetor da antiga capital do Egito, Mênfis, sendo o criador das artes.

 

 

O primeiro dos deuses, criado a partir do Caos Inicial, emergiu da escuridão numa flor de lótus. Também conhecido como Amon-Rá, o Deus Sol.

 

Seth

                                                                                                           

 

Deus que simbolizava o lado escuro de Osíris, o mesmo que o Adversário, o lado malígno contrapondo-se a Osíris. Matou seu irmão Osíris numa luta pelo poder no Egito.

 

Thoth

                                                                          

 

Deus da sabedoria e do mistério, o deus escrevente; o juíz, cuja sabedoria e autoridade é marcante sobre todos os outros deuses. Anota os pensamentos, palavras e ações dos homens durante a vida e as pesa na balança da justiça divina.

 

Selkhet

 

Deusa da morte tinha como símbolo um escorpião na cabeça e providenciava alimentos para os mortos.

 

 



 Escrito por pergaminhoh às 03h39 PM
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O funeral

Um grupo de carpideiras. Túmulo de Ramosé, XVIII Dinastia

Uma vez terminado o processo de embalsamento a família era notificada para o início do funeral. O cortejo fúnebre começava colocando-se o caixão com a múmia num carro puxado por bois, acompanhado por familiares, amigos, sacerdotes e carpideiras contratadas para o efeito, que usavam roupas desalinhadas e arrancavam os cabelos. Os escravos levavam roupas, jóias, cosméticos e móveis que o defunto utilizaria na sua nova habitação. Levavam também os vasos canopos e uma caixa que continha chauabtis, umas figurinhas mágicas que serviriam o morto no Além. A múmia era transportada num barco para a margem ocidental do Nilo, local onde se encontravam os túmulos (o ocidente estava associado à morte no pensamento egípcio, devido a ser o lado onde se põe o sol).

Frente ao túmulo a múmia era erguida e os sacerdotes procediam à "cerimónia da abertura da boca" graças à qual se acreditava poder devolver ao defunto a sua capacidade de comer, beber e falar. A múmia era depois colocada no caixão e no sarcófago e na câmara funerária. Os objectos que tinham sido trazidos eram colocados no túmulo para que o defunto pudesse fazer uso deles quando entendesse. O túmulo era depois selado e no exterior decorria um banquete. Deve ser salientado que esta descrição refere-se às classes mais economicamente favorecidas; os pobres tentavam imitar estas cerimónias.

Os túmulos

Estela da falsa porta do escriba Mery, IV Dinastia. Museu do Louvre.

Os túmulos eram para os Egípcios o ponto de encontro entre o mundo dos vivos e o dos mortos. Para estes últimos passaria também a ser a sua nova e eterna morada. Por esta razão, a construção do túmulo começava ainda durante a vida da pessoa.

As mastabas, utilizadas como túmulos por reis e por nobres, são o primeiro tipo de construção funerária do Antigo Egipto a salientar. Eram compostas por uma parte subterrânea, onde estava a câmara funerária com o defunto, à qual se acedia por um poço. A parte exterior apresentava uma forma retangular, com paredes em adobe ligeiramente inclinadas, onde existia uma capela.

As pirâmides tiveram a sua máxima expressão como túmulo real durante o Império Antigo. A primeira pirâmide conhecida é a pirâmide de degraus do rei Djoser. Foi na época da IV Dinastia que se construiram as três famosas pirâmides de Guiza (ou Gizé, segundo o galicismo popularizado na língua portuguesa). Os reis do Império Novo abandonaram o hábito de construir pirâmides, optando por mandar escavar os seus túmulos nas montanhas do Vale dos Reis (hipogeus).

Os particulares que tinham posses recorreram também às mastabas e aos hipogeus.

Na parede da capela funerária dos túmulos encontrava-se a chamada "estela da falsa porta" que era uma imitação em pedra, madeira ou em pintura de uma porta. Acreditava-se que esta porta permitia ao ba do falecido aceder aos alimentos e bebidas que tinham sido colocados na mesa de oferendas que existia na capela e levá-los ao ka. O ba não levava fisicamente os alimentos, mas sim a essência destes. Os filhos do falecido responsaveis por abastecer regularmente esta mesa. Para garantir que o ba não ficasse sem alimentos, pintavam-se nas paredes as mesas de oferendas com os alimentos ou escreviam-se em hieróglifos as oferendas. Bastava nestes casos o defunto ler o nome das oferendas para poder desfrutar delas.

 O julgamento dos mortos

Pesagem das almas no Livro dos Mortos. O coração é pesado contra a pluma da verdade, enquanto o monstro Ammut espera para devorar o coração se necessário.
Pormenor de uma pesagem das almas

O morto chegaria a uma grande sala de justiça, onde para além de Deus Osíris, estavam quarenta e dois juízes com cabeça de animal e uma faca na mão. O morto fazia então a chamada "confissão negativa" através da qual proclamava não ter roubado, matado, cometido adultério, etc. O seu coração era colocado sobre uma balança e pesado contra uma pena, o símbolo de Maet. Se tivesse o mesmo peso era considerado inocente; em caso contrário seria lançado a Ammut, um monstro que era parte leão, parte hipopótamo e parte crocodilo, que devorava o coração. A alma justa entrava num local idílico; para os habitantes do Delta esse local eram os Campos Elíseos (Sekhet-hetepet), onde a Primavera era eterna. Os mortos teriam uma vida agradável, desempenhando a mesma função que tinham na terra.

O culto dos animais

O culto aos animais existiu no Egipto desde épocas remotas, mas vulgarizou-se na época do Império Novo. Determinados animais, como o boi ou o gato, eram considerados manifestações da divindade. O culto era orientado não a todos os animais da mesma espécie, mas a um, identificado como divino pelo facto de possuir uma marca distintiva. Eram colocados em jaulas junto aos templos, sendo alvo de um culto entre o povo e de atenções especiais na sua alimentação e conforto. Quando morriam estes animais eram mumificados e enterrados em necrópoles próprias.



 Escrito por pergaminhoh às 03h32 PM
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O culto nos templos

Barca processional na naos do Templo de Edfu

Teoricamente o rei egípcio tinha o dever de realizar a liturgia em cada templo. Uma vez que era fisicamente impossível para o rei estar presente em todos os templos que existiam no Egipto, o soberano nomeava representantes para realizar as cerimónias a Deus. Os reis só visitavam os templos em ocasiões especiais associadas a festivais, o que não impede que sejam representados nos templos fazendo oferendas as Divindades.

A vida nos templos seguia o curso da vida normal. Antes do nascer do sol, abatiam-se os animais que seriam oferecidos as Divindades. Os sacerdotes purificavam-se com água e vestidos com trajes brancos entravam em procissão no templo. No pátio do templo os sacerdotes apresentavam as suas oferendas e queimavam incenso. Um sacerdote dirigia-se ao santuário da Divindade, uma sala especialmente consagrada, localizada na parte mais reservada do templo. Aqui o sacerdote acendia um archote e abria o naos, tabernáculo onde se guardava a estátua da Divindade. O sacerdote apresentava-se a Divindade e anunciava vir cumprir os seus deveres. Limpava o tabernáculo, queimava incenso, lavava a estátua e aplicava sobre ela óleos, vestia-a, maquilhava-a e colocava-lhe a coroa. Terminado este processo o sacerdote coloca a estátua no naos, abandonando a sala apagando o archote e as pegadas que fez. Ao meio-dia poderia ser feita uma nova cerimónia na qual se oferecia alimentos.

 Sacerdotes

Sacerdotes vestidos com pele de leopardo realizam rituais de purificação. Túmulo de Userhat. XIX Dinastia

No Antigo Egipto não existiu uma estrutura sacerdotal centralizada; cada Divindade possuía um grupo de homens e mulheres dedicados ao seu culto. O termo mais comum para designar um sacerdote em egípcio era hem-netjer, o que significa "Servo de Deus".

Não se sabe em que época da história egípcia se estruturou o grupo sacerdotal. Na época do Império Antigo os sacerdotes não estavam ainda organizados em corpos fixos como sucederá no Império Novo. De acordo com os Textos das Pirâmides, datados do Império Antigo, os reis tinham cinco refeições diariamente, três no céu e duas na terra; estas últimas estavam a cargo dos sacerdotes funerários.

As fontes do Império Novo mostram que os sacerdotes estavam organizados em quatro grupos (em grego: phyles), cada um dos quais trabalhava durante um mês cada três meses. Durante os oito meses que tinham livres, os sacerdotes levavam uma vida comum inserida na comunidade, junto das suas esposas e filhos.

O clero egípcio estava estruturado de forma hierárquica. O rei era em teoria o líder de todos os cultos egípcios, mas como já foi referido este delegava o seu poder a outro homem devidamente preparado por Deus, o Sumo Sacerdote, que na hierarquia era seguido do segundo sacerdote, por sua vez seguido do terceiro e quartos sacerdote. O grupo seguinte era o dos "pais divinos" e dos "puros". Existiam também os sacerdotes leitores, os que calculavam o momento ideal para realizar um determinada cerimónia através da observação do sol ("horólogos") e os que determinavam os dias fastos e nefastos ("horóscopos"). Finalmente, pode distinguir-se um grupo dedicado aos serviços de manutenção do templo (imiu-seté).

As mulheres também trabalhavam nos templos seguindo o mesmo regime de rotatividade dos homens. Frequentemente estas mulheres eram esposas dos sacerdotes. As mulheres poderiam ser cantoras (chemait), músicas (hesit) ou dançarinas (khebait). Durante o Império Antigo e o Império Novo muitas mulheres da classe abastada serviram a deusa Hathor. No culto de Amon o cargo mais importante ocupado por mulheres era o de "Adoradora Divina". As mulheres que ocuparam este cargo foram filhas ou irmãs do faraó governante.

 Os elementos constituintes do ser humano

Ao contrário da civilização ocidental, cujas concepções religiosas dividiram o ser humano em corpo e alma, os Egípcios consideravam que os humanos eram constituídos por várias partes, umas materiais e outras imateriais.

O ka era a energia vital do indivíduo, que era criada na mesma altura em que se criava o corpo físico. Depois da morte, habitava no corpo mumificado do falecido ou em estátuas que o representavam de forma idealizada, necessitando de comida e de bebida para continuar a existir, sendo por isso necessário que os vivos realizassem oferendas. Na arte, era geralmente representado como uns braços que se levantavam para cima.

O akh (plural: akhu) era uma espécie de força luminosa gerada depois da morte pela união do ka e do ba, embora alguns investigadores considerem que poderia gerar-se através da união do ba e do corpo. Seja como for, este elemento gerava-se após o julgamento de Osíris, sendo uma espécie de transfiguração do ser. Este conceito era representado como um íbis de poupa. Os deuses também tinham o seu akh.

O ba, por vezes traduzido como "alma", era representado como um falcão com cabeça humana. No momento da morte o ba deixava o corpo, podendo visitar os locais que o falecido conhecia ou viajar até às estrelas, mas à noite tinha que regressar ao túmulo. Devido ao facto de poder deslocar-se o ba levava ao ka a energia que se encontrava nas oferendas. Os Deuses também tinha o seu ba; em alguns casos determinado Deus era o ba de outro Deus.

O nome (em língua egípcia, ren) era um elemento importante da personalidade humana, como atesta o esforço feito pelos Egípcios em registar os nomes de Deuses, faraós ou altas personalidades em inscrições feitas sobre todo o tipo de suportes. Quando se queria eliminar simbolicamente as acções praticadas por alguém visto como inimigo do estado mandava-se apagar todas as inscrições que tivessem o nome próprio da pessoa, como aconteceu com a rainha Hatchepsut e Akhenaton.

A sombra, representada como uma figura humana pintada completamente a negro, era considerada como um duplo do ser humano, que se caracterizava pela rapidez e pela protecção que concedia à pessoa (se se tiver o clima abrasador do Egipto, facilmente se compreende a associação da sombra a algo benéfico e protector). Os egípcios deram-lhe o nome de "chut". Por último, o sekem era a energia e o poder da pessoa falecida.

 O culto dos mortos

Nos primeiros tempos da história egípcia a possibilidade de uma vida depois da morte estava reservada ao faraó, tendo a partir da V dinastia se verificado uma democratização desta concepção, que passou a abranger toda a população.

Contudo, para permitir o acesso e a continuação nessa vida, era necessário que o corpo estivesse preservado, o que explica o recuso à mumificação.

 A mumificação

Anúbis preparando um corpo

Nos primeiros tempos os Egípcios praticaram uma mumificação "natural": os cadáveres era envoltos em peles de animais e enterrados no deserto, onde a secura os conservava.

Progressivamente desenvolveram uma mumificação artificial que atingiu a perfeição no Império Novo.

Os trabalhos de embalsamento era realizados na margem ocidental do Nilo, longe das habitações, em tendas e depois em salas conhecidas como "Belas Casas" ou "Casas da Purificação".

Os trabalhos eram vigiados por sacerdotes que usavam máscaras que reproduziam a cabeça de Anúbis, deus dos mortos.

Depois de velado pelo falecido, a família encontrava-se com os embalsamadores que mostravam os vários tipos de mumificação. Uma vez escolhido o modelo, conforme as possibilidades económicas da família, os profissionais começavam o trabalho.

Conhece-se hoje o processo de embalsamento graças ao relato de Heródoto, já que os Egípcios não deixaram qualquer tipo de descrição sobre esta técnica. No essencial a ciência moderna confirmou o relato.

Segundo o historiador grego a técnica mais nobre que pretendia reproduzir o embalsamento que tinha sido feito sobre Osíris, começava com a extracção do cérebro pelas narinas, com a ajuda de um gancho de ferro. Com uma faca de pedra da Etiópia fazia-se um corte na ilharga, por onde se retiravam os intestinos. A cavidade abdominal era limpa e lavada com vinho de palma e com substâncias aromáticas. O ventre era enchido com uma mistura de mirra e canela, sendo cozido. O cadáver era depois mergulhado num banho de natrão (silicato de soda e alumínio), onde permanecia durante setenta dias; a partir do Império Médio sabe-se que os profissionais recorreram ao pó de natrão, que se achava num vale desértico. Terminado este período, o corpo era lavado e envolto em faixas de pano revestidas com resinas. Começava-se pelos dedos das mãos e dos pés, seguindo-se o envolvimento das extremidades, do tronco e da cabeça. Fazia depois um envolvimento geral de cima para baixo e outro de baixo para cima. Durante todo este processo eram recitadas fórmulas mágicas e colocados amuletos entre as faixas, como o Olho de Hórus e o "nó de Ísis". O corpo era então entregue aos familiares, que o colocavam num caixão que com a forma do corpo humano.

Outra técnica de embalsamento não retirava os órgãos internos, limitando-se a injectar pela boca óleo de cedro, tapando-se a boca. O corpo era depois colocado no banho de natrão, onde permanecia também setenta dias. Terminado este período, retirava-se do banho e deixava-se sair o óleo, dissolvendo as vísceras. A terceira técnica injectava um purgante que limpava os intestinos e colocava o corpo no banho de natrão. Os mais pobres limitavam-se a enterrar os seus embrulhando os corpos nas peles dos animais e enterrando-os nas areias.

Os órgãos que tinha sido retirados do corpo (intestino, fígado, estômago e pulmões) eram mumificados à parte e colocados cada um em vasos especiais, denominados hoje em dia como canopos.



 Escrito por pergaminhoh às 03h31 PM
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a antiga religião egipcia

Fontes

As fontes para o estudo da antiga religião egípcia são inúmeras, já que praticamente todo o legado material da civilização do Antigo Egito é revelador das suas concepções religiosas.

 Fontes literárias

No tocante às fontes literárias, podem ser distinguidos dois grupos, um ligado às fontes coevas, produzidas pelos próprios egípcios, e outro relacionado com fontes literárias produzidas tardiamente por autores estrangeiros.

Do primeiro caso salientam-se os chamados textos funerários, entre os quais se encontram os Textos das Pirâmides, os Textos dos Sarcófagos e o Livro dos Mortos. Os textos funerários tinham como principal função ajudar os reis (Textos das Pirâmides), os altos funcionários e os egípcios em geral, no percurso que os levaria para o Além, dado que a crença numa vida após a morte física estava integrada nas concepções egípcias. As obras da literatura egípcia, como as que se enquadram no género sapiencial, assim como os hinos escritos às divindades são também importantes fontes de informação. Outros textos que não foram produzidos no âmbito do religioso, como os tratados de Medicina, os textos jurídicos ou as cartas trocadas entre particulares revelam-se também como preciosas formas de informação.

As fontes tardias incluem os livros do Génesis, Êxodo e Salmos da Bíblia, mas sobretudo as descrições dos autores gregos e romanos. Destes destacam-se nomes como Hecateu de Mileto, Heródoto (Livro II e começo do Livro III da obra Histórias, tendo o autor visitado o Egipto no século V a.C.), Diodoro da Sicília, Estrabão, Virgílio, Plutarco (que descreveu a história de Ísis e Osíris no tratado De Iside et Osiride) e Lúcio Apuleio. As informações transmitidas por estes autores devem ser encaradas com uma certa precaução, já que frequentemente são reveladores de um certo preconceito cultural.

 Fontes artísticas

A arquitetura e arte fornecem também informações sobre a religião egípcia, embora estas manifestações estejam ao serviço das elites (rei, altos funcionários), não sendo por isso possível extrapolar as informações para o povo.

 Os templos

Pilone do Templo de Luxor
Pilone do Templo de Edfu visto desde o pátio

Os templos no Antigo Egipto eram entendidos como os locais onde residia a divindade (hut-netjer, "casa do deus"), que poderia ser acompanhada pela sua família e por outras Divindades, sendo por isso muito diferentes dos modernos edifícios religiosos onde se congregam os crentes.

Os templos dos períodos mais antigos da história do Antigo Egipto, como o Império Antigo e o Império Médio, não chegaram em bom estado até aos dias de hoje, pelo que são as construções do Império Novo e da época ptolomaica que permitem o conhecimento da estrutura dos templos. Na estrutura "clássica" dos templos egípcios podem ser distinguidas três partes: o pátio, as salas hipóstilas e o santuário.

À entrada de um templo encontravam-se obeliscos e estátuas monumentais, que antecediam o pilone. Nos templos do Império Novo é comum a existência de uma avenida de acesso ladeada por esfinges com corpo de leão e cabeça de carneiro (que se acreditava protegerem o templo e o deus), na qual desfilava a procissão em dias de festa.

Um pilone era uma porta monumental composta por duas torres em forma de trapézio, entre as quais se situava a entrada propriamente dita. Nas paredes do pilone representavam-se as divindades ou muitas vezes a cena clássica na qual se vê o faraó a atacar os inimigos do Egipto.

Passado o pilone existia uma grande pátio (uba), a única zona acessível ao público, onde a estátua da Divindade era mostrada nos dias de festa. O pátio era rodeado por colunas e possuía por vezes um altar (aba), onde se efectuavam os sacrifícios.

Este pátio precedia uma sala hipóstila (ou seja uma sala de colunas), mais ou menos imersa na escuridão, que antecedia outros salas onde se guardavam a mesa de oferendas e a barca sagrada. Finalmente, achava-se o santuário do deus (kari). Se os faráos entedessem ampliar um templo construiam-se novas salas, átrios e pilones.

Os templos mais importantes poderiam possuir um lago sagrado, nilómetros, Per Ankh Casas de Vida, armazéns e locais para a residência dos sacerdotes.



 Escrito por pergaminhoh às 03h30 PM
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Ahmés II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cabeça do faraó Amásis.

Ahmés II, em egípcio, ou Amásis II, leitura em grego popularizada por Heródoto, foi um faraó da XXVI dinastia egípcia, que governou entre 570 e 526 a.C., na Época Baixa. O nome egípcio do faraó, Ahmés-Sineit, significa "Nascido da Lua", "Amado de Neit".

Ahmés era oriundo de uma pequena cidade do nomo de Sais no Baixo Egipto, sendo filho de uma mulher de nome Tashereteneset. Começou por ser um general do faraó Apriés que conquistou o poder devido ao clima de descontentamento no exército egípcio. Este descontentamento estava relacionado com a penetração de mercenários gregos no exército que fazia os Egípcios se sentirem preteridos. Após o fracasso da expedição militar que Apriés enviou a Cirene para apoiar o soberano local, o exército aproveitou para se rebelar. Ahmés, inicialmente enviado para tentar conter a revolta, acabou por ser eleito faraó pelos soldados. Após várias tentativas falhadas para tentar recuperar o poder, o rei Apriés foi morto e Ahmés II tornou-se o novo soberano.

No início do seu reinado Apriés teve que fazer frente a uma nova tentativa do rei babilónico Nabucodonosor II para conquistar o Egipto, que atingiu a região de Delta. Contudo, o seu reinado foi pacífico, registando-se apenas como grande campanha militar a conquista da ilha de Chipre.

Apesar de ter conquistado o poder graças a um ambiente de xenofobia, Ahmés manteve relações de amizade com a Grécia; a sua esposa era mesmo grega. O rei concentrou a presença grega na colónia de Náucratis, na região ocidental do Delta (perto da actual Alexandria), numa tentativa de reduzir os contactos entre egípcios e gregos. A esta cidade concedeu privilégios fiscais e comerciais. Para além disso, o faraó apoiou a reconstrução do santuário de Apolo em Delfos, que tinha sido destruído pelas chamas em 548 a.C..

Apriés tentou conter o avanço dos Aqueménidas no Médio Oriente, aliando-se com a Lídia, várias cidades gregas e Samos, cujo tirao Polícrates era detentor de uma poderosa frota.

Segundo o historiador Heródoto, o faraó era um amante da bebida e das mulheres, razão pela qual deixava a governação em segundo plano. Estes relatos devem ser encarados como anedotas com pouco rigor histórico.

Ordenou bastantes construções, como a ampliação de templo de Neit em Sais e um santuário de Ísis em Mênfis.

Ahmés foi sepultado na necrópole de Sais (Egito), mas o seu túmulo não foi até hoje identificado. Foi sucedido pelo seu filho Psametek III (ou Psamético III) que governou durante pouco tempo, dado que o rei persa Cambises II aproveitou para conquistar o Egipto, colocando o ponto final no chamado período saíta (assim denominado devido ao facto da capital do Egipto ser Sais, correspondendo à época da XXVI dinastia), uma era de renascimento da cultura egípcia.



 Escrito por pergaminhoh às 03h25 PM
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Psamtek II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Psamtek II, Museu Britânico.


Psamtek II "Neferibre" do Egipto ( 630 a.c. - 595 a.C.) foi um faraó do Egipto da XXVI dinastia egípcia reinou apenas durante 6 anos, mas foi responsável para a construção de um grande número de monumentos. Fez uma expedição guerreira na Núbia, no entanto teve de dirigir a maioria de sua atenção às guerras no nordeste do país.

Teve uma filha, de nome, Ankhnesneferibre, que foi enviada para Tebas onde foi esposa do novo Deus Amun sucessor a Nitokris e um filho de nome Apries "Wahibre Ha'a'ib.re" que foi faraó do Egipto

O historiador grego Heródoto, escrevendo 5 séculos a.C., refere-se-lhe de forma breve nessa guerra. Foi filho de Necho II "Wehemibre" do Egipto.



 Escrito por pergaminhoh às 03h24 PM
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Psamtek II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Psamtek II, Museu Britânico.


Psamtek II "Neferibre" do Egipto ( 630 a.c. - 595 a.C.) foi um faraó do Egipto da XXVI dinastia egípcia reinou apenas durante 6 anos, mas foi responsável para a construção de um grande número de monumentos. Fez uma expedição guerreira na Núbia, no entanto teve de dirigir a maioria de sua atenção às guerras no nordeste do país.

Teve uma filha, de nome, Ankhnesneferibre, que foi enviada para Tebas onde foi esposa do novo Deus Amun sucessor a Nitokris e um filho de nome Apries "Wahibre Ha'a'ib.re" que foi faraó do Egipto

O historiador grego Heródoto, escrevendo 5 séculos a.C., refere-se-lhe de forma breve nessa guerra. Foi filho de Necho II "Wehemibre" do Egipto.



 Escrito por pergaminhoh às 03h23 PM
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Necho II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estatua do faraó Necho II

Necho II (também Neco ou Nekaw) (660 a.C. - 593 a.C.) foi filho de Psamtek I "Wahibre" ou Psamético I e de Méhétenweskhèt e casou-se com Chédebnitjerboné de quem teve Psamtek II "Neferibre" faraó do Egipto.

Assistiu ao fim do Império Assírio e à ascensão do Império Babilônico sob Nabopolassar (626 a.C. - 605 a.C.).

Tentou impedir o avanço caldeu aliando-se à Assíria para deter Nabucodonosor II (605 a.C. - 562 a.C.), filho e herdeiro de Nabopolassar.

Na Palestina foi detido por Josias, Rei de Judá, em Megido, cidade no centro norte da Palestina. Derrotou e matou o rei Josias, em 609 a.C. na Batalha de Megido. O próprio Rei de Judá entrou em batalha para deter o exército egípcio do Faraó Neco II, mas acabou por ser morto.

A batalha decisiva ocorreu em Carquêmis, no norte da Síria, em 605 a.C., entre Necho II e Nabucodonosor II. Graças ao atraso e danos provocados pelo rei judaico Josias, Necho foi derrotado e a Babilônia pôde consolidar seu domínio sobre a região. Com a derrota definitiva do exército de Neco II, a Babilônia conquistou tudo que pertencia ao Egito, entre o Rio Nilo e o rio Eufrates.

Apesar do fracasso militar, houve um progresso científico no reinado de Necho II: o Faraó contratou o fenício Hanon para realizar uma façanha para aquela época. o fenício partiu numa navegação, saindo do Mar Vermelho, contornou toda a costa africana, retornando ao Egito pelo Mar Mediterrâneo. Essa manobra demorou apenas três anos.



 Escrito por pergaminhoh às 03h23 PM
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Psamético I

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Psamético I ou Psamtek I (690 a.C. - 610 a.C.) foi um faraó egipcio da XXVI dinastia egípcia foi filho de Necho I "Menkheper-rá", faraó do Egito e de Istemabet. Casou-se com Méhétenweskhèt e foi pai de Necho II "Wahemib-rá" do Egito.

Rebelou contra o rei assírio Assurbanipal, tendo sucesso e, portanto, conseguindo a libertação da nação egípcia. Iniciou o período de renascimento econômico, social e cultural. Ele mesmo estabeleceu a capital em Sais, ao invés de Tebas.



 Escrito por pergaminhoh às 03h22 PM
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Período Tardio

Mênfis e a região do Delta tornaram-se alvo de muitos ataques dos assírios até que Psamético I conseguiu reunificar sob o seu controlo o Médio e o Baixo Egipto, criando a 26ª dinastia e iniciando o Período Tardio. Em 656 a.C. tinha conseguido expandir o seu controle por todo o Egito. A dado ponto, sentiu-se suficientemente forte para cortar todos os laços com a Assíria, e o controlo assírio desapareceu. Este período é também conhecido como uma époda de esplendor renovado no Egipto. Durante o reinado de Apries, foi enviado um exército para ajudar os líbios a eliminar a colónia grega de Cyrene. A desastrosa derrota deste exército deu origem a uma guerra civil que resultou na ascensão do general Amásis ao trono. Não se sabe muito acerca do reinado de Amásis, à excepção das notas gregas sobre o seu interesse primordial nas questões domésticas do Egipto e na promoção de boas relações com os vizinhos. Amásis morreu em 526 a.C., sucedido pelo seu filho, Psametek III (ou Psamético III), e um ano mais tarde, em 525 a.C., o Egipto caiu perante o poderio persa. Cambises tornou-se então o primeiro rei da 27ª Dinastia.



 Escrito por pergaminhoh às 03h15 PM
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Taharka

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Taharka realiza oferendas de vinho ao deus Hemen

Taharka foi um faraó da XXV dinastia que reinou entre 690 e 664 a.C.. De origem núbia ou cuchita, sucedeu ao seu irmão Chabataka.

Coroado em Mênfis, cidade que também funcionaria como a sua sede de governo, o seu reinado é o mais esplêndido de todos os reinados cuchitas no Egipto. Após um período de secas, no ano 6 do seu reinado o Egipto conheceu uma cheia que gerou grandes colheitas agrícolas, muito celebrada na época em inscrições realizadas em Coptos, Tânis e Kaua. Nestas inscrições pode ler-se como o evento das cheias foi interpretado como uma intervenção divina de Amon-Ré, que o teria escolhido como rei.

Apoiou rebeliões na região da Palestina com o objectivo de debilitar o poder dos Assírios, que tinham penetrado na região. Em 673 a.C. Taharka e os seus aliados alcançam ali uma vitória, que se traduz na expulsão dos Assírios. Contudo, o rei assírio Assahardão invade o Egipto em 671 a.C., conquistando a cidade de Mênfis. Alguns princípes do Baixo Egipto aproveitam o acontecimento para se revoltar, outros continuaram a apoiar Taharka, que conseguiria reconquistar brevemente o Baixo Egipto em 669, sendo expulso pelos Assírios (liderados agora por Assurbanipal) em 666 a.C. Taharka parte então para Napata, onde morre em 663 a.C., escolhendo como seu sucessor Tanutamon.

Ordenou um vasto programa de construções na Núbia, em Napata, Guebel Barkal, Meroé, Semna, entre outros locais. No templo de Amon em Karnak destaca-se uma alta colunata mandada por si edificar. Perto do templo de Amon, Taharka patrocinou a construção de várias capelas para Osíris, dedicadas ao deus pelo rei e pela adoradora divina de Amon, Chepenuepet II.

Foi sepultado num túmulo que apresenta uma forma piramidal, situado em Nuri, a norte de Napata, onde foram encontradas mais de 10 000 estatuetas funerárias.



 Escrito por pergaminhoh às 03h14 PM
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Shabataka

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Shebiteku)

Shabataka ou Shebiteku foi um rei da XXV dinastia egípcia, de origem núbia. Governou entre 702 e 690 a.C..

Era filho do rei Piye, tendo sucedido ao seu tio Shabaka. Não prosseguiu a política de apaziguamento dos Assírios do seu tio, conhecendo-se uma batalha na Palestina contra os Assírios ganha pelo Egipto.

Foi casado com a sua tia, Amenirdis I, divina adoradora de Amon. A sua filha Chepenuepet II ocuparia o mesmo cargo.

A sua actividade construtora não foi tão intensa quanto a do seu antecessor, mas o rei construiu uma capela junto ao lago sagrado de Karnak.

Shabataka foi sepultado em El-Kurru, tendo sido sucedido pelo seu irmão Taharka.



 Escrito por pergaminhoh às 03h14 PM
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Shabaka

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Shabaka foi um rei do Antigo Egipto de origem núbia, pertencente à XXV dinastia. Governou entre 716 e 702 a.C..

Sucedeu a Piye, seu irmão, seguindo o costume da realeza núbia em privilegiar na sucessão o irmão em detrimento do filho.

Enquanto que o seu antecessor tinha governado desde a Núbia, Shabaka decidirá governar desde o Egipto, a partir de Mênfis. No segundo ano do seu reinado dirige-se ao Delta para terminar com o poder do último representante da XXIV dinastia, Bakenrenef, que controlava esta região.

Terminada a conquista, o resto do seu reinado seria caracterizado por um clima de paz interna e externa. O Egipto não se envolveu em guerras com a Assíria, existindo investigadores que sugerem a assinatura de um tratado de paz com aquela potência. Contudo, na região da Síria-Palestina o rei incentivou rebeliões das cidades contra o poder assírio.

Chabaka procurou um regresso às concepções da época do Império Antigo, que se fez sentir sobretudo no campo das artes. O prenome (ou nome de trono) deste faraó foi Neferka-re, nome que tinha sido usado por Pepi II, um dos grandes reis egípcios do Império Antigo.

Ordenou numerosas construções em locais como Athribis, Mênfis, Abido, Esna, Dendera, Edfu, mas sobretudo em Tebas. Mandou ampliar o templo de Medinet Habu, datado do tempo da XVIII dinastia.

Em Karnak, restaura o cargo de sumo sacerdote de Amon, colocando o seu filho Horemakhet no lugar. A sua irmã Amenirdis I foi Divina Adoradora de Amon, tendo construído a sua capela funerária no interior do templo de Medinet Habu.

É graças a este faraó que hoje em dia se conhece a chamada "teologia menfita" (as crenças sobre as origens do universo desenvolidas na cidade de Mênfis). Chabaka terá ordenado que o texto de um papiro em estado de deterioração avançado fosse transposto para um pedra de granito, a Pedra de Shabaka, que se encontra no British Museum de Londres.

Chabaka foi sepultado numa pirâmide em El-Kurru, na Núbia.



 Escrito por pergaminhoh às 03h14 PM
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A XXV dinastia egípcia teve como fundador o Rei núbio Kashta, que foi aceito como governante do Alto Egito até Tebas. Em contra partida, alguns autores consideram o irmão e sucessor de Kashta, Piye. Piye partiu de Napta, numa extensa campanha, e chegou até Mênfis para reclamar a submissão dos governantes locais, em especial de Tefnakhte e Saís e se declarar o único faraó reinante nas terras de Kemet (o Antigo Egito). Este episódio foi registrado em uma enorme estela no templo de Amon em Napta[1]. Alara foi predecessor de Kashta e não é considerado como um membro da 25ª dinastia por não ter governado nenhuma parte do Egito.

Piye

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Piye, Pié ou Piankh foi um rei da XXV dinastia egípcia, de origem cuchita.

Era filho de Kashta, rei que tinha iniciado a conquista núbia do Antigo Egipto. Tornou-se rei da Núbia em 747 a.C., tendo se dedicado à conquista do Egipto nos anos seguintes. Apresentando-se como campeão do deus Amon, consegue ganhar o apoio do clero deste deus em Tebas. A sua irmã, Amenirdis foi nomeada Divina Adorada de Amon.

O rei Tefnakht da XXIV dinastia, que controlava a região ocidental do Delta do Nilo, avançava para o sul do Egipto com a conquista de Mênfis. Tefnakht tinha formado uma aliança militar com vários reis locais, entre os quais o rei Namart de Hermópolis, que cercaria a cidade de Heracleópolis, controlada por um aliado de Piye, Peftuaubast.

Piye decidiu intervir nestas questão, deslocando-se ao Egipto por volta de 734 a.C.. Depois de participar no festival Opet dedicado a Amon, decidiu cercar a cidade de Hermópolis com o objectivo de derrotar o rei Namart, no qual se revelou sucedido. Heracleópolis foi libertada do cerco e Mênfis foi conquistada por Piye. Os vários reis locais acabariam por se render, incluindo Osorkon de Tânis e Tefnakht (embora este último depois de alguma resistência).

Regressou a Napata, a partir de onde governou o Egipto. Os seus feitos militares foram gravados numa estela em granito, a chamada "Estela da Vitória", achada no Templo de Amon em Napata, que se encontra actualmente no Museu Egípcio do Cairo. Foi sepultado numa pequena pirâmide em El-Kurru, necrópole onde seriam sepultados vários monarcas da XXV dinastia. Foi sucedido pelo seu irmão Chabaka, de acordo com o costume da realeza núbia em atribuir a sucessão ao irmão do rei. Dois dos seus filhos, Chabataka e Taharka seriam também reis do Egipto.



 Escrito por pergaminhoh às 03h13 PM
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Bakenrenef

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Bakenranef)

Bakenrenef ou Bocchoris (em grego) (720 a.C. - 715 a.C.) foi um faraó do Egipto da XXIV dinastia egípcia, Império Tardio (Egipto).

Bibliografia

O sacerdote e historiador egípcio Manetón considera-o o único rei da XXIV Dinastía. Sexto Júlio Africano indica que o seu governo durou seis anos, enquanto que Eusébio de Cesareia (versão de Jorge Sincelo) informa que reinou 44 anos. Foi pai de Nekau ba Irib Ré.

Os estudiosos modernos incluem seu pai Tafnajt ou Tefnakht Shepses-ré, faraó do Egipto na XXIV dinastia egípcia, embora afirmem que o seu reinado foi ainda mais curto que o do filho, tendo durando cerca de cinco anos. Estas informações são-nos fornecidas pelos textos do enterro do Touro Apis. Manetón é ainda a fonte que informa dos acontecimentos do reinado de Uahkara-Bakenrenef.

O primeiro dos seus relatos, fala-nos de que um cordeiro profetizou que o Egipto seria conquistado pelos Assírios, este relato foi depois repetido por outros autores clássicos como foi o caso de Cláudio Aeliano na sua obra (De Natura Animalis 12,3). Um segundo relato diz-nos que Uahkara-Bakenrenef foi capturado por Shabako, um rei da XXV dinastia egípcia que o terá morto queimando-o vivo.

Diodoro Siculo, escrevendo cerca de três séculos depois de Manetón, conta alguns detalhes diferentes. Indica que enquanto Uahkara-Bakenrenef tinha uma fraca aparência era mais sábio que os antecessores. Os egípcios atribuem-lhe uma lei referente aos contratos que proporcionou uma maneira de pagar dividas e contas quando não se tinha redigido um contrato e essa lei foi utilizada até aos tempos de Diodoro. Por este motivo e por outros Diodoro inclui Uahkara-Bakenrenef como um dos seis legisladores mais importantes do antigo Egipto. Apesar da importância relatada por estes escritores, poucos mais registos sobre Uahkara-Bakenrenef perduraram. A principal inscrição sobre o seu reinado refere-se à morte e enterro de um touro Apis no ano 5º e 6º do seu reinado; o resto são algumas estelas que Auguste Mariette descobriu no Serapeum de Saqqara. Foi pai de Nekau ba irib ré, rei do Egipto.



 Escrito por pergaminhoh às 03h11 PM
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A XXIV dinastia egípcia contém um pequeno grupo de faraós que viverm por pouco tempo e governaram tendo como capita a cidade de Saís, na região ocidental do Delta. [1]

Tefnakht

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Tefnakht foi um dos dois faraós que formaram a XXIV dinastia egípcia (o outro foi o seu filho Bakenrenef ou Uahkara-Bakenrenef, segundo informação transmitida por Diodoro da Sicília) que se enquadra no Terceiro Período Intermediário. Reinou aproximadamente oito anos.

Durante esta época assistiu-se a uma fragmentação do poder político, com a formação de vários centros de poder. Tefnakht governou um território no Delta ocidental a partir da cidade de Sais.

Tefnakht formou uma coligação militar com outros princípes do Delta e tentou reconquistar o Alto Egipto aos Núbios, cuja popularidade crescia naquela região devido ao facto de se terem apresentado como devotos do deus Amon.

De acordo com o historiador Maneton, em Mênfis Tefnakht organizou um exército composto por oito mil soldados, mas o rei núbio Pié conseguiu derrotá-lo.

Quando Pié regressou à Núbia, Tefnakht aproveitou a ocasião para declarar-se rei do Egipto. Contudo, o seu filho foi derrotado pelo sucessor de Pié, Chabaka, tendo os Núbios acabado por dominar o Egipto, onde formaram a XXV dinastia.



 Escrito por pergaminhoh às 03h10 PM
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XXIII dinastia egípcia

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Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:

XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo: XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:

 
texto quando necessário.
 
Horemheb Meryamun

Horus está jubiloso, amado de Amon

Segundo os registro do Papiro de Mes, seu reinado foi de longa duração, ainda que um homem que já era comandante militar do Norte, sob Akhenaton, dificilmente ainda estaria vivo sessenta anos após o reinado de Ay, como sugere o papiro. O mais provável é que Horemheb tenha ignorado os tempos do "adorador do disco solar" e seus sucessores, passando a contar seu reinado a partir da morte de Amenhotep III. Isso parece estar confirmado nas listas oficiais de Set I, em Abido, onde Akhenaton não é referido como um faraó, mas como um "demônio".

Horemheb morreu sem deixar herdeiros, sendo sucedido pelo fundador da XIX Dinastia, Ramsés I.



 Escrito por pergaminhoh às 10h51 AM
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Ay

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Ay
Aya
estudo Retrato pensado para ser de Ay
Faraó de Egito
Reinado1323-1319 aC ou 1327-1323 aC, 18 ª Dinastia
AntecessorTutancâmon
SucessorHoremheb
Consorte (s)Tey e Ankhesenamun
CriançasNefertiti e Mutnedjmet
 
 

Ay foi o penúltimo Faraó de Antigo Egipto'S 18 ª dinastia. Ele ocupou o trono do Egito por um período de quatro anos breve (provavelmente 1323-1319 aC[1] ou 1327-1323 aC, dependendo da cronologia é seguido), embora ele era um conselheiro próximo a dois e talvez três dos faraós que governaram antes dele e era o poder atrás do trono durante Tutancâmon'Reinado. Ay prenomen ou real Kheperkheperure nome significa "Everlasting são as manifestações de Ra", enquanto seu nome de nascimento Ay que Netjer- lê como "Sim, Pai, de Deus."[2] Records e monumentos que podem ser claramente atribuídos a Ay são raras, não só devido à sua curta duração, mas também porque o seu sucessor, Horemheb, Instigou uma campanha de damnatio memoriae contra ele e outros faraós associado com o impopular Período de Amarna.



 Escrito por pergaminhoh às 10h49 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h38 AM
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Morte

Pintura mural no túmulo de Tutancâmon

 Acontecimentos após a sua morte

Tutancâmon faleceu aos dezenove anos em 1324 a.C. Uma vez que o seu túmulo não estava ainda pronto, foi sepultado num túmulo de dimensões pequenas, pouco habitual para alguém que ocupou o cargo de faraó.

A sua viúva, Akhesenamon, toma uma atitude desconcertante. Numa carta enviada a Suppiluliuma I, rei dos hititas, a rainha pede ao soberano um dos seus filhos como marido, prometendo-lhe o trono do Egipto. Os hititas tinham sido inimigos do Egito, razão pela qual este pedido era estranho. Suppiluliuma desconfiou das intenções da rainha, julgando tratar-se de uma armadilha. Na resposta enviada perguntou à rainha onde estava o filho de Tutancâmon. Ankhesamon, despeitada, afirma que não tem filhos. Depois de refletir o rei hitita decidiu atender ao pedido da rainha, enviando um filho que seria coroado rei do Egipto. Contudo, este princípe nunca chegou ao Egipto, julgando-se que foi morto no caminho por espiões enviados por Horemheb ou Ay.

Ay casaria com Akhesenamon, talvez contra vontade desta, o que lhe permitiu tornar-se rei. Teria já uma idade avançada (entre os sessenta e os setenta anos), e inexplicavelmente meses depois, a rainha morre misteriosamente, tendo sido faraó durante quatro anos, morrendo de "causas naturais" meses após Horemheb retornar de uma das várias guerras que participava. Respeitou a memória de Tutancâmon, não usurpando os seus monumentos. Foi sucedido por Horemheb que não precisou se casar com ninguém, pois já não haviam membros da família real vivos e o mesmo por ser herói de guerra, teve apoio maciço do povo, reinou durante vinte e sete anos e não deixou herdeiros.

 Causa da morte

Devido à falta de elementos informativos relativos a Tutancâmon, especula-se sobre os motivos da morte do faraó.

Em 1925 foi realizada uma autópsia na múmia por Douglas Derry, tendo se considerado na época a hipótese de uma morte natural, talvez por tuberculose.

Em 1968 uma equipe da Universidade de Liverpool liderada por R.G Harrison obteve autorização para realizar raios-x à múmia. Uma ferida perto da orelha esquerda do faraó, que penetrou no crânio, produzindo uma hemorragia, foi apontada como causa da morte. Esta ferida poderia ter sido causada por um golpe ou um acidente. As radiografias mostraram como um osso tinha penetrado no crânio. Alguns investigadores avançaram com a hipótese de assassinato que teria tido como autores Ay e Horemheb. O que pelas confusões pelo poder na época é o mais provável.

Em janeiro de 2005 a múmia foi retirada do seu sarcófago no túmulo do Vale dos Reis, tendo sido alvo de um exame no qual se recorreu à tomografia computadorizada (TC). Este exame, que teve uma duração de quinze minutos, gerou 1700 imagens.

Os novos exames descartaram a hipótese de morte por assassinato. Em Novembro de 2006 o médico Ashraf Selim, com base em novas e sofisticadas análises, apresentou novas evidências que sustentam esta teoria.[2] Quanto ao osso encontrado no crânio julga-se que foi provocado por um erro durante o processo de embalsamento do corpo.

Em maio de 2005, egípcios, franceses e americanos reconstituíram sua face a partir de imagens de tomografia computadorizada. O rei Tut - como foi apelidado - tinha a parte posterior do crânio estranhamente alongada e o queixo retraído.

Conforme notícias divulgadas pela AFP em 16 de fevereiro de 2010, Tutancâmon teria morrido, na verdade, devido à malária combinada com uma infecção óssea, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.[3] Para outro autor o faraó Tut teria passado por severo episódio de malária antes de assumir o trono, mas teria morrido assassinado por Aye com um golpe na porção posterior do crânio.[4]

O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinaram os cientistas.[5]

 A descoberta do túmulo de Tutancâmon

Inicialmente o túmulo de Tutancâmon estava destinado a situar-se em Amarna, sendo hoje identificado como o túmulo KV-29. Quando se mudou para Tebas foi ordenada a construção de um túmulo na parte oeste do Vale dos Reis. Contudo, como já foi referido, este túmulo não estava concluído quando ocorreu a morte do rei e Tutancâmon foi sepultado num túmulo privado adaptado para si, situado na parte leste do Vale dos Reis .

Em novembro de 1922 foi descoberto o túmulo de Tutancâmon , resultado dos esforços de Howard Carter e do seu mecenas, o aristocrata Lord Carnarvon. O túmulo encontrava-se inviolado em ligaduras, com excepção da antecâmara onde os ladrões penetraram por duas vezes, talvez pouco tempo depois do funeral do rei, mas por razões pouco claras ficaram-se por ali.

A câmara funerária foi aberta de forma oficial no dia 16 de Fevereiro de 1923. Estava preenchida por quatro capelas em madeira dourada encaixadas umas nas outras, que protegiam um sarcófago em quartzito de forma rectangular, seguindo a tradição da forma dos sarcófagos da XVIII dinastia. Em cada um dos cantos do sarcófago estão representadas as deusas Ísis, Néftis, Neit e Selket. Dentro do sarcófago encontravam-se três caixões antropomórficos, encontrando-se a múmia no último destes caixões; sobre a face a múmia tinha a famosa máscara funerária. Decorados com os símbolos da realeza (a cobra e o abutre, símbolos do Alto e do Baixo Egipto, a barba postiça retangular e ceptros reais), o peso dos três caixões totalizava 1375 quilos, sendo o terceiro caixão feito de ouro. Na câmara funerária foram colocadas também três ânforas, estudadas em 2004 e 2005 por arqueólogos espanhóis coordenados por Rosa Lamuela-Raventós. Os estudos revelaram que a ânfora junto à cabeça continha vinho tinto, a colocada do lado direito do corpo continha shedeh (variedade de vinho tinto mais doce) e a terceira, junto aos pés, continha vinho branco. Esta pesquisa revelou-se importante pois mostrou que os egípcios fabricavam vinho branco, mil e quinhentos anos antes do que se pensava.

Na câmara do tesouro estava um estátua de Anúbis, várias jóias, roupas e uma capela, de novo em madeira dourada, onde foram colocados os vasos canópicos do rei. Neste local foram achadas duas pequenas múmias correspondentes a dois fetos do sexo feminino, que se julgam serem as filhas do rei, nascidas de forma prematura.

Embora os objetos encontrados no túmulo não tenham lançado luz sobre a enigmática vida de Tutancâmon, revelaram-se bastante importantes para um melhor entendimento das práticas funerárias e da Arte do Antigo Egipto|arte egípcia.

A "maldição" do faraó

Em torno da abertura do túmulo e de acontecimentos posteriores gerou-se uma lenda relacionada com uma suposta "maldição" ou "praga da morte", lançada por Tutancâmon contra aqueles que perturbaram o seu descanso eterno. O mecenas de Carter, Lord Carnarvon, faleceu a 05 de abril de 1923, não tendo por isso tido a possibilidade de ver a múmia e o sarcófago de Tutancâmon. No momento da sua morte ocorreu na capital egípcia uma falha elétrica sem explicação e a cadela do lorde teria uivado e caído morta no mesmo momento na Inglaterra. Nos meses seguintes morreriam um meio-irmão do lorde, a sua enfermeira, o médico que fizera as radiografias e outros visitantes do túmulo. Para além disso, no dia em que o túmulo foi aberto de forma oficial o canário de Carter foi engolido por uma serpente, animal que se acreditava proteger os faraós dos seus inimigos. Os jornais da época fizeram eco destes fatos e contribuíram de forma sensacionalista para lançar no público a ideia de uma maldição. Curiosamente, Howard Carter, descobridor do túmulo, viveu ainda durante mais treze anos.



 Escrito por pergaminhoh às 10h37 AM
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Reinado

Tutancâmon e Ankhesenamon

Tutancâmon ascendeu ao trono aos nove anos de idade, sucedendo no cargo a Semenkhkare, rei sobre o qual se sabe muito pouco (segundo o egiptólogo Nicholas Reeves, Semenkhkhare seria Nefertiti com outro nome), mas, Semenkhkhare era o título dado á co-regentes dos faraós, esse citado era na realidade um nobre, chamado Panhesy, da alta estirpe de Amarna que se casou com MeritAton, filha mais velha de Akhenaton, que o sucedeu após sua morte - ambos teriam sido assassinados em Amarna juntamente com quase todos seus moradores, pois "Ay" vizir na época, queria o trono para sí e sem herdeiros seria mais fácil. Por milagre, Tuthankamon e sua irmã Ankhesenamon,conseguiram sobreviver á matança e foram levados a Tebas para serem casados e coroados, ele com 9 anos e ela com 11 anos de idade.

Devido à jovem idade do rei, os verdadeiros governantes durante este período foram Aye e Horemheb, dois altos funcionários do tempo de Akhenaton, que mais tarde seriam eles próprios faraós. Ay era, provavelmente amante de Tié (talvez já viúva a esse tempo) e pai de Nefertiti. Durante o tempo de Akhenaton era o intendente dos cargos reais, tornando-se vizir, uma posição de grande prestígio que manteve durante o reinado de Tutancâmon.

No quarto ano do seu reinado o jovem rei mudou o seu nome de Tutankhaton para Tutancâmon ("imagem viva de Amon"). A sua esposa fez o mesmo, passando de Ankhesenpaaton para Ankhesenamon ("ela vive para Amon"). Esta mudança dos nomes está relacionada com a rejeição das doutrinas religiosas de Akhenaton e com a restauração dos deuses antigos. Durante a fase final do reinado de Tutancâmon a repressão sobre o culto aos outros deuses tinha se acentuado, tendo o rei mandado destruir todos os nomes de outros deuses que se achassem em inscrições, com excepção de Aton.

A situação do Egipto parecia ser catastrófica nesta época, a acreditar no texto gravado numa estela, a chamada "Estela da Restauração", que foi encontrada no terceiro pilote do templo de Amon em Karnak. Nele se afirma que os templos dos deuses estavam em pleno estado de decadência e estes, irados, tinham lançado a confusão no país. Até as expedições militares no Próximo Oriente pareciam não alcançar sucesso devido à indiferença perante os templos e os deuses.

Assim, e ainda segundo a estela, o rei terá mandado fazer novas estátuas de deuses, restaurar os seus templos, bem como os cultos diários que ali eram conduzidos pelos sacerdotes.



 Escrito por pergaminhoh às 10h36 AM
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Origens familiares

As fontes disponíveis sobre a vida de Tutancâmon referem explicitamente o nome do pai e da mãe deste rei. A sua origem real é contudo certa, como mostra uma inscrição num bloco de pedra calcária encontrado em Hermópolis onde o rei é descrito como "filho do rei, do seu corpo".

Para alguns investigadores o seu pai foi o rei Amen-hotep III (ou Amenófis III, segundo a versão helenizada do nome), enquanto que outros defendem ter tido como pai o filho e sucessor deste, Amen-hotep IV, que mais tarde mudaria o seu nome para Akhenaton em resultado das concepções religiosas que faziam do deus Aton a divindade mais importante.

Para apoiar a tese da paternidade de Amen-hotep apontava-se as várias inscrições nos muros e na colunata do templo de Luxor, feitas no tempo de Tutancâmon, nas quais o jovem rei refere-se a Amen-hotep como seu pai. Contudo, deve ser salientado que no Antigo Egipto o termo "pai" tinha um sentido amplo, podendo ser utilizado para se referir a um avô ou até mesmo a um antepassado longínquo. A ser filho de Amen-hotep III, poderia ter tido como mãe a grande esposa real deste soberano, Tié, mas segundo historiadores, sendo Akhenaton proscrito, era mais interessante que se pensasse que Amen-hotep III era seu pai. No túmulo de Tutancâmon no Vale dos Reis encontrou-se uma madeixa de cabelo desta rainha. Para reforçar ainda mais esta tese apontam-se as semelhanças físicas entre Tié e Tutancâmon, mas a mesma era sua avó paterna. No entanto, em recente análise de DNA das múmias pelo egiptólogo Zahi Hawass, ficou comprovado que o pai de Tut é o faraó monoteísta Akhenaton[1]

Outra hipótese relativa os progenitores de Tutancâmon, a mais aceita hoje em dia, aponta como seus pais Akhenaton e uma esposa secundária deste, Kiya. Esta rainha poderia ter uma origem estrangeira, talvez mitânia. Uma cena num relevo do túmulo de Akhenaton, no qual a família real lamenta a morte de um membro, é interpretado como uma alusão à morte de Kia durante um parto, sendo este justamente o parto de Tutancâmon. Sabe-se pouco sobre Kiya, mas os últimos dados que se conhecem desta figura referem-se ao ano 11 do reinado de Akhenaton, data que se considera mais ou menos coincidente com o nascimento de Tutancâmon.



 Escrito por pergaminhoh às 10h36 AM
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Tutancâmon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Máscara mortuária de Tutancâmon

Tutancâmon (também conhecido pela grafia Tutankhamon) foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência.

Era filho e genro de Akhenaton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária de seu pai. Casou-se aos 10 anos com Ankhsenpaaton, sua meio-irmã que, mais tarde, trocaria o seu nome para Ankhsenamon, sendo assim, genro de Nefertiti, mãe de Ankhsenpaaton. Assumiu o trono quando tinha cerca de doze anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas). Morreu em 1324 a.C., aos dezenove anos, sem herdeiros - com apenas nove anos de trono - "o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia", na opinião de Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás



 Escrito por pergaminhoh às 10h36 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h35 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h34 AM
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Semenkhkare

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anjjeperura Semenkhkare[1] ou Semenejkara, [2] foi o mais breve e enigmático faraó da XVIII dinastia egípcia, governando de c.1338 a.C. a c.1336 a.C.

O nome de Semenkhkare aparece no final do reinado de Akhenaton, convertido em corregente do trono e, nessa condição, seu sucessor.

Todavia, há muitas dúvidas e teorias sobre sua identidade. As mais aceitas são:

  • Ele seria um dos filhos de Amenhotep III com um de suas esposas reais, talvez Tiy. Nesse caso, ele seria irmão de Akhenaton.
  • Ele seria marido de Meritaton, a filha mais velha de Akhenaton e, por conseguinte, genro do rei.[3] Era adepto convicto da doutrina de Aton, razão pela qual Akhenaton – que não teria herdeiros masculinos – escolheu-o para sucedê-lo. Em alguns anéis de fiança encontrados em Amarna, ele é referido como o “predileto de Aton”. Por outro lado, se correta essa teoria, é estranho que ele não tenha adotado um nome em homenagem a Aton, como o fez Tutankhaton (depois, Tutankhamon). [4]
  • Ele seria filho de Akhenaton com uma de suas esposas secundárias e, desse modo, herdeiro legítimo do trono. No entanto, até hoje somente se registra Tutankamon como filho homem de Akhenaton.[5]
  • Ele seria, na verdade, não um homem mas a própria esposa de Akhenaton, a famosa Nefertiti que, a exemplo de Hatshepsut, teria adotado aparência e títulos masculinos para assumir o trono, após a morte do marido. Em favor dessa teoria conta o fato do nome de Nefertiti deixar de ser mencionado à época em que aparecem referências a Semenkhkare.

Para Paranhos é importante não confundir o título Smenkhkare (que significa o ká de Rá está firmemente estabelecido) com o nome do faraó. Nefertiti assumiu o governo da Terra de Kemi (como era conhecido o Egito) como co-regente de Akhenaton, com o nome de AnkhKheperure Meri WáenRá Nefer-NeferuAten Smenkhkare.[nota_ 1][nota_ 2] Com a morte de Nefertiti e Akhenaton, assume Panhesy, sacerdote do templo de Rá em Heliópolis, ao casar-se com a filha mais velha de Akhenaton e Nefertiti, Merit-Aton, e adotou o título de Smenkhkare, daí a confusão que ainda existe sobre esse faraó.[6]

De qualquer forma, o fato de ter governado por apenas 2 ou 3 anos, sugere que Semenkhkare morreu prematuramente (devia ter menos de 30 anos), em circunstâncias desconhecidas e tão misteriosas quanto as da morte de seu sucessor, o faraó-menino Tutankhamon.

 



 Escrito por pergaminhoh às 10h32 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h29 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h28 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h28 AM
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De Amen-hotep a Akhenaton

No ano 5 do seu reinado o jovem rei decide mudar de nome. De Amen-hotep, nome que significa "Amon está satisfeito" muda para Akhenaton o que significa "o espírito actuante de Aton", o que representou o seu repúdio ao deus Amon. O rei declarou-se também filho e profeta de Aton, uma divindade representada como um disco solar. Akhenaton instituiu o deus Aton como a única divindade que deveria ser cultuada, sendo o próprio faraó o único representante dessa divindade.

No entanto, o deus Aton não era um deus novo no panteão egípcio. Aton era considerado pelos egípcios como uma manifestação visível do deus Rá-Harakhti e já era mencionado nos Textos das Pirâmides, que são os textos de carácter religioso mais antigos encontrados no Egito. O que há de novo na religião introduzida por Akhenaton é o lugar central de Aton, remetendo outros deuses ao desaparecimento ou a uma posição secundária. Dessa forma, Akhenaton pode ser considerado o criador da idéia do Monoteísmo.

Não se sabe ao certo qual teriam sido as motivações de Akhenaton para tomar esta atitude. Aponta-se o poderio do clero de Amon, que possuía terras na Ásia e na Núbia, assim como pedreiras, minas e rebanhos. Todos estes bens seriam transferidos por Akhenaton para o templo de Aton que mandou construir numa nova cidade, Akhetaton.

 Akhetaton, a nova capital do Egipto

No ano 6, Akhenaton decide abandonar Tebas para fundar uma nova cidade dedicada a Aton. Ao contrário de outros deuses, Aton não tinha ainda um local de culto próprio e Akhenaton decide-se por criar um. O local escolhido situa-se entre Mênfis e Tebas, na margem direita do Nilo e recebeu o nome de Akhetaton ("o horizonte de Aton"); actualmente as ruínas deste local são conhecidas como Amarna, o nome da aldeia egípcia próxima.

Os terrenos em redor da cidade eram favoráveis à prática agrícola e a criação, assegurando o abastecimento dos seus futuros habitantes. A cidade foi construída em quatro anos. Parte da população que se fixou na nova capital seria oriunda de Tebas, sendo composta pelos agricultores, militares, escribas e artífices que acompanharam o rei no seu projecto. Julga-se que Akhetaton teve uma população de cerca de vinte mil habitantes. O urbanismo da cidade caracterizava-se pela simplicidade, com grandes avenidas.

No centro da cidade encontrava-se o grande templo de Aton, que tinha cerca de oitocentos metros de comprimento e trezentos metros de largura. A sua arquitectura era completamente diferente de outros templos da XVIII Dinastia: não tinham salas escuras, onde se realizava o culto, mas vários pátios ao ar livre que levavam ao altar do deus. Sendo dedicado a uma divindade solar, não fazia sentido a escuridão das salas; uma estrutura ao ar livre permitia a presença dos raios de Aton.

O palácio real tinha cerca de oitocentos metros, erguendo-se ao longo do eixo principal da cidade,e anexo a ele o faraó possuía um templo particular para suas meditações e orações,que era chamado 'o castelo de Aton'. Ali eram realizados os rituais privados do rei para fazer levantar o Sol da justiça de todas as manhãs. Era uma cerimônia em que o faraó procurava manter a mente limpa e em paz no novo dia que nascia. Só através da influência benéfica dos planos superiores ele poderia julgar e decidir o rumo do Egito com sabedoria e justiça. À norte deste palácio encontrou-se aquilo que seria uma espécie de jardim zoológico. Os altos funcionários possuíam grandes quintas, com os seus jardins.

Uma avenida cortava a cidade de norte a sul. Essa grande avenida tinha mais de trinta e oito metros de largura; talvez tenha sido a maior rua do mundo antigo. O objetivo daquela extensa largura era promover desfiles de carruagens da família real e ser um grande largo para as festividades populares ao deus Aton. A cidade completa, incluindo suas demais ruas internas, dispersava-se para todos os lados em vinte e sete quilômetros, abrangendo os subúrbios de ambas as extremidades. Ali foram construídos templos e moradias para a classe média, composta de arquitetos artesãos e escribas. Além do bairro norte, construiu-se uma aldeia para obrigar os trabalhadores mais modestos, que trabalhavam as pedras e fabricavam os tijolos de barro para as construções.

Akhenaton teve seis filhas com Nefertiti. Com uma rainha secundária, chamada Kia, Akhenaton teve um menino chamado Tutankhaton (a imagem viva de Aton) que se tornou príncipe herdeiro do trono do Egito.

 Governo de Akhenaton

Akhenaton deixou-se absorver pelo sua devoção a Aton, ou talvez pela sua personalidade artista e pacifista, descuidando os aspectos práticos da administração do Egipto. Perante este desinteresse, Aye e o general Horemheb, duas personalidades que mais tarde se tornariam faraós, desempenharam um importante papel no governo.

Entre o ano 8 e o ano 12 sabe-se que Akhenaton desencadeou uma perseguição aos antigos deuses, e em particular, aos deuses que estavam associados à cidade de Tebas, Amon, Mut e Khonsu. O faraó ordenou que os nomes destes deuses fossem retirados de todas as inscrições em que se encontravam em todo o Egipto. Esta situação atingiu directamente não só os sacerdotes, mas a própria população. As descobertas da arqueologia mostram que os donos de pequenos objectos retiraram os hieróglifos do deus Amon deles, numa atitude de autocensura, temendo represálias. Entretanto, em registros arqueológicos de funcionários do faraó, por exemplo, pode-se encontrar, por vezes, utensílios relacionados a antigas divindades politeístas e até mesmo nomes de pessoas que faziam menção ao antigos deuses. Isso pode ser um indício de que, mesmo sob a reforma monoteísta Akhenaton, havia certa tolerância religiosa.

No ano 12 ocorreu um grande festival em Akhetaton, cujo motivo exacto não se conhece. Seria talvez uma espécie de refundação da cidade de Aton. No palácio real foram recebidas delegações da Ásia, Líbia, Núbia e das ilhas do Egeu. No livro Akhenaton - a revolução espiritual do Antigo Egito, este evento teve por razão a co-regência com sua esposa Nefertiti, que passou a adotar o título de Smenkhkare.[nb 1]

O império que o Egipto tinha construído ao longo das últimas décadas desintegrava-se aos poucos, possivelmente porque Akhenaton seria um pacifista, não desejando, portanto, manter reinos vassalos nem uma política militar imperialista. No Médio Oriente o Egipto tinha os seus aliados e parece que o faraó não atendeu aos seus pedidos de ajuda, face à ameaça hitita. Este povo acabará por conquistar o Médio Oriente, tomando os portos da Fenícia; os Mitânios, aliados do Egipto, são varridos do mapa. Povos beduínos invadem a Palestina e conquistam Jerusalém e Megido. Ao sul, o Egipto perde o controle sobre as minas de ouro da Núbia fundamentais para o comércio egípcio.

 A arte de Amarna

Busto de Akhenaton. Museu de Alexandria, Egipto.

O reinado de Akhenaton assistiu à emergência da chamada "arte amarniana", que se caracteriza por um lado pelo naturalismo (abundância de plantas, flores e passáros) e pela convivência familiar do faraó e por outro lado, por uma representação mais realista das personagens que por vezes atinge o ponto da caricatura. A arte oficial apresenta o rei com uma fisionomia andrógina, com um crânio alongado, lábios grossos, ancas largas e ventre proeminente.

Acreditava-se que Akhenaton era portador de algum tipo de deficiência ou portador de alguma doença genética rara que transmitiu aos seus descendentes, como a Síndrome de Marfan ou a síndrome de Fröhlich. Se este fosse o caso, Nefertiti e os altos dignitários também sofreriam de alguma destas doenças visto que surgem representados da mesma forma, o que em parte parece descartar esta hipótese. Contudo, essa hipótese foi posta ao chão com estudos detalhados desenvolvidos por análise de DNA pelo egiptólogo Zahi Hawass, que excluiu a possibilidade dos rostos alongados e aparência feminilizada serem devidos a uma enfermidade congênita na arte do período de Amarna e entende que a sua aparência andrógina é uma característica estilística.[3] Para alguns autores, esta iconografia seria uma manifestação artística que visava romper com os canônes do passado (tal como Akhenaton fizera no domínio religioso) e afirmar a singularidade da família real.

Atribui-se a Akhenaton igualmente talentos na poesia. O faraó teria sido autor do famoso "Hino a Aton" que apresenta semelhanças com o Salmo 104 da Bíblia.

 Últimos anos

Akhenaton reinou por cerca de 17 anos. Aproximadamente no ano 15 do seu reinado surge um misterioso co-regente chamado Smenkhkare. Alguns egiptólogos acreditam que Smenkhkare era a rainha Nefertiti que assumiu atributos de faraó para tornar suave a transição de governo para o herdeiro do trono que, nessa época, deveria ter por volta de quatro anos de idade. Outros acreditam que ele era, na verdade, o filho mais velho de Akhenaton e irmão de Tutankhamon, que lhe sucedeu.

Seja como for, nada se sabe sobre Nefertiti após o ano 15. Na opinião de Cyril Aldred, Nefertiti morreu no ano 13 ou 14 do reinado de Akhenaton. Kia também teria desaparecido mais ou menos na mesma altura que Nefertiti e Meritaton, filha de Akhenaton e Nefertiti, tornou-se a primeira dama do reino.

Não se sabe ao certo sobre a morte de Akhenaton, a não ser que faleceu no 17.º ano de seu reinado. A sua múmia poderia talvez ter sido queimada ou colocada no Vale dos Reis. Suspeita-se que tenha sido assassinado a mando dos sacerdotes, prejudicados por sua administração austera. Uma múmia encontrada na Tumba KV55 também pode ser considerada de Akhenaton.[4]

Smenkhkare reinou por cerca de dois anos até que, aos oito anos de idade, o jovem Tutankhaton foi elevado ao trono do Egito. Seu breve reinado (ele morreu quando tinha aproximadamente 18 anos de idade) foi marcado pela reaproximação da família real com o clero tebano do deus Amon. Tanto que o faraó recém entronizado trocou o seu nome para Tutankhamon (a imagem viva de Amon), selando uma certa paz com os sacerdotes de Tebas e com as antigas tradições egípcias. As radiografias feitas na múmia de Tutankhamon mostram um golpe no crânio, o que levanta a hipótese de ter sido assassinado. Tutankhamon foi sucedido por Aye, que reinou três anos, e este por sua vez foi sucedido por Horemheb.



 Escrito por pergaminhoh às 10h25 AM
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Origens familiares

Amen-hotep era filho de Amen-hotep III, o nono rei da XVIII Dinastia e da rainha Tié. Cresceu no palácio de Malkata, localizado a sul da cidade de Tebas. Durante o reinado do seu pai o Egito viveu uma era de paz, prosperidade e esplendor artístico. Não se sabe muito sobre a sua infância, dado que não era hábito entre os antigos Egípcios documentar a vida das crianças da família real. Teve provavelmente como preceptor Amen-hotep Filho de Hapu e ao que parece enquanto jovem era fisicamente débil, não lhe agradando as actividades relacionadas com a caça e o manejo de armas. Para Roger Bottini Paranhos o preceptor de Amen-hotep foi Meri-Rá, sacerdote do templo de Rá em Heliópolis.[1]

Amen-hotep não estava destinado a ser rei do Antigo Egito. Este lugar iria ser ocupado pelo seu irmão mais velho, o príncipe Tutmés, que era filho de Amen-hotep III com Gilukhipa, uma esposa secundária filha do rei de Mitanni. Porém, Tutmés morreu antes do ano 30 do reinado do pai (possivelmente no ano 26) e Amen-hotep acedeu à categoria de "Filho Maior do Rei", ou seja, herdeiro do trono.

As análises de DNA das múmias egípcias por Zahi Hawass confirmam Akhenaton como filho de Amen-hotep III e pai de Tutankamon, resgatando seu importante papel na história do Antigo Egito.[2] No livro Akhenaton - a revolução espiritual do Antigo Egito, de Roger Paranhos, o autor afirma que a mãe de Akhenaton não seria a rainha Tié (ou Tii), mas a segunda esposa do faraó Amen-hotep III (ou Amenófis III), conhecida por Telika, que seria de origem asiática, no entando, as análises de DNA não parecem corroborar essa hipótese.

Amen-hotep tinha sido criado para ser sacerdote do templo de Heliópolis, cidade do Baixo Egipto que era o centro do culto do deus solar . Quando o seu irmão faleceu é possível que também tenha herdado o cargo de sumo-sacerdote de Ptah, deus associado aos artistas.

 O reinado em Tebas

Akhenaton e Nefertiti

Akhenaton tornou-se rei aos quinze anos por volta de 1364 a.C. Os investigadores dividem-se em torno de uma possível co-regência de Amen-hotep III e do seu filho, não existindo certeza a este respeito. Associar um filho ao trono ainda em vida de faraó foi um recurso utilizado por vários reis egípcios de modo a garantir uma sucessão sem problemas.

Quando os reis egípcios subiam ao trono adoptavam cinco nomes, que de certa forma indicavam o programa simbólico do novo monarca. Estes cinco nomes são conhecidos como a titulatura e no caso de Amen-hotep IV foram os seguintes:

  • Nome de Hórus: Touro poderoso com as duas altas plumas
  • Nome das Duas Damas: Grande é a sua realeza em Karnak
  • Nome do Hórus de Ouro: O que leva as coroas de Hermontis
  • Rei do Alto e Baixo Egipto: Maravilhosas são as manifestações de Rá
  • Filho de Rá: Amen-hotep, divino regente de Tebas

Pensa-se que nesta altura já estaria casado com Nefertiti, a sua famosa esposa. Durante muito tempo defendeu-se que Nefertiti teria uma origem estrangeira, devido ao fato do seu nome significar "a bela chegou", mas actualmente a maioria dos investigadores considera que ela seria egípcia, talvez natural da cidade de Akhmim. A união entre ambos parece ter sido imposta pela mãe, que seria tia de Nefertiti; no entanto, entre os dois desenvolveu-se um grande afecto e Nefertiti alcançou um protagonismo político sem antecedentes entre as esposas reais.

Em Tebas, bem como em Mênfis e em Hermopólis, Amen-hotep iniciou um programa de obras públicas. Em volta do templo de Amon em Karnak (Tebas) mandou construir quatro templos dedicados a Aton, o que para alguns autores seria uma tentativa de realizar uma fusão entre os dois deuses.

Um dos mais interessantes destes templo é o conhecido como o "Hutbenben", o que significa casa de Benben. Benben era o monte inicial a partir do qual surgiu o deus Aton (uma manifestação do deus solar), que iniciou a criação do mundo. Neste templo vê-se como oficiante a rainha Nefertiti, acompanhada de uma filha, Meketaton, o que mostra o papel central desempenhado pela rainha nas concepções religiosas de Akhenaton.

Para se conseguir criar estes templos em pouco espaço de tempo os engenheiros de Amen-hotep recorreram a uma nova técnica. Dado que estes templos foram concebidos sem a necessidade de telhado, as paredes não tinham que ser tão robustas. Os construtores cortaram blocos de pedra com cerca de 50 cm de comprimento e 25 cm de largura e altura, que são conhecidos hoje como "talatat" ("árvore" em árabe). Recorrendo a estes blocos os pedreiros construíram os templos.

No ano 3 do seu reinado Amen-hotep celebrou o festival "sed". Estes festivais eram celebrados quando o faraó fazia trinta anos de reinado. Não se sabe a razão que levaria Amen-hotep a celebrar este festival tão cedo. O que sabe é que no festival apenas mencionou o nome do deus Aton. As cerimónias do "sed" tiveram lugar numas das estruturas referidas anteriormente, conhecida como o Guemetpaaton



 Escrito por pergaminhoh às 10h24 AM
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Akhenaton ou Aquenáton (cujo nome inicial foi Amen-hotep IV ou, na versão helenizada, Amenófis IV) foi um grande faraó da XVIII Dinastia egípcia. A historiografia credita esta personalidade com a instituição de uma religião monoteísta entre os egípcios, numa tentativa de retirar o poder político das mãos dos sacerdotes, principalmente aqueles do deus Amon da cidade de Tebas.

Para concentrar o poder na figura do faraó, ou para apenas retirar o poderio dos sacerdotes, Akhenaton instituiu o deus Aton como a única divindade que deveria ser cultuada, sendo o próprio faraó o único representante e mediador dessa divindade. Outras fontes acreditam que Akhenaton apenas queria retirar o poder dos sacerdotes, que em muito influenciavam a vida política dos egípcios, de forma muitas vezes nocivas.



 Escrito por pergaminhoh às 10h24 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h22 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h21 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h21 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h21 AM
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História

Era filho do rei Tutmés IV e da rainha Mutemuia. Acedeu ao trono quando ainda era uma criança, talvez aos dez ou doze anos.

Casou com Tiyi, uma jovem que não era oriunda do meio nobre. Por altura do seu casamento fabricaram-se escaravelhos comemorativos com cerca de dez centímetros, nos quais se comunicava o nome do pai e da mãe da noiva (Yuya e Tuya respectivamente). Estes objectos foram enviados um pouco por todo o Egipto e também para o estrangeiro. O irmão de Tiyi, Anen, viria a exercer altas funções como sacerdote de Ámon.

 Reinado

No começo do seu reinado (ano 5) reprimiu uma pequena revolta na Núbia, mas de uma forma geral o seu reinado ficou marcado pela paz, graças às campanhas militares que tinham sido realizadas pelos seus antecessores, como Tutmés III, e que tinham feito do Egipto uma potência respeitada. Amen-hotep recorreu mais à diplomacia do que à força, como mostra a troca de correspondência entre o faráo e os soberanos de Mitanni (Síria), Babilónia e Arzawa (Anatólia). Fez parte das alianças com estes impérios o casamento com princesas que se tornaram suas esposas secundárias.

As relações comerciais com o estrangeiro permanecem activas: do Chipre o Egipto recebe o cobre e da Babilónia cavalos e lápis-lazúli, trocando estes bens por ouro da Núbia.

No ano vinte e oito do seu reinado iniciaram-se os preparativos para o jubileu que celebraria os trinta anos do seu reinado. Por esta altura, o faraó pretendeu afirmar-se como filho do deus Aton, para desta forma limitar a influência dos membros do clero de Amon, que sendo detentores de terras, minas e mesmo de uma frota e polícia tinham uma influência cada vez maior na política egípcia. Esta situação levou a conflitos entre os partidários das duas divindades. O seu filho e sucessor, Amen-hotep IV (Akhenaton) levou as ideias do pai às últimas consequências, rompendo com o clero de Amon e fazendo de Aton a única divindade digna de culto. Para além do jubileu do ano trinta do seu reinado, realizaram mais dois jubileus, no ano trinta e quatro e no ano trinta e sete.

 Construções

O faraó mandou construir uma série de edifícios, tendo em Amen-hotep, filho de Apu o seu principal arquitecto. Destes salientam-se um templo funerário na margem ocidental de Tebas, do qual só restam duas esculturas gigantescas que representam o faraó, às quais os gregos deram o nome de Colossos de Memnon, por ali verem um dos heróis da Guerra de Tróia. Outras obras do seu reinado foram um palácio em Malkata, que possuía um lago, para além das estruturas mais importantes do Templo de Luxor e um pilão no templo de Karnak. Amen-hotep foi enterrado na tumba WV22 no Vale dos Reis.



 Escrito por pergaminhoh às 10h17 AM
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Amen-hotep III

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Amen-hotep III foi um faraó da XVIII dinastia egípcia. O seu longo reinado de cerca de quarenta anos correspondeu a uma era de paz, prosperidade e de esplendor artístico no Antigo Egipto. Estima-se que governou entre 1389 a.C.- 1351 a.C. ou entre 1391 a.C. - 1353 a.C.



 Escrito por pergaminhoh às 10h17 AM
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A chegada de Tutmés IV ao trono foi um golpe nos poderosos sacerdotes do deus Amon, da cidade de Tebas, que estavam acumulando poder com o favorecimento dos monarcas anteriores. O novo faraó demonstrou sua preferência para com Rá, divindade solar da cidade de Heliópolis, num episódio que é considerado pelos egiptólogos como o embrião da reforma religiosa realizada anos depois pelo faraó Akhenaton[1].

 

 

Detalhe da Estela do Sonho. Gizé, Egito.

Tutmés IV e a Grande Esfinge

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A Grande Esfinge de Gizé, guardiã das pirâmides dos faraós Miquerinos, Quefrén e Queóps – esta última conhecida como “A Resplandecente” e a única das Sete Maravilhas do mundo antigo ainda de pé – foi construída por volta de 2500 a.C., a mando do faraó Quefrén. Entretanto sabe-se que durante o longo período da história do Egito antigo este monumento foi coberto várias vezes pelas areias do deserto. Milhares de anos depois de sua construção, por volta de 1413 a.C., ela encontrava-se coberta até o pescoço.

Foi nesta época que o jovem príncipe Tutmés, filho do faraó Amenhotep II, teve um sonho ao adormecer sob a esfinge durante uma caçada:

“Andando a caçar certo dia no deserto, sentou-se para descansar à sombra da grande Esfinge, ou ao menos daquilo que dela emergia da areia. Cansado, adormeceu e sonhou que a Esfinge lhe falava, ‘como um pai fala a um filho: Olha-me, pois, meu filho Tutmés, eu sou o teu pai Harmachis-Quéfren-Rá-Atum (…) Tu unirás a Coroa Branca e a Vermelha sobre o Trono de Geb, o Rei dos deuses (…) o meu coração está voltado para ti, porque tu deves ser o meu protetor. O meu coração está acabado e a areia do deserto me oprime; socorre-me e faze o que é o meu desejo, já que tu és o meu filho e Eu estou contigo; Eu sou o teu guia’. O príncipe desperta e coloca ‘as palavras do deus no silêncio do coração’”.

As palavras acima foram gravadas na chamada Estela do Sonho, que se ergue ainda hoje entre as patas da Esfinge, após o monumento ter sido desenterrado das areias do deserto por ordem do príncipe Tutmés quando este ascendeu ao trono com o nome de Tutmés IV, o oitavo faraó da XVIII dinastia egípcia, que governou o país de 1413 a.C. a 1405 a.C aproximadamente. E através delas pode-se deduzir que o príncipe Tutmés não estava, pelo menos a princípio, destinado ao trono do Egito.

Estátua de Tutmés IV e sua mãe, Tia, abraçados. Museu Egípcio do Cairo.

Seguindo através deste raciocínio percebemos que neste episódio apareceu uma outra forma de tentativa de legitimação do poder real pelo faraó ou por seus partidários: a própria divindade, representada pela Esfinge, interveio no mundo dos homens e escolheu o sucessor do rei, recompensando-o com o trono real. 

A Grande Esfinge de Gizé, com a Estela do Sonho, colocada a mando do faraó Tutmés IV, entre suas patas. Gizé, Egito.

A chegada de Tutmés IV ao trono foi um golpe nos poderosos sacerdotes do deus Amon, da cidade de Tebas, que estavam acumulando poder com o favorecimento dos monarcas anteriores. O novo faraó demonstrou sua preferência para com Rá, divindade solar da cidade de Heliópolis, num episódio que é considerado pelos egiptólogos como o embrião da reforma religiosa realizada anos depois pelo faraó Akhenaton[1].

Detalhe da Estela do Sonho. Gizé, Egito.

 

[1] Quando por ordem do soberano foram proibidos os cultos a quase todas as divindades egípcias, com exceção de Aton, o disco solar. Os templos foram fechados e houve uma campanha que perseguiu principalmente o culto a Amon. Esta culminou com a raspagem do nome do deus dos templos e com a mudança da capital do Egito de Tebas, cidade cujo patrono era Amon, para uma nova cidade construída ao norte, Akhetaton (“O Horizonte de Atonv



 Escrito por pergaminhoh às 10h15 AM
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Burial, sucessão e herança

A múmia do faraó Amenhotep I desembrulhou

Certos estudiosos têm argumentado que Amenhotep I podem ter nomeado Tutmés I, coregent antes de sua morte. nome de Tutmés I aparece junto ao nome de Amenhotep sobre uma barca que foi usado como preenchimento para a terceira torre em Karnak,[19] e este é freqüentemente usado como prova de que Amenhotep tinha nomeado como co-regente Tutmés. Isso, no entanto, não conseguiu convencer a maioria dos estudiosos que observam que pode ser um simples caso de Tutmés associar-se com o seu antecessor real.[8] Alternativamente, um texto tem sido interpretado como significando que Amenhotep pode ter nomeado o seu filho recém-nascido como co-regente, que então o precedeu na morte.[38] No entanto, o consenso acadêmico é que há muito pouca evidência para qualquer co-regência.

Depois de Amenhotep morreu, onde sua tumba foi localizado, seu corpo não ficou lá. Amenhotep I corpo foi encontrado na Deir el-Bahri Cache acima do Funerária Templo de Hatshepsut[6] e agora está no Museu Egípcio em Cairo. Sua múmia aparentemente, não tinha sido saqueada pela dinastia 21, e os sacerdotes que se mudou para a mamã teve o cuidado de manter a Cartonnage intactas. Por causa dessa máscara requintado, Amenhotep é a múmia real, que só não foi desenvolvida e examinados pelos egiptólogos modernos.[6]

Uma imagem de Amenhotep I de seu culto funerário

Funerária Cult

Amenhotep foi divinizado após a sua morte e fez o patrono da vila, que abriu em Deir el-Medina.[8] Sua mãe, que viveu pelo menos um ano mais do que ele fez, também foi divinizado após a sua morte e tornou-se parte de sua ladainha.[5] Como mencionado anteriormente, a grande maioria das estátuas de Amenhotep vem na forma de um ídolo a partir deste culto funerário durante os períodos posteriores. Ao ser adorado, ele tinha três manifestações divinas: "Amenhotep da Cidade", "Amado Amenhotep de Amon", e "Amenhotep do Pátio", e era conhecido como um deus que produziram oráculos.[8] Algumas das perguntas feitas a ele foram preservados em ostraca de Deir el-Medina, e parecem ter sido redigidas de tal maneira que o ídolo do rei aceno poderia (ou ser causados ao aceno) a resposta.[39] Ele também tinha um número de festas dedicadas a ele que se realizaram ao longo do ano.[8] Durante o primeiro mês, uma festa era celebrada em honra do aparecimento de Amenhotep para os trabalhadores necrópole, que provavelmente significa que seu ídolo foi levado para Deir el-Medina.[40] Outra festa foi realizada no trigésimo do quarto mês, e depois mais duas foram realizadas no sétimo mês.[40] A primeira foi a "divulgação do sofá funeral de rei Amenhotep," que provavelmente comemorado o dia da sua morte.[40] A segunda, comemorado há quatro dias no final do mês, foi a "grande festa do rei Amenhotep senhor da cidade." Mais tarde na história egípcia, o sétimo mês foi nomeado após este festival ", Phamenoth".[40] Outra festa foi realizada no dia 27 do nono mês, eo último festival realizou-se conhecido por vários dias, pelo menos entre os dias onze e treze do décimo primeiro mês, que com toda a probabilidade comemorou a data de adesão Amenhotep ao trono.[40]

Mais luz é derramado sobre culto funerário de Amenhotep por vários documentos que aparecem ao pormenor os rituais dedicado a Amenhotep.[41] Três papiros da época de Ramsés II registro da liturgia usada pelos sacerdotes, e relevos de Karnak e Medinet Habu ilustram ritos selecionar e magias.[41] A maior parte dos rituais de preocupação para a preparação e realização da oferta diária de bebidas alcoólicas para o ídolo, incluindo a recitação de um fórmula htp-di-nswE, purificando e vedação do santuário, no final do dia.[42] O restante da preocupação ritos como realizar diversas festas ao longo do ano.[43] Nestes casos, o ídolo Amenhotep ou de um sacerdote para representá-lo é realmente oficiante do culto de Amon, em vez de ser adorado a si mesmo, que não era uma prática típica do culto no Egito antigo.[44]



 Escrito por pergaminhoh às 10h09 AM
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Cultural e da evolução intelectual

Estela mostrando Amenhotep I, com sua mãe

Um grande número de estátuas de Amenhotep foram encontrados, mas são na maior parte do período Ramessid,[8] feito para o seu culto póstumo funerário.[19] Isso faz com estudo da arte de seu reinado difícil.[19] Baseado em suas poucas estátuas autênticas, parece que Amenhotep continuou a prática de estilos de cópia do Império Médio.[23] Arte na antiga dinastia 18 foi particularmente semelhante à do início do Império Médio,[24] e as estátuas produzidas por Amenhotep I claramente copiados dos Mentuhotep II e Senuseret I.[25] Os dois tipos são tão semelhantes que os egiptólogos modernos têm tido dificuldades para fazer os dois separados.[23]

Foi provavelmente Amenhotep I, que abriu o artesão da aldeia de Deir el-Medina, que foi responsável por toda a arte que encheu as tumbas na necrópole de Tebas "para as gerações seguintes dos governantes do reino novo e nobres.[8] O primeiro nome encontrado lá é o de Tutmés INo entanto Amenhotep era claramente uma figura importante para os trabalhadores da cidade desde que ele e sua mãe estavam ambos divindades seu patrono.[26]

Duas peças importantes da literatura foram desenvolvidas durante este período. Primeiro, o Livro do que existe no Mundo Inferior, Um texto funerário importantes usados no Novo Reino, acredita-se que tenha entrado em sua forma final durante o reinado de Amenhotep, uma vez que ele aparece pela primeira vez na tumba de Tutmés I.[27] A Papiro Ebers, Que é a principal fonte de informações sobre a medicina egípcia, parece até a data desta época (a menção da origem helíaco de Sothis, através da qual o início da cronologia do Novo Império é geralmente calculado foi encontrado no verso deste documento).[27]

Parece que durante o reinado de Amenhotep I a primeira relógio de água foi inventado.[28] Tribunal de Amenhotep astrônomo Amenemheb tomou o crédito para criar este dispositivo em sua biografia túmulo, embora as datas mais antigas mecanismo de sobrevivência para o reinado de Amenhotep III.[29] Esta invenção foi de grande benefício para a pontualidade, pois a hora egípcia não foi um período fixo de tempo, mas foi medido como 1/12th da noite.[29] Quando as noites eram mais curtas no verão, esses waterclocks poderia ser ajustado para medir as horas de menor precisão.[29]

 Edifícios

Amenhotep I da capela de alabastro reconstruído no Karnak

Amenhotep projetos de construção têm sido quase sempre obliterada por projetos de construção posterior, portanto, é difícil avaliar o alcance de seu programa de construção. A partir de fontes escritas, é sabido que ele encomendou ao arquitecto Ineni para expandir a Templo de Karnak.[30] biografia Ineni tumba indica que ele criou um côvado portão 20 do calcário na zona sul de Karnak.[31] Ele construiu uma capela barca sagrada de Amon de alabastro e uma cópia do White Chapel de Senuseret III, Porém eles foram desmontados por Amenhotep III para preencher a sua terceira pilone.[19] Karnak também contém estruturas que eram, aparentemente, construiu para a sua festival Sed, Mas ele morreu antes que pudesse usá-los.[32] Um templo foi construído na Núbia na Saï,[6] e ele construiu estruturas no Alto Egito, em Elefantina, Kom Ombo, Abydos, e do Templo de Nekhbet, mas não construir nada no Baixo Egito, como seu pai.[27]

complexo mortuário

Amenófis I foi o primeiro rei do Egito, para separar seu templo mortuário de seu túmulo, provavelmente para evitar que os ladrões túmulo de encontrar seu túmulo com a mesma facilidade. As ruínas desse templo são mais provável de ser encontrado no extremo norte do Deir el-Bahri.[33] Deir el-Bahri parece ter tido algum tipo de significado para a funerária Amenhotep, uma vez que Theban Tomb 358, o túmulo de sua rainha Ahmose Meritamon-, Também foi encontrado nas proximidades.[34] No entanto, o templo de Amenhotep foi localizado onde Hatshepsut destina-se a construir seu templo mortuário. primeiro plano de Hatshepsut pode ter poupado o templo, no entanto, quando ela acrescentou o terraço inferior que foi demolido,[35] e apenas alguns tijolos inscrito com o nome de Amenhotep permanecem.[33] As estátuas real dentro do templo foram, então, mudou-se para o templo funerário próximo de Mentuhotep II.[34]

A localização do túmulo de Amenhotep é como ainda não identificados. O túmulo era conhecido por ser intacta durante o reinado de Ramsés IX, Mas sua localização não foi divulgada.[6] Existem dois locais possíveis para a localização de Amenhotep I do túmulo desconhecido, um no alto do Vale dos Reis, KV39 e outro em Dra Abu el-Naga ", Tomb ANB.[9] Tomb ANB é considerada a possibilidade mais provável, porque ele contém objetos com seu nome e os nomes de alguns membros da família.[36] Escavações em 39 KV indicaram que em vez disso, foi utilizada como área de armazenamento anterior para o Cache de Deir el-Bahri[37] e "Abu el-Naga" Dra. ANB é considerado o local mais provável.[6][27]

 



 Escrito por pergaminhoh às 10h09 AM
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Família

Amenhotep I era filho de Ahmose I e Ahmose-Nefertari. Seus irmãos mais velhos, o príncipe herdeiro Ahmose Sapair e Ahmose-ankh, Morreu antes dele, assim abrindo caminho para sua ascensão ao trono.[5] Amenhotep provavelmente chegou ao poder enquanto ele ainda era jovem ele mesmo, e sua mãe, Ahmose-Nefertari, parece ter sido regente por ele, pelo menos, um tempo curto.[6] Isso é evidenciado, pois tanto ele quanto sua mãe são creditados com a abertura de uma aldeia do trabalhador no local de Deir el-Medina.[6] Amenhotep levou sua irmã Ahmose Meritamon- como sua Grande Esposa Real.[7] O nome de outra mulher, Sitkamose, é atestada em uma décima nona dinastia estela.[8]

Além disso, sua relação com todos os outros membros da família possível tem sido questionada. Ahhotep II é normalmente chamado de sua esposa e irmã,[7] apesar de uma teoria alternativa que ela era sua avó.[8] Ele é pensado para ter tido um filho com Ahhotep II, Amenemhat, que morreu ainda muito jovem.[7] Este continua a ser o consenso, embora existam argumentos contra esse relacionamento também.[8] Sem herdeiros vivos, foi sucedido por Amenhotep Tutmés I, A quem ele se casou com a sua irmã, Aahmes,[7] embora, mais uma vez não há provas definitivas de que os dois eram parentes. Desde Aahmes nunca é chamado de "Filha do Rei", em qualquer inscrição, alguns estudiosos dúvida, essa relação também.[8]

 Datas e duração do reinado

No nono ano de Amenhotep I, aumento heliacal de Sothis Observou-se no nono dia do terceiro mês do verão.[9] Os astrônomos modernos calculam que, se a observação foi feita a partir Memphis ou Heliópolis, Tal observação só poderia ter sido feita no mesmo dia em 1537 aC. Se a observação foi feita em TebasNo entanto, ele só poderia ter ocorrido em 1517.[10] A última opção é geralmente aceita como correta, já que Tebas foi a capital da dinastia dos 18 primeiros Egito, portanto, Amenhotep I é dada uma data de adesão, em 1526 aC,[9] embora a possibilidade de 1546 BC não está completamente descartado.

Manetho'S estados Epitome Amenhotep I, que governou o Egito por 20 anos e 7 meses ou 21 anos, dependendo da fonte.[11] Enquanto a data de Amenhotep I do mais alto funcionário atestado é apenas o seu Ano 10, os dados de Manetho é confirmada pelas informações de uma passagem da autobiografia tumba de um mago chamado Amenemhat. Esse indivíduo afirma explicitamente que serviu sob Amenhotep I há 21 anos.[12] Assim, na cronologia alto, Amenhotep I é dado um reinado de cerca de 1546-1526 aC e, na cronologia de baixo, de cerca de 1526-1506 aC ou 1525-1504 aC,[13] Embora alguns estudiosos do indivíduo pode variar de poucos anos.

A política externa

Alívio de Amenhotep I, a partir Karnak.

Amenhotep I's Horus e Dois nomes Feminina"Bull que conquista as terras" e "Aquele que inspira grande terror", são geralmente interpretado como significando que Amenhotep I destinado a dominar as nações vizinhas.[9] Dois textos túmulo indicam que liderou campanhas em Núbia. Segundo os textos túmulo de Ahmose, filho de Ebana, Amenhotep depois procurou expandir para o sul do Egipto fronteira com a Núbia e liderou uma força de invasão que derrotou o exército de Núbia.[14] A biografia túmulo de Pen Ahmose Nekhebet- diz que também lutou em uma campanha em Kush,[15] no entanto, é bem possível que ele se refere a mesma campanha como Ahmose, filho de Ebana.[9] Amenhotep construíram um templo em Saï, Mostrando que ele havia estabelecido acordos egípcio quase tanto quanto a catarata terceiros.[6]

A única referência no túmulo de Ahmose Pen-Nekhebet indica uma outra campanha em Iamu na terra de Kehek.[16] Infelizmente, a localização da Kehek é desconhecida. Foi por muito tempo acreditava que Kehek foi uma referência para o Líbio tribo, Qeheq e, portanto, foi postulado que os invasores Líbia aproveitou-se da morte de Ahmose para mover para o oeste do delta do Nilo.[17] Infelizmente para essa teoria, as pessoas Qeheq só apareceu nos últimos tempos, e Kehek identidade permanece desconhecida. Núbia é uma possibilidade, uma vez que Amenhotep fez campanha lá, e do deserto ocidental, e os oásis também foram sugeridas, uma vez que estes parecem ter caído sob controle egípcio, mais uma vez.[16]

Egito havia perdido no deserto ocidental e os oásis durante o segundo período intermediário, e durante a revolta contra o Hicsos, Kamose considerou necessário guarnição eles.[18] É incerto quando foram plenamente retomada, mas em uma estela, o título "Prince Governador dos oásis "foi usada,[19] o que significa que o reinado de Amenhotep de forma a Quem terminus ante para o retorno do governo egípcio.[18]

Não há campanhas registrados no Sírio-Palestina durante o reinado de Amenhotep I's. No entanto, de acordo com a Tombos Stela de seu sucessor, Tutmosis I, quando Tutmés liderou uma campanha na Ásia todo o caminho até o rio Eufrates, ele não encontrou ninguém que lutou contra ele.[20] Se Tutmés não conduzir uma campanha que não foi registrada na Ásia antes que esta registrado, isso significaria que o faraó anterior teria de pacificar a Síria em vez disso,[21] o que indicaria uma possível campanha asiática de Amenhotep I. Duas referências ao Levante potencialmente escrito durante o seu reinado pode ser testemunhas da época para tal campanha. Um dos candidatos para o túmulo do faraó Amenhotep contém uma referência para Qedmi, que está em algum lugar Canaã ou o Transjordânia, O túmulo de Amenemhat e contém uma referência hostil à Mitanni.[22] No entanto, nenhuma destas referências remete necessariamente para a campanha, nem mesmo necessariamente a data do reinado de Amenhotep. A localização do túmulo de Amenhotep não é certo, e Amenemhat viveu para servir sob vários reis que são conhecidos por terem atacado Mitanni.[22] Registros do reinado de Amenhotep são simplesmente demasiadamente escassa e muito vaga para chegar a uma conclusão sobre qualquer campanha sírio.



 Escrito por pergaminhoh às 10h08 AM
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Amenhotep I

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Amenhotep I
Um dos poucos sobreviventes representações tridimensionais de Amenhotep I contemporânea ao seu reinado, agora no Museu de Belas Artes, Boston.
Faraó de Egito
Reinado1526-1506 aC (disputado), de 20 anos e 7 meses em Manetho[1], 18 ª Dinastia
AntecessorAhmose I
SucessorTutmés I
Consorte (s)Ahmose Meritamon-
CriançasAmenemhat (morreu jovem), possivelmente Rainha Ahmose
PaiAhmose I
MãeAhmose-Nefertari
Morreu1506 ou 1504 aC
EnterroMúmia encontrada em Deir el-Bahri cache, mas era provável originalmente enterrados em Dra Abu el-Naga " ou KV39

Amenhotep I (Por vezes entendida como Amenófis I e significado "Amun está satisfeito ") foi o segundo Faraó da 18 ª dinastia de Egito. Seu reino é BC geralmente datado de 1526-1506. Ele nasceu para Ahmose I e Ahmose-Nefertari, Mas teve pelo menos dois irmãos mais velhos, Ahmose-ankh e Ahmose Sapair, E não era esperado para herdar o trono. No entanto, em algum momento os oito anos entre Ahmose I's 17 anos do reinado ea sua morte, seu herdeiro morreu e tornou-se Amenhotep príncipe herdeiro.[3] Ele então subiu ao trono e governou por cerca de 21 anos.[1]

Embora seu reinado é pouco documentado, é possível juntar uma história de base da evidência disponível. Ele herdou o reino formado por conquistas militares de seu pai e dominância mantida Núbia e Delta do Nilo, Mas provavelmente não tentar manter o poder em Sírio-Palestina. Ele continuou a reconstrução de templos no Alto Egito, E revolucionou o design complexo mortuário, separando o seu túmulo de sua templo mortuário, Definição de uma tendência que persiste ao longo do Novo Reino. Após sua morte, ele foi deificado para o deus patrono de Deir el-Medina.[4]



 Escrito por pergaminhoh às 10h06 AM
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Amen-hotep é um nome egípcio que significa "o deus Amon está satisfeito". Este antropónimo penetrou na língua portuguesa como Amenófis, por influência da versão grega do nome.

Por vezes este nome surge escrito em português como Amenhotep, mas a forma mais correcta é Amen-hotep (com hífen), uma vez que evita a formação do dígrafo "nh", o que caso não sucedesse daria lugar a um nome longe do original.

Foi o nome de vários faraós da XVIII dinastia egípcia:

Foi também o nome de um vizir do faraó Amen-hotep III, Amen-hotep "Filho de Apu".



 Escrito por pergaminhoh às 10h03 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h00 AM
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 Escrito por pergaminhoh às 10h00 AM
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Atividade construtora

Obelisco de Tutmés III localizado no Hipódromo de Constantinopla, Istambul.

Tutmés também implementou uma grande atividade construtora, erguendo grandes obras. Isto foi possível, em grande parte, graças à grande receita obtida através dos tributos pagos pelos povos submetidos, pelo saque de guerra e pelo ouro oriundo da Núbia. Tal atividade só viria a ser alcançada séculos mais tarde por Ramsés II.

O local de maior expressão desta actividade construtora foi o templo de Amon em Karnak. Nele foram erguidos dois obeliscos (que se encontram hoje em dia em Roma e Istambul) e acrescentado dois pilones. As colunas de madeira do templo foram substituídas por colunas de pedra, tendo também sido construído um novo santuário para a barca divina.

A leste do grande templo de Karnak construiu-se em blocos de arenito uma estrutura denominada Akh-menu ("sala das festas"), que tinha entre os seus objectivos servir como espaço de celebração da festa Sed do faraó. Neste existe uma pequena sala com quatro colunas papiriformes em cujas paredes estão representados animais e plantas da Síria, razão pela qual a sala é conhecida como "jardim botânico".

O templo de Ré em Heliópolis recebeu também dois obeliscos, que se encontram hoje no Central Park de Nova Iorque e no rio Tâmisa em Londres.

Outros locais do Egipto onde também se fizeram sentir os trabalhos ordenados pelo faraó foram Tebas, Kom Ombo, Ermant, Tod, Medamud, Dendera e Esna. Na Núbia foram efectuadas obras nos sítios de Buhen, Sai, Faras, Dakka, Arco, Kuban, Semna e Guebel Barkal.

 Tumba

Decoração no túmulo de Tutmés III.

Tutmés mandou construir o seu templo funerário em Deir el-Bahari, entre os templos de Mentuhotep II e de Hatchepsut. O templo, descoberto em 1962, não possui a grandiosidade do templo da madrasta.

Tutmés III foi enterrado no Vale dos Reis, na tumba KV34, descoberta em 1898 pelo egitólogo francês Victor Loret. À semelhança do que aconteceu com outros túmulos este também foi alvo de pilhagens. As suas paredes encontram-se decoradas com figuras esguias pintadas a negro e vermelho sobre um fundo cinzento (que pretendia simular o aspecto de um papiro), encontrando-se nelas a versão mais completa do Livro de Amduat (que fornecia ao faraó defunto um mapa do mundo dos mortos e feitiços protectores) e a versão mais antiga que se conhece da Litania de Rá.

A sua múmia foi encontrada em 1889 num estado danificado no "esconderijo" de Deir el-Bahari, para onde tinha sido transladada pelos sacerdotes da XXI dinastia, que pretendiam proporcionar-lhe uma maior segurança e consequentemente garantir a vida eterna do faraó.



 Escrito por pergaminhoh às 09h57 AM
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Tutmés III

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estátua do faraó Tutmés III em basalto, no museu de Luxor, Egipto.

Tutmés III ou Tutmósis III (sendo esta última forma a versão helenizada do seu nome) foi o sexto faraó da XVIII dinastia egípcia, da época do Império Novo. O seu prenome ou nome de coroação foi Menkheperré o que significa "Estável é a manifestação de ".

Teoricamente, governou durante mais de cinquenta anos, mas deve-se enquadrar neste período os vinte e dois anos de reinado da sua tia e madrasta Hatchepsut (esposa do seu pai Tutmés II), que assumiu o trono durante a sua menoridade. As datas para o reinado de Tutmés III variam segundo os autores. Para Edward Frank Wente terá reinado entre 1504 e 1450 a.C., enquanto que autores como Nicholas Grimal, Jürgen von Beckerath, Jaromir Málek ou Ian Shaw situam o seu reinado entre 1479 e 1425 a.C..

Tutmés III notabilizou-se pela sua actividade militar, mas também pela sua intensa actividade construtora. Alguns autores consideram-no como um dos faraós mais importantes do Antigo Egipto, tendo mesmo sido apelidado de "Napoleão do Egipto" por James Henry Breasted.

Família

Tutmés III sendo alimentado pela deusa Ísis sob a forma de sicómoro.

Tutmés III era filho do faraó Tutmés II e de uma concubina chamada Ísis (ou Iset). A esposa principal de Tutmés II (ou "Grande Esposa Real" de acordo com o título da época) era a sua meia-irmã Hatchepsut. Este casamento não gerou nenhum filho homem, tendo Tutmés II antes de falecer nomeado como seu sucessor Tutmés III. Contudo, uma vez que Tutmés era demasiado novo para reinar quando o seu pai morreu, a sua tia e madrasta, Hatchepsut, tornou-se regente.

No segundo ou terceiro ano da sua regência Hatchepsut decide alterar o seu estatuto (de "Grande Esposa Real" de Tutmés II) fazendo-se coroar como faraó, tendo recebido o apoio de altos funcionários, como o intendente-geral e arquitecto Senenmut, o vizir Ahmés, o escriba real Senemiah e sumo sacerdote de Amon Hapuseneb. Hatchepsut assumiu os atributos e prerrogativas dos faraós, como o uso da barba postiça e de uma titulatura. A rainha recorreu também a uma ficção mitológica, através da qual se apresentava como filha do deus Amon, que se tinha unido (com o aspecto do seu pai) à sua mãe, a rainha Ahmés-Nebetta.

Hatchepsut governou como "faraó" durante vinte e dois anos. Apesar de ter sido relegado para segundo plano, Tutmés recebeu uma educação que se adequava ao estatuto, tendo sido instruído nas artes militares. É provável que Hatchepsut tenha atribuído a Tutmés o comando de uma expedição militar à Núbia e a outras terras estrangeiras.

Tutmés III e Hatchepsut na Capela Vermelha de Karnak.

Tutmés casou com uma filha de Hatchepsut, Neferuré, que faleceu no décimo primeiro ano do reinado de Hatchepsut. Tutmés teve também como esposas Hatchepsut II Meritré e Satiah. Da primeira, que alguns consideram ser uma filha de Hatchepsut, nasceram a princesa Meritamon, Amenhotep (seu sucessor), o princípe Menkheperré, a princesa Ísis, outra princesa chamada Meritamon e a princesa Nebetiunet. Sitiah, filha de uma enfermeira real, ostentou os títulos de "Grande Esposa Real" e "Esposa do Deus"; desta rainha não se conhecem filhos. Para além disso, teve várias esposas estrangeiras que serviram como "alianças" internacionais com príncipes sírios e palestinos.

Assim que se tornou rei, o que se verificou após a morte da sua madrasta, Tutmés ordenou a destruição de estátuas de Hatchepsut e mandou apagar as inscrições do nome desta presentes nos monumentos, substituindo-o pelo nome do seu avô, do seu pai ou pelo seu próprio nome. Tutmés também legitimou o seu poder através do deus Amon, como revelam inscrições gravadas em monumentos. De acordo com estas, numa ocasião em que Tutmés se encontrava no templo de Karnak, a estátua de Amon, que viajava na sua barca sagrada, e os sacerdotes que a carregavam, prostraram-se perante o novo monarca.

 O reinado

 Campanhas militares

Estátua de granito do faraó no Museu Egípcio, Cairo.

Nos trinta e quatro anos que esteve no poder, Tutmés III empreendeu 17 campanhas na região da Síria-Palestina. Em resultado destas campanhas o Egipto expandiu o seu domínio até ao rio Eufrates. O relato destas campanhas (conhecido como os "Anais" de Tutmés III) encontra-se registado nas paredes do santuário da barca em Karnak, tendo sido da autoria do arquivista e escriba real Tianuni. Conquistou o reino dos mitanianos após cruzar o rio Eufrates e estendeu suas conquistas até a região de Napata, no Sudão. Além disso, estabeleceu contatos comerciais com reinos vizinhos.

No próprio ano em que assumiu o poder, Tutmés teve que fazer frente a uma revolta dos povos da região da Síria-Palestina, liderados pelo princípe de Kadesh e com o apoio de Mitanni. Desde o início do Império Novo que os egípcios seguiram uma política que visava afastar do Egipto os povos da Síria-Palestina; por sua vez o império Mitanni (cujo núcleo situava-se entre o rio Tigres e o rio Eufrates) fomentava a revolta das populações desta região contra o Egipto para que estas não fossem uma ameaça ao seu império.

A primeira campanha partiu da região oriental do Delta, passou pela cidade de Gaza e até se chegar a Yehem (a sul do Monte Carmelo), onde se reuniu um conselho de guerra. Em Megido (a sudeste da moderna cidade de Haifa), encontravam-se os inimigos do Egipto, o princípe de Kadesh e as suas forças aliadas. Três estradas ligavam Yehem a Megido, duas largas e uma estreita e difícil já que passava por um desfiladeiro. Os conselheiros do rei recomendam evitar a estrada estreita, dado que em caso de ataque o exército sofreria bastante. Tutmés III tem uma opinião contrária e ordena que se siga pela via mais estreita, que era a mais rápida. Megido seria cercada durante sete meses, até se render ao exército egípcio. Tutmés partiu depois em direcção a Tiro, tomando as cidades de Yanoam, Nuges e Herenkeru.

Em resultado da vitória em Megido, o Egipto consegue um espólio de guerra que incluía bens como 894 carros de guerra (2 cobertos em ouro) e 2 mil cavalos.

No trigésimo terceiro ano do seu reinado Tutmés realiza uma campanha que atinge o próprio reino de Mitanni. O faraó ordena a construção de vários barcos em madeira de cedro, que são colocados em carroças puxadas por bois e que serviriam para atravessar o rio Eufrates. O confronto não está descrito em pormenor nas fontes históricas, mas sabe-se que o seu resultado foi a fuga do rei de Mitanni e a tomada de soldados e de mulheres do seu harém. Em comemoração pela vitória, Tutmés manda erguer uma estela junto ao rio ao lado de uma estela que tinha sido erguida pelo seu avô Tutmés I. De regresso ao Egipto aproveita para caçar elefantes no vale do Orontes; de acordo com as fontes o faraó teria sido imprudente, enfurecendo os animais que se encontravam num lago, tendo sido necessário que um dos seus militares, Amenemheb, entrasse na água para salvá-lo.

Tutmés desenvolveu um grande e desenvolvido sistema administrativo. Nele, os governantes de estados súditos viam-se obrigados a pagar tributos anuais ao Egito. Esses governantes deveriam também obedecer ao representante do faraó em sua região. Tutmés III também acolheu na sua corte, em Tebas, 36 jovens princípes oriundos das regiões subjugadass que eram educados de acordo com os costumes egípcios; quando estes se tornassem adultos retornavam às suas terras natais, estando garantida à lealdade ao Egipto.

Quando Hatchepsut havia resolvido que queria assumir o comando do Egito, ela conseguiu o apoio do grande clero de Amón graças a grandes somas de dinheiro. Agora, os sarcedotes ofereciam perigo a Tutmés III. Ele então, para contentá-los, ampliou seus domínios. Entretanto, ao mesmo tempo, acabou por diminuir sua influência nomeando sumos sacerdotes e amigos seus.

Nos últimos anos de seu reinado, Tutmés III dividiu suas atividades com seu filho primogênito, o jovem Amen-hotep.

 



 Escrito por pergaminhoh às 09h57 AM
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templo



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múmia de hatshepsut

 



 Escrito por pergaminhoh às 09h44 AM
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Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egipto. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz.

Origens familiares

Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei Tutmés I (Tutmósis I) e da rainha Ahmose.

Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quinze anos (para alguns egiptólogos teria vinte anos). Casou com seu meio-irmão, Tutmés II, seguindo um costume que existia no Antigo Egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o sobrinho de Hatshepsut, Tutmés III, era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó.

[editar] Hatchepsut como faraó

No Antigo Egipto os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés III.

No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia). Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.

A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita properidade e tranquilidade.

Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. Hatchepsut foi enterrada na tumba KV20.

[editar] Acção governativa de Hatchepsut

O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, mas esta imagem tem sido relativizada por alguns investigadores. Pelo menos duas campanhas militares foram conduzidas durante o seu reinado, uma das quais à Núbia, a qual talvez tenha sido liderada pela própria Hatchepsut.

Hatchepsut conservou alguns servidores do tempo do seu pai Tutmés I. Dois homens ficaram conhecidos como os ministros mais importantes da rainha: Hapuseneb e Senemut. O primeiro era o sumo sacerdote de Amon, tendo dirigido os vários trabalhos de construção ordenados por Hatchepsut, em particular os que tiveram lugar na cidade de Tebas.

Senemut, um oficial do exército de origem modesta, é por vezes visto como companheiro de Hatchepsut, que não casou enquanto foi faraó. Foi chefe do conselho da rainha e preceptor da filha de Hatchepsut, a princesa Neferuré, com a qual surge representado em várias "estátuas-cubo" (estátuas nas quais apenas a cabeça emerge de um bloco de pedra).

Nos baixos-relevos do templo de Deir e-Bahari ficou representada a expedição à região do Punt. Esta terra, que se julga corresponder à algures na costa da Somália, era conhecida pelas suas riquezas, como a mirra, o incenso, o ébano, o marfim e os animais exóticos. A expedição parece ter sido pacífica, tendo os egípcios trocado os bens que desejavam por armas e jóias.

Nas paredes do templo é possível ver as cenas que mostram cinco barcos a partir para o Punt seguindo a rota do Mar Vermelho. São calorosamente recebidos pelo rei local, Pa-Rahu, e a sua esposa, Ity, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. As representações mostram árvores de incenso, que teriam sido plantadas no recinto do templo de Deir e-Bahari.

[editar] Hatchepsut na arte

Capela vermelha de Hatchepsut em Karnak.

No Templo de Hatchepsut (Deir-el-Bahari), existem retratos do seu dia-a-dia mostrando a rainha como uma figura obesa, algo não convencional para a arte egípcia. Alguns estudiosos acreditam que a rainha foi realmente obesa, outros acreditam que seja uma figuração de "matriarcal". Ainda existem representações de Hatchepsut como uma mulher sem seios e barbada. Alguns historiadores acreditam que estas representações de Hatchepsut são representações feitas por ordem da rainha para ausentar sua figura de fragilidade (ausência dos seios) e a barba para representar o poder. Hatchepsut foi substituída por Tutmés III, que durante seu reinado apagou diversos traços de sua co-regente como bustos, afrescos e interrompeu algumas de suas obras quando assumiu o poder.

[editar] A descoberta de Hatchepsut

Tendo em conta que o nome de Hatchepsut foi suprimido das principais listas de reis do Antigo Egipto, desconheceu-se durante muito tempo a existência de Hatchepsut. Em meados do século XIX, quando a Egiptologia se estruturou como campo do saber, iniciou-se a redescoberta da rainha-faraó. Em 1922-1923 o egiptólogo Herbert Winlock, que realizava escavações em Deir el-Bahari na área pertencente ao rei Mentuhotep II, encontraria uma série de estátuas de Hatchepsut. Uma parte destas estátuas estão hoje no Museu Egípcio do Cairo e no Metropolitan Museum of Art.

[editar] O Templo de Milhões de Anos - Deir-el-Bahari

Templo de Hatshepsut

Ao oitavo ano do reinado de Hatchepsut, a grande obra do templo de Milhões de Anos é iniciada na margem ocidental de Tebas. O lugar escolhido: - a encosta de uma falésia, onde hoje encontramos os Vale dos Reis e das Rainhas. O templo foi criado para prestar homenagem ao seu Ka, associado ao seu pai Tutmósis I, sendo residência também de Amon e Hathor.

Também foram construídos, por ordem da Faraó, obeliscos que foram transportados de Assuã até Karnak. Os monumentos com mais de 300 toneladas foram trabalhados nas pedreiras de granito de Assuã. Ao que consta, foram utilizados 7 meses para construir, transportar e erguer os obeliscos, e a presença desses monumentos dissipavam as forças negativas e protegiam o templo, atraindo assim a luz criadora.



 Escrito por pergaminhoh às 09h38 AM
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Terceiro rei da XVIII dinastia egípcia, sucessor de Amen-hotep I. Teve um reinado de treze anos, ficando conhecido por ter concedido ao Egito um grande poderio militar. Suas origens familiares não são claras. Para alguns especialistas, ele seria filho do rei Amen-hotep I e de uma concubina de nome Semiseneb. Habitualmente considera-se que a sua legitimação como rei advém do fato de ter casado com Ahmose, filha do rei Ahmés e da rainha Ahmés-Nefertari e irmã de Amen-hotep I. Uma vez que Amen-hotep I não tinha gerado um sucessor quando morreu, Tutmés virou rei devido ao seu casamento com a irmã do falecido monarca, o que demonstraria a importância da mulher na dinastia real. Da união entre Tutmés e Ahmose resultaram dois filhos e duas filhas. Uma das suas filhas foi Hatchepsut, que mais tarde se tornaria soberana do Egito.
  • Tutmés foi enterrado no Vale dos Reis.


Tutmés II
Quarto rei da XVIII dinastia egípcia. O historiador Maneton atribui-lhe um reinado de treze anos, mas este valor é discutido por alguns egiptólogos, que consideram mais provável ter reinado três anos. Deixou poucas inscrições nos monumentos e é pouco referido nas autobiografias da época do Império Novo. Filho de Tutmés I e de uma esposa secundária, Mutnefert. Assim sendo ocupava uma posição relativamente inferior à da sua meia-irmã Hatchepsut, que era filha de Tutmés I com a sua esposa principal. Para reforçar a sua legitimidade real, Tutmés II casou com Hatchepsut, que se julga um pouco mais velha que ele.

– Teve com Hatchepsut duas filhas as princesas:
  1. Neferure e
  2. Neferubiti.
– Com a sua esposa secundária, Ísis:
  1. o futuro Tutmósis III, que declarou seu herdeiro antes da sua morte.
Vários documentos referem-se às suas campanhas militares, mas alguns investigadores duvidam que o próprio tenha liderado em pessoa essas campanhas; em vez disso estas teriam sido protagonizadas pelos seus generais. No ano 1 do seu reinado esmagou uma revolta na Núbia, que terá levado ao fim do reino de Kush. Conhece-se também uma campanha contra beduínos do sul da Palestina. Há quem sugira que devido à fraca saúde de Tutmés a sua esposa Hatchepsut pode ter sido a verdadeira soberana durante este período. Isto também explicaria o fato de Tutmés II ter nomeado o seu filho como sucessor antes de morrer, talvez para impedir o avanço da sua esposa como monarca do Egito.
  • A sua múmia foi encontrada em 1881 em Deir el-Bahari, mas não se conhece ao certo o seu túmulo (que se julga estar no Vale dos Reis).



 Escrito por pergaminhoh às 09h37 AM
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